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Numério Fábio Buteão

Numério Fábio Buteão
Cônsul da República Romana
Consulado 247 a.C.

Numério Fábio Buteão (em latim: Numerius Fabius Buteo) foi um político da gente Fábia da República Romana eleito cônsul em 247 a.C. com Lúcio Cecílio Metelo. Era irmão de Marco Fábio Buteão, cônsul em 245 a.C..

FamíliaEditar

 
Teatro de operações da Primeira Guerra Púnica entre 248 e 241 a.C..
  Território siracusano
  Território cartaginês
  Territórios romanos
1. Amílcar Barca apóia Drépano, que esta sitiada, e saqueia a costa italiana.
2. Amílcar desembarca em monte Ercte.
3. Amílcar muda sua base de monte Ercte para Érice (Eryx).
4. Vitória naval romana nas ilhas Égadas e queda de Drépano. Cartago pede a paz (241 a.C.).

"Buteão" (em latim: Buteo) era o cognome de uma família patrícia da gente Fábia, que era referência a uma espécie de falcão que, numa determinada ocasião, teria pousado em seu barco, o que foi considerado um augúrio positivo.[1]

Consulado (247 a.C.)Editar

Foi eleito cônsul com Lúcio Cecílio Metelo em 247 a.C., o décimo-sétimo ano da Primeira Guerra Púnica. Fábio assumiu as operações no cerco de Drépano (moderna Trapani), uma das últimas bases cartaginesas na Sicília. Numério Fábio fez um plano para capturar a ilha de Pélias, que havia sido, antes, capturada pelos cartagineses, e a consegue tomar, mas Amílcar contra-ataca. Fábio ataca Drépano, e Amílcar retorna para as fortificações e Fábio mantém o controle de Pélias. Em seguida, ele instalou no estreito entre a ilha e a praia um guindaste que permitia que os romanos se aproximassem das muralhas da cidade de frente para o mar, onde havia menos obstáculo[2]. Este ato, que Políbio não menciona em seu relato sobre a guerra, porém, não ajudou a terminar mais rapidamente o cerco de Drépano, que perduraria ainda até 241 a.C..

Mestre da cavalaria (224 a.C.)Editar

Em 224 a.C., Lúcio Metelo foi nomeado ditador comitiorum habendorum causa, com o objetivo de realizar as eleições consulares, pois os cônsules estavam fora da cidade. Ele escolheu Numério Fábio Buteão como seu mestre da cavalaria.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Plínio História Natural] X. 8. s. 10.
  2. Dião Cássio, Livro XII, 16, preservado em epítome por Zonaras, Livro VIII [online]
  3. Cícero Catilinárias 9, Pro Scaur. 2; Dionísio de Halicarnasso II 66; Valério Máximo I. 4. § 4; Ovídio, Fastos VI 436.

BibliografiaEditar