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Parque Moscoso com decoração Natalina em 2013.

O Parque Moscoso, inaugurado em 1912, é o mais antigo da cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo, Brasil. Com aproximadamente 24 mil metros quadrados de área, é considerado um ambiente de tranquilidade em meio à correria do centro da metrópole. O nome é uma homenagem ao presidente da província Henrique Moscoso. Possui um lago com peixes e duas ilhas, cortado por pontes e alamedas formadas por árvores típicas da Mata Atlântica.

No parque existe a Concha Acústica, um palco onde acontecem inúmeros espetáculos, tombada como patrimônio cultural pelo Conselho Estadual de Cultura. Em maio de 2012, foi celebrado os 100 anos e para tal comemoração a prefeitura de Vitória iniciou obras de restauração da Concha Acústica, revisão das instalações elétricas, recuperação dos bancos, dos muros e das calçadas externas e  reforma do lago principal.

HistóriaEditar

Na parte baixa da ilha de Vitória havia uma área conhecida como Campinho (atual Parque Moscoso) formada por terrenos alagados pelas marés da baía de Vitória. O espaço foi doado pela União por meio da Lei Federal nº. 2.356/1910 ao então governador do estado Jerônimo Monteiro (1908 -1912) para a construção de um parque em homenagem a Henrique Moscoso. A área sofreu vários aterros e depois foi dividida em lotes, o paisagista Paulo Motta Teixeira foi encarregado para a execução do projeto e as obras foram iniciadas em 1910.

Projetado à moda do século XIX, era um grande jardim que ganhava aos poucos traços do estilo eclético e art nouveau. Foram instadas fontes, repuxos, ruínas de templos greco-latinos, lagoas com pequenas ilhas artificiais e pontes.

Na década de 30 a região do Parque Moscoso tornou-se altamente valorizada, instalaram-se na proximidade residências pertencentes à elite capixaba. A área era aberta ao público, dispunha de muita vegetação, lagos, pássaros, uma quadra de tênis e era considerada como o lugar para o encontro da sociedade capixaba.

Em 1952 o espaço sofre uma primeira intervenção. Inicia-se a construção da Concha Acústica e a construção do Jardim de Infância, ambas projetadas pelo arquiteto Francisco Bolonha seguindo a moderna arquitetura dos anos 50, as alamedas foram desviadas e estreitadas para dar lugar para a Capela Ecumênica, brinquedos para as crianças foram implantados e foram construídos muros e grades para que fosse implantado um sistema de cobrança de ingresso restringindo sua utilização, o que acabava contradizendo com a definição e função do Parque Urbano.

Em 2001 o parque passou por um novo processo de revitalização para recuperar as características originais. O muro foi substituído por grades, os traçados dos caminhos e as fontes voltaram aos locais originais e pequenos detalhes foram recuperando características originais, tornando-o parecido ao que era no passado.

Ligações ExternasEditar