Palácio do Marquês de Abrantes

edifício histórico em Lisboa onde está instalada a Embaixada de França em Portugal

O Palácio do Marquês de Abrantes é um palácio urbano, representativo de arquitectura residencial barroca, localizado na freguesia da Estrela (anteriormente na freguesia de Santos-o-Velho), em Lisboa. Está integrado na Carta Municipal do Património Edificado e Paisagístico.[1]

Nele está instalada, desde 1948, a Embaixada de França em Portugal,[2] e, desde 1937, o Instituto Francês de Portugal[3].

História editar

 
Palácio do Marquês de Abrantes, na Calçada Marquês de Abrantes, em Santos-o-Velho, hoje Embaixada da França.

A história do espaço remonta até ao século XII, quando no local existia um convento pertencente aos freires da Ordem Militar de Santiago e posteriormente às Comendadeiras de Santos. No fim do século XV, em 1490 foi mandado destruir o casario do mosteiro existente e erigida uma casa nobre. Já no século XVI, em 1501, o rei D. Manuel edifica neste local o Paço Real de Santos.

O palácio serviu de residência do rei D. Sebastião, "o Desejado", desaparecido em Alcácer Quibir, em 1578, tendo sido num dos jardins deste palácio, virado para o Tejo, que el-rei D. Sebastião tomou a sua última refeição em Portugal, antes de partir para o combate.[4]

Em 1629, D. Francisco Luís de Lencastre adquire o palácio às Comendadeiras de Santos.

Já no século XVIII, ocorreram diversas obras, a primeira delas em 1711, dirigidas pelo arquitecto João Antunes, e em 1730 novas obras direccionadas ao corpo da entrada principal. Em 1742, foram doados espaços à igreja paroquial de Santos, para a edificação da sua capela-mor. Dois anos após o Terramoto de 1755 foram também feitas obras para recuperar os danos causados pelo mesmo. Já no século XIX, o palácio foi ocupado pelas tropas francesas em 1808. Ainda durante este século residem no palácio D. Maria Amélia[carece de fontes?], imperatriz do Brasil, a infanta D. Ana de Jesus Maria, tendo também voltado a ser residência dos marqueses de Abrantes.

Em 1870 o palácio foi arrendado ao embaixador de França, conde de Armand. Já no século XX, em 1909, o palácio foi adquirido pelo governo francês. Em parte do palácio, no ano de 1937, instala-se o Instituto Francês. Em 1948 a embaixada de França viria a ocupar a parte central do edifício, situação que perdura na atualidade. Já no último quartel do século XX, entre 1980 e 1982, o palácio sofreu remodelações a partir de um projecto do arquitecto Gonçalo Sousa Byrne.[2]

 
O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Palácio do Marquês de Abrantes

Ligações externas editar

Referências

  1. «Regulamento do Plano Director Municipal de Lisboa» (PDF). Consultado em 21 de junho de 2013. Arquivado do original (PDF) em 31 de outubro de 2012 
  2. a b Sistema de Informação do Património Arquitectónico
  3. Portal do Instituto Francês de Portugal
  4. «História». Palácio de Santos. Consultado em 25 de outubro de 2023