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Públio Múcio Cévola (cônsul em 133 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Públio Múcio Cévola redireciona para cá. Não confundir com Públio Múcio Cévola, cônsul em 175 a.C., seu pai.
Públio Múcio Cévola
Cônsul da República Romana
Consulado 133 a.C.

Públio Múcio Cévola (em latim: Publius Mucius Scaevola) foi um político da gente Múcia da República Romana eleito cônsul em 133 a.C. com Lúcio Calpúrnio Pisão Frúgio. Foi também pontífice máximo de 130 a.C. até a sua morte em 115 a.C.. Ele era filho de Públio Múcio Cévola, cônsul em 175 a.C., e sua mulher, Licínia, irmã de Públio Licínio Crasso, cônsul em 171 a.C.. Seu tio paterno, Quinto Múcio Cévola, foi cônsul em 174 a.C.., e seu irmão mais novo, Públio Licínio Crasso Dives Muciano, foi cônsul em 133 a.C.. Quinto Múcio Cévola, cônsul em 95 a.C., era seu filho.[1]

CarreiraEditar

Cévola foi tribuno da plebe em 141 a.C., pretor em 136 a.C. e finalmente foi eleito cônsul em 133 a.C. com Lúcio Calpúrnio Pisão Frúgio. Durante seu mandato, Públio Cornélio Cipião Násica Serapião, o líder da facção aristocrática dos optimates, entrou em conflito com o tribuno da plebe Tibério Graco, líder dos populares, durante a eleição para um segundo mandato para o tribuno. Múcio preferia Graco, pois estava mais propenso a ouvir e atentader as demandas da plebe, mas Cipião continuou a protestar e mobilizou um grupo de senadores que acabou assassinando Graco, acusando-o de tirania. Apesar disto, Múcio não tomou nenhuma providência.[2]

Tornou-se pontífice máximo em 131 a.C. depois da morte de seu irmão biológico Públio Licínio Crasso Dives Muciano. Foi o último pontífice a publicar os "annales maximi", uma compilação dos eventos ocorridos durante o ano.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Cícero, De Officiis III, 15.62
  2. Plutarco, Tib. Gracc. 9
  3. Cícero, De oratore II, 12

BibliografiaEditar