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D. Pedro Afonso, filho bastardo de D. Afonso Henriques - The Portuguese Genealogy (Genealogia dos Reis de Portugal).png


Pedro Afonso de Portugal (c. 1130 -1165), meio irmão de Afonso Henriques, foi um nobre e militar português, em antes de entrar no mosteiro de Alcobaça.

Índice

BiografiaEditar

Ignora-se quase tudo a respeito de Pedro Afonso, embora haja um documento de 1162 (Estatutos da milícia de Évora), transcrito por Bernardo de Brito[1], supostamente assinado por ele como “Petrus proles Regis par francorum Magister novae militiae”, Pedro filho de Rei, Par de França, Grão-Mestre da nova milícia (de Évora, futura Ordem de Avis). Ou seja Pedro Afonso seria então filho bastardo de Afonso Henriques, teria sido reconhecido pelo rei de França como um dos seus melhores e mais bravo cavaleiro, (um dos dozes Par de França, na tradição de Carlos-Magno), e finalmente seria o primeiro Grão-Mestre da Ordem de São Bento de Avis.

Más, o estudo desse documento, feito pelo Cardeal Saraiva[2], não deixa nenhuma duvida, esse documento, hoje desaparecido, se alguma vez existiu, é falso. As incongruências, são muitas, nomeadamente no que diz respeito a Pedro Afonso. Porque, Pedro de Mariz[3], diz dele, que ele é filho bastardo do Conde D. Henrique de Borgonha, por isso meio irmão de Afonso I, e não filho, e chama-lhe por isso D. Pedro Henriques, diz ainda, que « depois de muitas Cavallarias, que em ajuda de el-Rei seu irmão fez, entrou em a religião de S. Bernardo no mosteiro de Alcobaça, onde morreo e esta sepultado » ; e logo acrescenta, que « delle não dizem mais as historias, senão que na conquista de Santarém mostrara a excellencia da sua pessoa, e o esforço de seu animo ». O próprio Bernardo de Brito nos Elogios dos Reis de Portugal[4] descreve D. Pedro Afonso, como filho bastardo do Conde D. Henrique, e diz também que ele foi cavaleiro em antes de seguir a vida monástica no mosteiro de Alcobaça. Fica então bem claro que Pedro Afonso (Henriques) nunca foi Par de França[5], e ainda menos primeiro Grão- Mestre da Ordem de Avis, tudo não passa dum mito inventado por Bernardo de Brito, por patriotismo, no tempo em que Portugal era dominado pela Espanha, para defender a superioridade e antiguidade da Ordem de Avis em comparação a Ordem espanhola de Calatrava.

Ligações FamiliaresEditar

Filho bastardo do Conde D. Henrique de Portugal, não deixou descendência.

BibliografiaEditar

  • Pedro de Mariz, Dialogo II.
  • Cardeal Saraiva, Memória sobre a instituição da Ordem Militar de Avis em Portugal em Obras completas do Cardeal Saraiva , 1884, tome 3.
  • António Caetano de Sousa, Provas da História Genealógica da casa Real Portuguesa Tome 1.
  • D. António Caetano de Sousa, História Genealógica da casa Real Portuguesa Tome 1, pp. 25-29

ReferênciasEditar

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  1. Bernardo de Brito na Chronica de Cister liv. V cap XI, de 1602
  2. Cardeal Saraiva, Memória sobre a instituição da Ordem Militar de Avis em Portugal em Obras completas do Cardeal Saraiva tome 3, 1884 pp 21-37
  3. Pedro de Mariz, Dialogo II, cap. 3°
  4. Bernardo de Brito, Elogio, I, edição de 1600, pag. 6,
  5. D. António Caetano de Sousa, História Genealógica da casa Real Portuguesa Tome 1, p 29: "Nesta conformidade não sey como o Padre Fr. Bernardo de Brito, sendo tão excellente profesor da Historia, se deixou persuadir da noticia de que D. Pedro Affonso tivesse sido creado Par de França."