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El Aleph
O Aleph (PT)
Autor(es) Jorge Luís Borges
Idioma língua castelhana
País Argentina Argentina
Editora Losada
Lançamento 1949
Páginas 146
Edição portuguesa
Tradução Flávio José Cardoso, José Colaço Barreiros
Editora Estampa, Planeta DeAgostini, Quetzal
Lançamento 1993
Páginas 190
ISBN 972-33-0250-0
Cronologia
Ficções
Otras inquisiones
Disambig grey.svg Nota: Para o livro de Paulo Coelho, veja O Aleph (Paulo Coelho).

O Aleph (no original, El Aleph) é um livro de histórias curtas de Jorge Luis Borges, publicado em 1949 e contendo, entre outros, o conto que dá nome ao livro. O escritor aborda vários pontos paradoxais como a imortalidade, a identidade, o duplo, a eternidade, o tempo, a soberba, a condição humana e suas crenças, com um alto grau de criatividade e escrita superior, com elevadíssimo grau cultural, submetendo o leitor a um intrincado labirinto de ideias e reflexões.[1]

A literatura de Borges exige e desafia o leitor. Sua escrita, repleta de alusões e simbolismos, introduz o leitor à um labirinto de palavras que remete a toda a construção literária. O simbolismo utilizado por Borges, além da liberdade de escrever e misturar diversas raças, países, referências culturais (que vão de Homero a Martín Fierro) são a assinatura de Borges e possibilitam a desenvoltura adquirida por esse autor a construção de sua mais intrigante obra. Mario Vargas Llosa, escritor peruano agraciado com o prêmio Nobel de Literatura, em seu livro Sabres e Utopias, onde admite a influência de Borges em sua literatura, acredita que Borges o conto, por sua brevidade e condensação era o gênero mais apropriado para a literatura borgiana, pois permitia ao autor, com seu espantoso talento para a condensação, escrever de forma atrativa, com dramaticidade e até mesmo com vagueza e abstração graças ao seu imenso domínio literário.

ContosEditar

O Aleph é composto pelos seguintes contos:

  • O imortal
  • O morto
  • Os teólogos
  • História do guerreiro e da cativa
  • Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874)
  • Emma Zunz
  • A casa de Astérion
  • A outra morte
  • Deutsches Requiem
  • A busca de Averróis
  • O Zahir
  • A escrita de Deus
  • Abenjacan, o Bokari, morto no seu labirinto
  • Os dois reis e os dois labirintos
  • A espera
  • O homem no umbral
  • O Aleph

Quanto ao conto Aleph, especificamente, o protagonista se depara com a possibilidade de conhecer o ponto do espaço que abarca toda a realidade do universo num local bastante inusitado: no porão de um casarão situado em Buenos Aires, prestes a ser demolido. Este ponto recebe a alcunha de Aleph - a letra inicial do alfabeto hebraico, correspondente ao alfa grego e ao a dos alfabetos romanos.

A ideia de unidade na multiplicidade é tema borgiano por excelência e, no conto em apreço, sua exposição literária é primorosa.

Referências