Pathos é uma palavra grega (πάθος) que significa "sofrimento, paixão, afeto".

Em AristótelesEditar

Pathos é um dos três meios[nota 1] de persuasão do discurso na retórica clássica desde Aristóteles,[1] alguns séculos antes de Cristo.[2]

Enquanto o pathos é um método de persuasão pelo chamado do público à emoção, o ethos retorna sua força de persuasão à integridade do falante. É, frequentemente, pelas paixões que a eloquência triunfa. Para dominá-las, o orador deve conhecer as fontes e os meios que servem para excitá-las ou acalmá-las.[2][3]

Essas estratégias não são exclusivas da retórica: elas são adequadas para qualquer processo linguístico que dependa da simpatia (ou pelo menos da atenção) do outro para sua implementação, da conversa comum à prosa mais elaborada. Os pathes testemunham um relacionamento com os outros que varia em grau de emocionalidade, seja para seduzir ou confundir, influenciar ou subjugar, agir sobre ele ou agir por si mesmo.[3]

Em NietzscheEditar

Nietzsche insiste fortemente na oposição entre o pathos da distância ou nobreza (sentimento ou impulso que comanda a axiologia do tipo nobre) e o ponto de vista da utilidade:[4]

É esse pathos de distância que os levou a tomar o direito de criar valores, forjar o nome dos valores: o que a utilidade lhes importava! o ponto de vista da utilidade é o mais estranho e desviado possível em relação a uma explosão tão borbulhante de julgamentos de valor supremos que fixam e traçam a hierarquia: é precisamente aqui que o sentimento alcançou o oposto dessa baixa uma temperatura que pressupõe qualquer prudência contábil, qualquer cálculo de utilidade - e nem por uma vez isolado, nem por uma hora de exceção, mas de maneira duradoura.
 
Nietzsche , Genealogia da moralidade, I, § 2.

Ver tambémEditar

Notas

  1. Pathos, Ethos e Logos.

Referências

  1. «PATHOS : Définition de PATHOS». www.cnrtl.fr. Consultado em 21 de setembro de 2019 
  2. a b ADEODATO, JOAO MAURICIO (6 de outubro de 2017). A RETÓRICA CONSTITUCIONAL. [S.l.]: Editora Saraiva. ISBN 9788502101609 
  3. a b Hegenberg, Leônidas (2009). Argumentar. [S.l.]: Editora E-papers. p. 124. ISBN 9788576502241 
  4. Almeida, Rogério Miranda de (2005). Nietzsche e o paradoxo. [S.l.]: Ed. Loyola. p. 224. ISBN 9788515031719 


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