Nanook of the North

filme de 1922 dirigido por Robert J. Flaherty

Nanook of the North (Nanook, o Esquimó),realizado em 1922, é um clássico do cinema documentário e um dos mais importantes filmes antropológicos de todos os tempos.

Nanook of the North
Nanook, o Esquimó (PRT/BRA)
Nanook of the north.jpg
 Estados Unidos
1922 •  pb •  79 min 
Direção Robert Flaherty
Roteiro Robert Flaherty
Elenco Allakariallak
Nyla
Cunayou
Género documentário
Idioma inglês
Nanook of the North

Mesmo não tendo sido realizado por um antropólogo, as inovações introduzidas por Robert Flaherty, seu realizador, notadamente nas relações que estabeleceu com Inuit Nanook e sua família, vão influenciar de maneira decisiva o documentário de caráter antropológico.

O filme é o primeiro documentário de longa-metragem conhecido e considerado um marco do gênero.

ControvérsiasEditar

Flaherty foi muito criticado por te representado os Inuítes conforme esteriótipos Ocidentais, e manipulando a realidade a seu favor. O homem que no filme se chama "Nanook", na realidade se chamava Allakariallak. Flaherty escolheu esse apelido pois acreditava que este seria mais adequado e mais aceito por públicos euro-americanos, por causa de suas suposta "autenticidade".[1] A esposa de Nanook que vimos no filme na realidade não era sua esposa. De acordo com Charlie Nayoumealuk, que foi entrevistado para o documentário Nanook Revisited (1990), "as duas mulheres vistas em Nanook, Nyla (...) e Cunayou (...) não era esposas de Allakariallak, mas sim esposas de Flaherty."[2]

Além disso, Allakariallak, na época, já caçava utilizando armas de fogo, mas Flaherty insistiu que ele usasse os métodos tradicionais de seu povo na caça, para assim capturar os antigos costumes inuítes anterior à colonização europeia nas Americas.[3]

Flaherty foi acusado de representar Inuítes como criaturas sub-humanas do ártico, sem tecnologia, sem cultura, reproduzindo então um discurso que os posiciona fora do curso da história moderna. Existe também a análise de que Flaherty, no filme, constantemente compara a família a animais, mais especificamente cachorros/lobos.[4]

Referências

  1. Fatimah Tobing Rony (1996). The Third Eye: Race, Cinema, and Ethnographic Spectacle. Durham and London: Duke University Press. p. 104.
  2. Julia Emberley. Defamiliarizing the aboriginal: cultural practices and decolonization in Canada. p. 86 (citing Fatimah Tobing Rony, Taxidermy and Romantic Ethnography: Robert Flaherty's Nanook of the North).
  3. Pamela R. Stern, Historical Dictionary of the Inuit (Lanham, MD:Scarecrow Press, 2004), p. 23.
  4. Fatimah Tobing Rony (1996). The Third Eye: Race, Cinema, and Ethnographic Spectacle. Durham and London: Duke University Press.

Ligações externasEditar

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