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Octávio Sérgio da Costa Moraes

futebolista brasileiro

Octávio Sérgio da Costa Moraes, mais conhecido por Octávio Moraes, (Belém, 9 de julho de 1923 - Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2009[1]) foi um futebolista, arquiteto e compositor brasileiro. Filho de outro jogador de futebol, que também se chamava Octávio que jogou pelo Paysandu Sport Clube. A família em 1931 resolveu se mudar para o Rio de Janeiro.[2]

Quando estava jogando pelo time amador do Boca Junior, Octávio Moraes foi descoberto pelo famoso técnico de futebol conhecido pelo pseudônimo de "Kanela" o sr. Togo Renan Soares, que o levou para jogar como atacante do Botafogo de Futebol e Regatas.[3] Jogou ao lado de Heleno de Freitas, Sílvio Pirilo, Paraguaio entre outros. Ajudou o clube, com seus gols, a conquistar seu primeiro título após a fusão: o Campeonato Carioca de Futebol de 1948, onde foi artilheiro máximo naquele ano. O jogador chegou também a Seleção Brasileira de Futebol em 1949. Pelo Brasil, fez 4 jogos no Campeonato Sul-Americano de 1949, enquanto era jogador do Botafogo, e marcou 1 gol contra a seleção colombiana em jogo disputado no dia 17 de abril de 1949 no estádio do Pacaembu em São Paulo.[4] Depois dessas conquistas, o atacante teve problemas de relacionamento com o dirigente do Botafogo, Brandão Filho e com isso, o jogador recebeu um comunicado por escrito para que procurasse outro clube para jogar. Em 1952 transfere-se para o Santos Futebol Clube, mas não conseguiu apresentar o mesmo futebol que apresentara no Rio de Janeiro. O atacante é o 7º maior artilheiro na história do Botafogo,[5]

Quando estava no clube praieiro paulista, Octávio já se formara em Arquitetura e foi convidado pelo presidente Modesto Roma para um cargo de arquiteto no futuro estaleiro que a família Roma estava construindo na baixada santista. Mas, a saudade bateu e Octávio voltou para a Rio de Janeiro, contando, inclusive com as bençãos do presidente Modesto Roma. De volta ao Rio de Janeiro o Fluminense do técnico Zezé Moreira já estava com uma vaga aberta para o atacante.[6]

Octávio Moraes é considerado por muitos um dos criadores do futevôlei nas praias cariocas. Sua mãe Eneida de Moraes foi uma grande escritora e pioneira como cronista no Rio de Janeiro. Otávio Moraes foi também presidente da AGAP, Associação de Garantia ao Atleta Profissional durante um triste momento da história do futebol do Brasil, a morte de Garrincha. Anos depois, Octávio Moraes tornou-se colunista no Jornal do Brasil. Otávio de Moraes foi também autor do projeto de Arquitetura da Concentração da Seleção Brasileira de Futebol na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro.

Octávio enveredou ainda para a arte musical, e em parceira com Paulo Valdez compôs "Meiga Presença" que foi gravada por Elizeth Cardoso em 1966.

Octávio Moraes morreu aos 86 anos, em 19 de outubro de 2009.

Referências

  1. «Nota de falecimento». Botafogo.com.br [ligação inativa]
  2. «Octávio Sérgio da Costa Moraes | TARDES DE PACAEMBU». tardesdepacaembu.wordpress.com. Consultado em 8 de maio de 2018 
  3. «Morre Octávio Moraes, campeão carioca pelo Botafogo em 48». Globoesporte.globo.com. 19 de outubro de 2009 
  4. «Brasil Campeão Sul-Americano (1949)». Acervo da Bola (em inglês). 4 de junho de 2016 
  5. «Octávio Moraes, ex-Botafogo e criador do futevôlei». 03 DE JUNHO DE 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «Octávio Sérgio da Costa Moraes | TARDES DE PACAEMBU». tardesdepacaembu.wordpress.com. Consultado em 8 de maio de 2018 
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