Abrir menu principal

A Ponte da Caxangá localiza-se na cidade do Recife, capital de Pernambuco Pernambuco. Situa-se no trecho final da avenida Caxangá, no bairro homônimo.

HistóriaEditar

A Ponte da Caxangá[1] teve seu projeto feito pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, na época engenheiro em chefe das Obras Públicas da província de Pernambuco, na administração de Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista.

Pelo projeto, foi construída uma ponte pênsil (a primeira desse tipo a ser construída no Brasil) sobre o Rio Capibaribe, na antiga estrada de Paudalho.

A obra era urgente e necessária para facilitar o transporte e a exportação de gêneros alimentícios, principalmente o açúcar, para porto do Recife, melhorando, dessa forma, a comunicação entre o litoral de Pernambuco e a zona da Mata Norte e o Sertão.

A obra, iniciada logo depois de pronto o projeto (1842), foi concluída em 1845, após vários problemas com os operários, com a qualidade de material a ser empregado e a falta de verbas.

A ponte tinha um vão de aproximadamente 60 metros, largura de 5,50 m, composta por dois arcos na base, em cujas fundações foram utilizadas madeiras aproveitadas de outras pontes, com as cabeças de tijolos e revestidas com argamassa à base de cal.

Em 1869 a ponte suspensa de Caxangá foi arrasada e destruída em uma enchente do rio Capibaribe[2]

No seu lugar foi construída, em 1871 uma nova ponte, toda de ferro.

ImportânciaEditar

A Ponte da Caxangá faz a ligação do Recife com as cidades circunvizinhas, sendo porta para a região noroeste de Pernambuco. Logo após a ponte, o Recife faz limite com Camaragibe. Sua construção visava à ligação do Recife com a cidade de Paudalho (a Avenida Caxangá era inicialmente chamada Estrada do Paudalho.)

Notas

  1. Caxangá, substantivo masculino, deveria reger o artigo masculino. Porém a alusão à Avenida Caxangá fez, no uso geral, com que se colocasse o artigo feminino, como se fosse Ponte da (Avenida) Caxangá.
  2. Uma grande enchente destruiu também as pontes da Torre, Remédios e Barbalho e rompeu os aterros da via férrea do Recife. Foi a maior enchente até então, tendo o imperador Dom Pedro II determinado que o engenheiro Rafael Arcanjo Galvão viajasse a Pernambuco para estudar o problema. Ver [1]

Ligações externasEditar