Pogona é um género de lagartos da família Agamidae, muitas vezes conhecidos pelo nome comum de dragões-barbudos. Os membros deste género vivem nas regiões áridas, rochosas e semidesérticas e nos bosques secos e abertos da Austrália. Durante a manhã e a tarde, aquecem-se ao sol em cima de rochas pois necessitam de um fonte de calor já que são animais de sangue frio. As espécies deste género são encontradas por toda a Austrália.[1]

Como ler uma infocaixa de taxonomiaPogona
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Sauropsida
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Agamidae
Género: Pogona
(Ahl, 1926)

Várias espécies deste género, especialmente o Pogona vitticeps, são frequentemente mantidas como animais de estimação ou exibidas em jardins zoológicos.[carece de fontes?]

EspéciesEditar

Referências

  1. BROWNE-COOPER, Robert; Bush, Brian; Maryan, Brad; Robinson, David (2007). Reptiles and Frogs in the Bush: Southwestern Australia (em inglês). Perth: University of Western Australia Press. p. 160. ISBN 978-1-920694-74-6 

Alimentação e habitatEditar

Estes lagartos possuem uma dieta composta basicamente de insetos, algumas folhas e frutas. Eles se alimentam principalmente de grilos, tenébrios (larvas normalmente utilizadas para pesca), amora, entre vários outros. Quando criados em cativeiro, eles necessitam de suplemento de cálcio misturado na comida, e também podem ser alimentados com baratas de laboratório, como a barata-dúbia, lembrando que não se pode utilizar a barata de madagascar como alimento pois elas possuem uma casca muito rígida o que causa impactação no animal. O pogona é um animal nativo da Austrália encontrados principalmente em desertos mas também vivem em regiões áridas, de cerrado, savana e bosques subtropicais, porém você consegue encontrá-los espalhados pelo mundo como um pet ou em zoológicos.

Características e comportamentoEditar

Os pogonas machos, são animais territorialistas, eles atacam outros machos para protegerem seu território, as fontes de comida e também para competir na hora do acasalamento. Isso só acontece se o macho que invadiu seu território não mostrar submissão, porque seria visto como uma ameaça. Normalmente quando são fêmeas que invadem, os machos não apresentam os mesmo comportamento de territorialismo, porém se for um macho muito dominante, é possível que ele seja agressivo se elas não mostrarem submissão a ele. Muitas das vezes, fêmeas não possuem o mesmo tipo de comportamento do macho, mas sim, podem haver fêmeas que possuem um instinto mais dominante.

Eles possuem uma enorme variedade de cores que variam desde um simples marrom meio cinza, até cores vibrantes de laranja com amarelo. Este último só costuma ser encontrado em cativeiro pois como chamam atenção, na natureza seria perigoso para o animal. Além das cores, os Pogonas começaram apresentar escamas diferentes, alguns possuem menos escamas, e outros chegam a nem tê-las! Aqueles que não possuem escamas são apenas encontrados em cativeiro pois apresentam muitos problemas de pele que podem levar o animal à morte e para evitar isso, é preciso tratar esse animal passando vaselina diariamente para que não ocorra o ressecamento da pele. Estes lagartos possuem a cabeça num formato triangular e um corpo achatado se estiverem em repouso, também é possível ver muitos espinhos grandes que ficam presentes na cabeça e em volta da barriga que servem para protegê-lo de predadores. Mas além deste mecanismo de defesa, estes animais possuem uma maneira curiosa de se defenderem caso percebam que só isso não seria o suficiente, eles conseguem fingir que estão mortos! Exato, é isso mesmo o que você leu, estes animais aprenderam a segurar a respiração e se encolherem parecendo que estão mortos, e caso isso também não seja o suficiente, alguns soltam um cheiro que pode ser confundido com o de um animal podre, então como o predador não sabe se o lagarto morreu de alguma doença, prefere não comer.

Eles conseguem chegar a 60 cm, lembrando que normalmente as fêmeas sempre são maiores do que os machos. E quando eles apresentam dominância entre eles, alguns ficam com uma cor mais escura podendo chegar até preto e também estufam o "papo" para tentar mostrar uma superioridade em relação ao seu rival.

ReproduçãoEditar

O pogona consegue botar um número entre 11-30 ovos, isso depende do tamanho da fêmea e em alguns casos, ela consegue botar até mais de trinta ovos, mas sem passar dos 40. A fêmea enterra os ovos para chocá-los, um fato interessante, é que caso os ovos sejam chocados em uma temperatura baixa, como 30 °C, os filhotes nascerão de maioria macho, já se for uma temperatura elevada, como 34 °C, nascerão de maioria fêmea. Na natureza os pogonas enterram seus ovos para que eles atinjam a temperatura ideal e também para que predadores não os achem, já que assim que a fêmea faz a postura, ela não cuida dos ovos e nem dos filhotes, então quando eles nascem, eles já precisam se virar sozinhos.

Criação em cativeiroEditar

O pogona além de ser visto em seu habitat natural, ele também pode ser visto em vários outros lugares, como em zoológicos ou também em casas. Hoje em dia este animal é criado como pet, o que é autorizado no Brasil, desde que ele seja de um criatório legalizado pelo Ibama. Esses criatórios não são permitidos em todo o país pois nem todos os estados estão legalizados a ter a reprodução destes animais, como exemplo, alguns dos estados autorizados ficam localizados no Sul do país. Também é necessário ter os documentos de posse do animal, e outras coisas para atenderem a necessidade dele, como suplemento de cálcio (já citado anteriormente), uma pedra de aquecimento e luz uva/uvb. Sem esquecer que eles também precisam de insetos como alimento, então caso alguém queira ter um, ela precisa arranjar alguns, mas não é tão difícil assim, você pode encontrá-los em algumas clínicas veterinárias que são especializadas em animais exóticos.