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Poliginia (do grego polýs: muitas, e gyné: mulher) é um termo utilizado tanto em antropologia social como em sociobiologia. Refere-se à prática de um homem de contrair matrimônio com mais de uma esposa. O homem tem direito a mais de uma esposa, enquanto que as mulheres só podem ter o homem em questão como relação.

A poliginia é sustentada por diversos textos dos livros sagrados de judeus, cristãos e muçulmanos. No Judaísmo, a poliginia foi proibida pelos rabinos, não por Deus. O rabino Gershom ben Judah recebeu o crédito da proibição da poligamia, que ocorreu somente no século XI d.C. Já os cristãos reduziram o número de famílias onde ocorria a poliginia gradativamente após intervenções dos romanos na Igreja Católica, já que estes, diferente dos hebreus, possuíam hábitos monógamos.

Em biologia, poliginia é o hábito de algumas espécies pelo qual o macho possui mais do que uma parceira sexual.

Phocidae

Em animaisEditar

Em mamíferos marinhos pode ocorrer comportamentos de monogamia, poliginia e promiscuidade. Todos os animais marinhos carnívoros e maioria das focídeos possuem um comportamento poliginico. Quase todos os pinípedes que se reproduzem em terra são extremamente poligínicos e com grande dimorfismo sexual. Como os machos poligínicos tem de competir pelo controle reprodutivo das fêmeas, esta competição gira em torno ou do estabelecimento e defesa de territórios (poliginia por defesa de recursos) ou o estabelecimento de classes de dominância (poliginia por defesa de fêmeas ou haréns). Os pinípedes que cruzam na água ou no gelo morsas e focas usualmente evidenciam um nível reduzido de poliginia, explicado em parte pela dificuldade de defender um recurso ou acesso a fêmeas em um ambiente instável. Em tais ambientes (ao contrário de em terra) as fêmeas tem o benefício seletivo de escolher o macho com o qual ela vai cruza[1]

Referências bíblicasEditar

Referências

  1. Berta, A. (1999). Marine Mammals - evolutionary biology. San Diego: Academic Press 

Ligações externasEditar