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Pedro
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação General
Religião Catolicismo

Pedro (em latim: Petrus) foi um oficial bizantino, ativo durante o reinado dos imperadores Anastácio I Dicoro (r. 491–518), Justino I (r. 518–527) e Justiniano (r. 527–565). Originalmente um vassalo do Império Sassânida, foi capturado pelos bizantino e tornar-se-ia subordinado de Justiniano. Nos anos 520, foi nomeado mestre dos soldados e recebeu a fracassada missão de auxiliar Gurgenes contra os ataques sassânidas. Desapareceu das fontes até os anos 540, quando foi um dos generais da Guerra Lázica.

Soldo de Justino I (r. 518–527)

VidaEditar

Um nativo de Arzanena, quando jovem era um vassalo do Império Sassânida, porém foi capturado em 504 pelo futuro imperador Justino I na Guerra Anastácia. Justino tratou-o com generosidade e enviou-o à escola. Quando Justino era conde dos excubitores, tornar-se-ia seu secretário, e após sua ascensão, seria nomeado mestre titular dos soldados; Procópio relata, contudo, que sua nomeação fez-o avarento. Em 526 ou 527, foi enviado com alguns hunos para Lázica para auxiliar o rei da Ibéria Gurgenes contra os ataques sassânidas. Suas forças eram inadequadas e os ibéricos foram derrotados, levando à sua reconvocação para Constantinopla.[1]

 
Soldo de Justiniano (r. 527–565)
 
Dracma de Cosroes I (r. 531–579)

Os autores da Prosopografia do Império Romano Tardio sugerem que teria sido nesta ocasião que Pedro retornou para Constantinopla com alguns hunos após jurar-lhes que não o faria, um evento descrito ca. 533. Foi mais tarde enviado para Lázica para defender os lazes contra os sassânidas após Irineu e outros generais serem derrotados no país ca. 528. Ele conseguiu uma vitória sobre os sassânidas, porém irritou os lazes por sua arrogância. Ele foi reconvocado por Justiniano (r. 527–565).[1]

Em 541 a 544, foi um dos comandantes dos exércitos romanos na Guerra Lázica. Em 541, ele e Buzes incitaram que Belisário reunisse os exércitos bizantinos e atacasse o território persa. Mais adiante, desobedeceu as ordens de Belisário e montou acampamento próximo de Nísibis , mas longe do exército principal. Os persas que viriam a ocupar a cidade, marcharam e derrotaram-o, e eles capturaram o estandarte de Pedro, que foi exposto numa das torres de Nísibis e adornado jocosamente com salsichas.[1]

Mais adiante, em 542, Pedro e João, o Glutão fizeram alegações que Belisário e Buzes haviam declarado falta de vontade em aceitar um imperador nomeado em Constantinopla caso, como temiam, Justiniano tivesse perecido de praga. Tais alegações causaram a reconvocação e demissão de ambos.[2] Em 543, uniu-se a Martinho e os demais generais próximo de Citarizo para discutir um ataque ao Império Sassânida. Em decorrência da não conclusão das discussões, Pedro reuniu suas tropas e marchou à Pérsia sem informar seus companheiros. Na resultante Batalha de Anglo, na qual os bizantinos foram derrotados, ele comandou a ala direita. Estava em Edessa no ano seguinte com Martinho e Perânio quando ela foi sitiada pelo Cosroes I (r. 531–579). Cosroes demandou que Pedro e Perânio fossem rendidos a ele por terem sido antigos vassalos seus.[3]

Referências

  1. a b c Martindale 1980, p. 870.
  2. Martindale 1980, p. 870-871; 666.
  3. Martindale 1980, p. 871.

BibliografiaEditar

  • Martindale, J. R.; A. H. M. Jones (1980). «Petrus 27». The prosopography of the later Roman Empire. 2. A. D. 395 - 527. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press