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Nacoleia[1] ou Nacolia (em grego: Νακώλεια; transl.: Nakoleia) foi uma cidade antiga e medieval na Frígia. Corresponde a atual Seyitgazi, na província de Esquiceirr, na região da Anatólia Central da Turquia.

HistóriaEditar

Foi uma cidade da Frígia Salutar, tendo seu nome se originado na lenda da ninfa Nacola. O local rio Partênio (atual rio Bartın) tornou-se a região fértil e é plausível que pelo século III houvesse propriedades imperiais na região. Durante o reinado do imperador Valente (r. 363–378), mais precisamente em 366, o usurpador Procópio (r. 365–366) foi derrotado na cidade. Sob Arcádio (r. 395–408) ela foi ocupada por uma guarnição de godos sob Tribigildo que revoltou-se contra o imperador em 399. Em 768, foi sitiada pelos árabes e temporariamente capturada durante a invasão da Anatólia pelo Califado Abássida.[2]

Como uma sé romana, primeiro foi dependente de Sínada, porém, entre 787-862, se tornaria autocéfala e, entre 1035-1066, metropolitana. Sete de seus bispos são conhecidos, dentre eles Constantino, um dos principais apoiantes da iconoclastia sob Leão III, o Isauro (r. 717–741), que fingiu abjurar seu erro diante do patriarca, São Germano, e foi condenado como um heresiarca no Segundo Concílio de Niceia (787). Em 1066, durante um concílio, menciona-se a presença de um metropolita de Nacoleia, embora tenha sido classificado como o último entre os metropolitas. Como metrópole sem sufragâneos, Nacoleia existiu através do século XIV.[2][3] Nacoleia está inclusa, com a posição arquiepiscopal,[4] na lista de sés titulares da Igreja Católica e tem sido deixada sem bispos titulares desde 1973.[5]

Referências

  1. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 
  2. a b Kazhdan 1991, p. 1434.
  3.   "Nacolia" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.
  4. Anuário Pontifício 2013, p. 936.
  5. «Nacolia (Titular See)» (em inglês). Consultado em 31 de janeiro de 2014 

BibliografiaEditar

  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8