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Orlando: A Biography
Orlando: Uma Biografia
Autor(es) Virginia Woolf
Idioma Inglês
País  Reino Unido
Gênero Romance
Arte de capa Vanessa Bell
Editora Hogarth Press
Lançamento 11 de outubro de 1928
Edição portuguesa
Tradução Ana Luísa Faria
Editora Relógio D'Água
Lançamento 1994
ISBN 972-708-245-9
Edição brasileira
Tradução Cecília Meireles
Editora Editora Globo
Lançamento 1948
Cronologia
Ao Farol
(1925)
As Ondas
(1931)

Orlando: Uma Biografia é um romance histórico de Virginia Woolf publicado em 11 de outubro de 1928..[1] O romance semi-biográfica é baseado em parte na vida da amiga íntima e amante de Woolf, Vita Sackville-West, e geralmente é considerado um dos romances mais acessíveis de Woolf. A novela tem sido influente estilisticamente, e é considerada importante no literatura em geral, particularmente na história da escrita das mulheres e estudos de gênero. A adaptação para o cinema foi lançado em 1992, estrelado por Tilda Swinton como Orlando e Quentin Crisp como Rainha Elizabeth I. O livro não é narrado em fluxo de consciência, mas sim em uma versão satírica dos métodos convencionais dos historiadores.

Orlando, jovem inglês que nasce na Inglaterra da Idade Moderna e, durante uma estada na Turquia, simplesmente acorda mulher. A personagem é dotada de imortalidade e o livro acompanha Orlando por seus 350 anos de vida. Bem-humorado, é um dos grandes exemplares do modernismo inglês e um dos ápices da arte literária de Virginia Woolf.

Há um lado quixotesco em Orlando, que trabalha as ambiguidades da identidade feminina e masculina e suas relações com a condição humana. A transformação da personagem em mulher é vista como um acontecimento cotidiano, bem como seus amores. Como na maioria dos romances de Virginia Woolf, o tempo, enquanto variante literária e estilística, é um dos temas do romance. Trata-se de uma preocupação em relacionar o tempo da história (350 anos de história britânica e de vida de um personagem) e o tempo da narrativa.

TemasEditar

O autor Avrom Fleishman aponta que o tema central de Orlando é o da continuidade do indivíduo e de suas tradições ao longo do tempo, resistindo à força destrutiva do tempo: através dos séculos, a personalidade e os valores de Orlando permanecem, independentemente das mudanças sociais.[2][3] Dessa forma, o romance (que é inspirado na história de Vita Sackville-West, com quem Virginia manteve uma relação entre 1925 e 1935) tenta desafiar o racionalismo do realismo literário, construindo uma narrativa de possibilidade fluídas e de realidades inconstantes.[4]

Adaptação para o teatroEditar

A obra de Woolf encenada pela diretora Bia Lessa, foi apresentada na temporada inaugural do Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro em 1989, o elenco contou a participação dos atores Fernanda Torres, Julia Lemmertz, Cláudia Abreu, Marcos Oliveira, Dany Roland e Otávio Muller Em 2004 Betty Gofman, Natália Lage, Vanessa Gerbelli, Rodrigo Penna e Dany Roland estrearam uma nova montagem do espetáculo Orlando, no Teatro Dulcina, no Rio. O espetáculo fez parte do projeto Inventário do Tempo, também com a diretora Bia Lessa.[5]

No Ceará, o Grupo Expressões Humanas, sob a direção de Herê Aquino, estreou em 2013 montagem de Orlando no contexto do Programa de Residências e Intercâmbios da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Fortaleza. No elenco, Murillo Ramos, Marina Brito e Juliana Veras. O espetáculo permanece em cartaz.

Referências

  1. Catherine Lavender (5 de novembro de 1999). «Virginia Woolf, Orlando: A Biography (1928)» (em inglês). Library.csi.cuny.edu. Consultado em 26 de abril de 2012. Arquivado do original em 24 de janeiro de 2012 
  2. Fleishman 1971, p. 233.
  3. Fleishman 1971, p. 237.
  4. Groot 2010, p. 43.
  5. «Itaú Cultural: "Orlando"». Itaucultural.org.br 

BibliografiaEditar

LivrosEditar

  • Fleishman, Avrom (1971). «Experiment and Renewal». The English historical novel; Walter Scott to Virginia Woolf. Baltimore: Johns Hopkins Press. pp. 208–258 
  • Groot, Jerome de (2010). The Historical Novel. New York: Routledge. 200 páginas