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Polícia Civil do Estado do Espírito Santo

Polícia Civil do Estado do Espírito Santo
Visão geral
Nome completo Polícia Civil do Estado do Espírito Santo
Sigla PCES
Fundação 1808
Tipo Força policial civil - polícia judiciária
Subordinação Governo do Estado do Espírito Santo
Direção superior Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social - SESP
Chefe Chefe de Polícia
Estrutura jurídica
Legislação Constituição Federal, art. 144, IV e §§ 4º e 6º
Estrutura operacional
Sede Vitória  Espírito Santo
 Brasil
Unidade de operações especiais Grupo de Operações Táticas - GOT
Website http://www.pc.es.gov.br
Portal da polícia
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A Polícia Civil do Estado do Espírito Santo é uma das polícias do Espírito Santo, Brasil, órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.[1]

Índice

HistóricoEditar

A Polícia Civil do Espírito Santo, como as demais polícias civis brasileiras, remonta ao ano de 1808, quando da instituição da Intendência Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil, logo após a chegada do Príncipe Regente D. João ao Rio de Janeiro.

Sob a direção de Paulo Fernandes Viana, 1º Intendente Geral de Polícia, foi implantada a Secretaria de Polícia, com funcionários encarregados do desempenho de funções de polícia administrativa e judiciária, órgão que serviu de modelo para todo o território brasileiro.

No Governo Imperial, a partir de 1841, ocorreram profundas alterações no sistema policial existente, substituindo-se os intendentes pela figura do Chefe de Polícia, nomeado pelo Presidente da Província e auxiliado pelos delegados e subdelegados.

Em 1871, com a criação do Inquérito Policial, separou-se definitivamente a jurisdição judicial da policial, até então confundidas quanto às suas atribuições.

A República deu aos novos Estados da Federação competência para legislar em matéria policial.

Em 1920 a segurança pública passa a subordinar-se à Secretaria do Interior. A Lei nº 719, de 1953, reorganiza a Polícia Civil e disciplina as carreiras policiais.

Pela Lei Delegada nº 24, de 17 de novembro de 1967, desmembra-se a Polícia Civil da Secretaria do Interior, integrando-a à nova Secretaria de Segurança Pública. Este fato viria a propiciar, a partir de 1988, o descumprimento do dispositivo constitucional que reserva a chefia da instituição a delegados de carreira. É desse período a sua primeira sede própria, instalada no Centro de Vitória.

O primeiro Delegado de Polícia a ocupar a chefia da instituição foi José Gilberto Barros Faria, em 17 de março de 1971.[2]

Atualmente a instituição é chefiada pela Delegada de Polícia Gracimeri Vieira Soeiro de Castro Gaviorno.

Objetivos doutrináriosEditar

  • Ser reconhecida em todo o território nacional como um modelo a ser seguido.
  • Apostar na formação qualificada como estratégia para melhorar sempre.
  • Contribuir para a manutenção da ordem e da paz através de ações sócio-educativas.
  • Apostar na educação como principal atividade de combate a criminalidade e a marginalização.
  • Punir o infrator, educar o cidadão.

Cargos policiaisEditar

 
Veículo policial.
  • De natureza policial
    • Delegado de Polícia
    • Investigador de Polícia
    • Escrivão de Polícia
    • Agente de Polícia
  • De natureza policial - técnico-científica
    • Médico Legista
    • Psicólogo
    • Assistente Social
    • Perito Criminal Especial
  • De natureza técnico – policial
    • Perito Criminal
    • Técnico em Rádio Comunicações
    • Perito Papiloscópico
    • Fotógrafo Criminal
    • Auxiliar de Perícia Médico Legal

Estrutura administrativaEditar

  • Chefe de Polícia
  • Conselho de Polícia
  • Gabinete do Chefe de Polícia
    • Assessoria Técnica
    • Assessoria de Informática
    • Assessoria de Imprensa
    • Assessoria de Relação com a Comunidade
  • Corregedoria Geral de Polícia
  • Academia de Polícia Civil (ACADEPOL ES)
  • Departamento de Administração Geral (DAG)
  • Superintendência de Polícia Especializada (SPE)
  • Superintendência de Polícia Metropolitana (SPM)
  • Superintendência de Polícia do Interior (SPI)
  • Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC)
  • Superintendência de Polícia Prisional (SPP)

Delegacias especializadasEditar

  • Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
  • Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM)
  • Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher (DEAM)
  • Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV)
  • Delegacia Anti-Seqüestro (DAS)
  • Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP)
  • Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública (DECAP)
  • Delegacia de Furto e Roubo de Veículos (DFRV)
  • Delegacia de Crimes Contra o Transporte de Passageiros e Cargas (DCCTPC)
  • Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DETEN)
  • Delegacia de Infrações Penais e Outros (DIPO)
  • Delegacia do Consumidor (DECON)
 
Insígnia do Grupo de Operações Táticas.
  • Delegacia de Atendimento ao Adolescente em conflito com a Lei (DEACLE)
  • Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
  • Delegacia de Apoio ao Turista (DPTUR)
  • Delegacia de Repressão aos Crimes Eletrônicos (DRCE)
  • Delegacia de Crimes Fazendários (DCFA)
  • Delegacia de Costumes e Diversões (DECODI)
  • Delegacia de Armas, Munições e Explosivos (DAME)
  • Delegacia de Defraudações e Falsificações (DEFA)
  • Delegacia de Proteção ao Idoso
  • Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural
  • Delegacia de Delitos de Trânsito
  • Divisão de Buscas e Capturas (POLINTER - ES)
  • Núcleo de Gerenciamento e Operações Táticas e Instrução (NUGOTI)
    • Grupo de Operações Táticas (G O T)
  • Delegacia de Pessoas Desaparecidas (NUPEDE)

Hino da Polícia CivilEditar

O Hino da Polícia Civil do Espírito Santo, de autoria de Maurício de Oliveira e Roberto Almada, possui como letra versos que evocam o espírito de sacrifício do policial capixaba em prol do cumprimento do dever.[3]

"Vencer, eis a nossa legenda,
Nossa glória imortal.
Não há quem de nós não defenda
Com a vida esse ideal.
Somos fortes, também somos audazes,
Nossa honra a guiar nossa mão.
Nossos sangues são heranças fugazes.
A morte é nosso galardão.
Cantem hinos pela nossa vitória.
Dobrem sinos se caímos.
O laurel que nós perseguimos
É o tributo da história"

Ver tambémEditar

Outras instituiçõesEditar

Ligações externasEditar

Referências