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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPereiro
Pereiros na caatinga.jpg
Estado de conservação
Espécie não avaliada
Não avaliada
[1]
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: rosídeas
Classe: Magnoliopsida
Família: Apocynaceae
Género: Aspidosperma
Espécie: A. pyrifolium
Nome binomial
Aspidosperma pyrifolium
Mart. & Zucc.
Sinónimos
  • A. bicolor Mart. & Zucc. (heterotípico)[1]
  • A. guaraniticum Malme (heterotípico)[1]
  • A. martii Silva Manso (heterotípico)[1]
  • A. molle Mart. (heterotípico)[1]
  • A. populifolium A.DC. (heterotípico)[1]
  • A. pyrifolium var. molle (Mart.) Müll.Arg. (heterotípico)[1]
  • A. refractum Mart. & Zucc. (heterotípico)[1]
  • Macaglia bicolor (Mart.) Kuntze (heterotípico)[1]
  • Macaglia martii (Silva Manso) Kuntze (heterotípico)[1]
  • M. populifolia (A.DC.) Kuntze (heterotípico)[1]
  • M refracta (Mart.) Kuntze (heterotípico)[1]
  • Thyroma bicolor (Mart.) Miers (heterotípico)[1]
  • Macaglia pyrifolia (Mart.) Kuntze (homotípico)[1]

Pereiro (Aspidosperma pyrifolium) é uma árvore nativa da caatinga, principalmente em várzeas fluviais e terrenos próximos a elevações de terra (serras, chapadas ou cuestas).

Significado do nome popularEditar

Provavelmente um estrangeiro que visitou a região do semiárido reconheceu na folhagem desta planta uma semelhança com a folhagem da pereiro, planta que produz a maçã/pêro, da família Rosaceae (gênero Malus), e o nome acabou se incorporando ao costume popular.

CaracterísticasEditar

  • Árvore de tamanho médio, com 7–8 m de altura, lactescente, com caule bem desenvolvido, ereto e de copa normal em ambientes não degradados (quando nestes, frequentemente se encontram indivíduos rebrotados, de copa ramificada já próxima à base)
  • Casca de sabor amargo, lisa, acinzentada, com lenticelas brancas quando jovem, e rugosa, largando em placas irregulares quando idosa
  • Folhas simples, alternas, ovais, de 4–9 cm de comprimento, amargosas e coriáceas
  • Flores aglomeradas em pequenas cimeiras terminais, alvas, pequenas, de perfume muito agradável, que se espalha pela caatinga
  • Frutos lenhosos, em forma de gota achatada, de 5–6 cm de comprimento, castanho-claros, rico em lenticelas de cor cinza (pequenos pontos), que abrem-se na sua deiscência em duas bandas e deixam cair as sementes aladas, planas, papiráceas (com projeções que lembram folhas de papel), sendo assim, levadas a longas distâncias
  • Madeira de cor amarelo-clara ou creme, ora com manchas avermelhadas, ora com faixas acastanhadas, moderadamente pesada, macia e fácil de trabalhar, de textura fina e uniforme, resistente e muito durável

OcorrênciaEditar

Ocorre caracteristicamente nas caatingas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e norte de Minas Gerais, na zona de sertão baixo e aixios argilosos, próximos a leitos de rios e elevações de terra, e também entre pedras e rochedos. É uma planta endêmica deste ecossistema.

Utilidades e importânciaEditar

Planta extremamente ornamental pelo formato de sua copa e de casca medicinal. Esta também emprestou seu nome a uma cidade no estado do Ceará.

 
Folhas e floração no pereiro
 
Frutificação do pereiro, iniciada no mês de julho

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n «Aspidosperma». Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 22 de setembro de 2017 

BibliografiaEditar

MAIA, G.N. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades D&Z Computação Gráfica e Editora. São Paulo, 2004.