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Pero Pinheiro

vila e antiga freguesia de Sintra, Portugal
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SNT.png Pero Pinheiro
  Vila e antiga freguesia do Concelho de Sintra  
Localização e limites da vila e antiga freguesia de Pero Pinheiro no concelho de Sintra.
Localização e limites da vila e antiga freguesia de Pero Pinheiro no concelho de Sintra.
País Portugal
Região Área Metropolitana de Lisboa
Concelho Sintra
Freguesia Almargem do Bispo, Pero Pinheiro e Montelavar
Orago São Pedro

Pero Pinheiro (pré-AO 1990: Pêro Pinheiro)[1] é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Sintra, com 16,06 km² de área e 4 246 habitantes (2011). A sua densidade populacional era 264,4 hab/km². Foi elevada a freguesia em 11 de Março de 1988 e a vila em 24 de Agosto de 1989. Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada às freguesias de Almargem do Bispo e Montelavar criando-se a União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pero Pinheiro e Montelavar.

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Pêro Pinheiro [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
4 428 4 712 4 246

Criada pela Lei n.º 57/88 [3], de 23 de Maio, com lugares desanexados da freguesia de Montelavar

HistóriaEditar

A freguesia de Pero Pinheiro enquanto tal tem ainda uma história curta, foi criada em 11 de março de 1988, por desanexação da "ancestral" Freguesia de Montelavar, pela Lei n.° 57/88, aprovada pela Assembleia da República naquela data, e que resultou dum trabalho insano e combate desenvolvido por um Movimento Para a Criação da Freguesia de Pero Pinheiro, de base e génese popular, a que pertenceram as seguintes individualidades: Presidente - Joaquim Luís Pereira Veríssimo; Vogais - António Júlio Grilo, Arlindo Salvador Corredoura, Boaventura Duarte Peralta, Carlos Parreiras Fernandes, Carlos Portela, Eduardo Galrão Jorge, Eduardo Garcia Jorge, Humberto Raimundo Simões, Jorge Humberto Simões, Jorge Manuel Galrão, José Manuel Caixeiro, José Raúl Amaro, Luís Manuel Corredoura, Manuel Dias Costa, Maria José Ribeiro, Maria Mercês Parreiras.

A sua sede, Pero Pinheiro, subiu a Vila em 30.06.89, com base na Lei n.° 60/89 e é localmente o centro geográfico e estratégico de toda a região envolvente que vai para além dos limites da freguesia, tendo sido a este propósito lavrado em mármore para memória futura e pelo protagonismo na subida a Vila, o seguinte registo: Junta de Freguesia: Presidente - Joaquim Luís Pereira Veríssimo; Secretário - Luís Manuel Corredoura; Tesoureiro - Arlindo da Silva Vistas; Mesa da Assembleia de Freguesia: Presidente - Vitorino Guilherme Casinhas Duarte Pesquita; l.° Secretário - Lino Rufino a Silva; 2.° Secretário - Alberto Duarte Rosalino; Deputado à Assembleia da República - Manuel Maria Moreira.

IndústriaEditar

A importância de Pêro Pinheiro ao nível local e regional surgiu e desenvolveu-se não só por virtude da sua posição central, dum ponto de vista geográfico, mas também pela riqueza calcária (mármore) do seu subsolo, de cuja exploração surgiu uma dinâmica indústria, que concentrando-se funda mentalmente na área desta freguesia gerou nela o maior centro de transformação de rochas ornamentais neste país e um dos maiores na cena europeia.

Este centro industrial tem cerca de 300 pequenas e médias empresas, que se dedicam à transformação de mármores e granitos e que são o principal pilar económico-social da região, girando à sua volta outros sectores de industrial, comercial e de serviços, designadamente nas áreas da metalomecânica, ferramentas diamantadas, abrasivos, carpintaria, mobiliário, materiais de construção e cabos eléctricos.

O embrião do hodierno industrial desta freguesia surge com importância aquando da construção do maior monumento histórico português edificado - o Convento de Mafra - e desde então Pero Pinheiro, a sua freguesia e as suas gentes marcaram sempre vincada presença em grandes obras e monumentos nacionais, e ao longo dos tempos vêm exportando para as "quatro partidas do mundo", a alma e o engenho do seu povo através do trabalho e arte incorporados na pedra fria e inerte que é o mármore.

Força Aérea PortuguesaEditar

Na Freguesia encontram-se localizados três unidades da Força Aérea Portuguesa, no local denominado do Granja do Marquês. São elas a Base Aérea n.° 1 (B.A.l), a Academia da Força Aérea e o Instituto de Altos Estudos da Força Aérea.

A presença da aviação an Granja remonta ao ano de 1920, com o início da actividade da Escola Militar de Aviação naqueles terrenos. Foi com tal génese que, em 1939, foi criada a B. A. nº1. Sendo uma das unidades operacionais da Força Aérea Portuguesa, nela estão sediadas três esquadras: a 401 Cientistas", que em simultâneo, com a sua missão militar de reconhecimento aéreo, e guerra electrónica, desempenha uma importante missão de interesse público, traduzida na vigilância da nossa zona económica exclusiva, em especial nas áreas de controle de pescas e da poluição. Compete-lhe ainda igual mente realizar a fotografia aérea para utilização das Forças Armadas. As duasrestantes esquadras são a 502, "Elefantes" e a 507, "Jacarés", que se dedicam ao transporte aéreo geral e táctico.

Na B.A. 1, encontra-se ainda um pólo do museu do Ar, que pode ser visitado gratuitamente pelo público todos os fins-de-semana e apresenta uma exposição estática de algumas mais significativas aeronaves que voaram com a cruz de Cristo.

A Academia da Força Aérea (A.F.A.) iniciou as suas actividades em 1 de Fevereiro de 1978, sendo um estabelecimento militar de ensino superior, responsável pela formação de todos os oficiais do quadro permanente da Força Aérea habilitados com licenciatura. Na A.F.A. funciona igualmente a Escola Superior de Tecnologias Militares Aeronáuticas, por sua vez responsável pela for mação dos oficiais do quadro permanente habilitados com bacharelato. Para apoio às actividades lectivas, possui laboratórios de electrotecnia, de química, de aeronáutica, de línguas, 2 anfiteatros, um auditório, um pavilhão gimnodesportivo, campo de futebol com relvado sintético e pista de atletismo.

O Instituto de Altos Estudos da Força Aérea é um estabelecimento de ensino militar que tem por missão ministrar aos oficiais do quadro permanente a formação complementar necessária ao desempenho das funções de comando, de direcção e de estado- maior, colaborando igualmente na actualização e uniformização da dou trina do ramo. De realce os três cursos que aqui são realizados anualmente: o Curso Básico de Comando, o Curso Geral de Guerra Aérea e o Curso Superior de Guerra Aérea.

PopulaçãoEditar

A população apresenta uma estratificação etária equilibrada, mas em que a idade activa perde terreno para a juventude e a terceira idade. Conta com 4 712 habitantes (2001)., com uma densidade de 293,4 hab/km².

Património HistóricoEditar

No respeitante ao património histórico construído pode-se referir pela importância e antiguidade que têm a Capela da Nossa Senhora da Luz em Cortegaça, que remonta ao século XVI, a Capela da Nossa Senhora da Conceição, edificada no século XVII, e o Aqueduto da Granja (Arcos Pombalinos), construído no século XVIII, para abastecer o então Casal da Granja, conhecido como Granja do Marquês.

Algumas históriasEditar

No plano arqueológico foram descobertas ruínas-vestígios de uma Villa Romana, no lugar Granja dos Serrões, que ali já existia antes da era de Cristo.

Na actualidade, pode-se afirmar que dum ponto de vista cultural a Freguesia de Pero Pinheiro apresenta ainda algumas características próprias do meio rural donde emergiu, mas já se encontra fortemente impregnada dos aspectos específicos dos centros industriais e urbanos. É uma localidade jovem que acredita no futuro e sente como seu símbolo a figura do Canteiro e duma grande Coluna ancestral, aquele enquanto profissional que lavra o mármore, dando-lhe as formas e os acabamentos necessários à sua utilização, actividade que gerou o crescimento e o desenvolvimento da Vila e Freguesia de Pêro Pinheiro, e esta, ou seja, a Coluna, como resultado do labor daquele, que corresponde adicionalmente a um marco histórico, pois por tradição oral é reconhecida como uma peça extraída do seu sub solo e manufacturada no local com destino ao Convento de Mafra, para onde não chegou a ser transportada por razão desconhecida.

Vinte AnosEditar

No ano de 2008 comemorou-se os vinte anos como freguesia, data essa comemorada com um concerto de João Pedro Pais ao qual assistiram mais de 3000 pessoas.

LocalidadesEditar

Cortegaça, Granja do Marquês, Morelena, Pêro Pinheiro e Fação.

Referências

  1. Diário da República Eletrónico. «Nova grafia dos topónimos». Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Consultado em 26 de fevereiro de 2014 
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Diário da República - https://dre.tretas.org/dre/57968/