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Nagualismo é um sistema de práticas e crenças mágicas dos índios toltecas do México e América Central[1].

O foco do nagualismo é o Nagual, um espírito familiar que é adquirido por anciãos e outras pessoas importantes, e que assume a forma de um animal[2]. Em outras interpretações, o Nagual é alguém que se transforma em um animal[3].

Luís da Câmara Cascudo vê no nagualismo semelhanças com a crença no lobisomem encontrada no Brasil[4]

Na cultura popularEditar

Carlos Castaneda, no seu livro Porta Para o Infinito (Tales of Power, 1975), apresenta a figura de Don Juan Matus, um nagual ou líder dos bruxos. Don Juan explica que nagual é uma força cósmica que dá sentido ao universo[5].

Na graphic novel A Garagem Hermética (1976-1980), Moebius atribui os poderes do personagem Lewis Carnellian ao "Nagual, aquele que está imóvel no centro do universo"[6].

Referências

  1. HOLLAND, William R. El tonalismo y el nagualismo entre los tzotziles. Estudios de Cultura Maya, Vol. 1 (1961), P. 171 (em espanhol)
  2. VILLA ROJAS, Alfonso. El nagualismo como recurso de control social entre los grupos mayances de Chiapas, México. Estudios de Cultura Maya, Vol. 3 (1963), P. 244 (em espanhol)
  3. ALEJOS GARCÍA, José. Magia y razón. Antropología del nagualismo en Mesoamérica. Anuario Instituto Chiapaneco de Cultura, Departamento de Patrimonio Cultural e Investigación 1993, P. 414 (em espanhol)
  4. CASCUDO, Luís da Câmara. Geografia dos mitos brasileiros. Global, 2015
  5. VILLENA, Marcelo. Sobre tragédia, mímesis, devir-animal e xamanismo. Reflexões sobre práticas musicais e mitos a partir de O nascimento da tragédia. Anais do SEFiM - Interdisciplinar de Música, Filosofia e Educação, v. 1, n. 1 (2013). P. 567
  6. MOEBIUS. A Garagem Hermética. Nemo, 2012. P. 5