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A Eritreia (FO 1943: Eritréia) (em tigrínia: ኤርትራ Ertrā; em árabe: إرتريا Iritriyā), oficialmente Estado da Eritreia, é um país localizado no Chifre da África. Faz fronteira com o Sudão a oeste, a Etiópia ao sul, e Djibuti ao sudeste. Leste e nordeste do país são banhados pelo Mar Vermelho, tendo contato direto com a Arábia Saudita e Iémen. O arquipélago Dahlak e as ilhas Hanish também fazem parte da Eritreia. Possui um território de cerca de 118 000 km², com uma população estimada em cerca de 5 milhões de habitantes. Sua capital é Asmara.

A história do local onde hoje localiza-se a Eritreia está intimamente associada aos seus quase 1 000 km de litoral pelo Mar Vermelho. Diversos invasores e colonizadores aportaram no país atravessando o Mar, como os sauditas – originários da área que hoje em dia corresponde ao Iémen – os turco-otomanos, os portugueses de Goa, os egípcios, os britânicos e, no século XIX, os italianos. Ao longo dos séculos, surgiram também invasores advindos dos países africanos vizinhos, como os etíopes e os sudaneses. Na era da corrida das potências europeias para a África, junto às tentativas dos europeus de estabelecer bases de reabastecimento para seus navios após a abertura do canal de Suez em 1869, a Itália invadiu a Eritreia e a ocupou. Em 1 de janeiro de 1890, a Eritreia tornou-se oficialmente uma colônia italiana. Em 1936, tornou-se uma província da África Oriental Italiana, junto à Etiópia e à Somália Italiana. As forças armadas britânicas expulsaram os italianos do local em 1941 e tomaram a administração do pais. Os britânicos continuaram a administrar o território sob um mandato da ONU até 1951, quando a Eritreia foi unida à Etiópia pela resolução da ONU 390(A).

A importância estratégica da Eritreia, devido ao seu litoral banhado pelo Mar Vermelho e seus recursos minerais abundantes, foram a principal causa de sua anexação à Etiópia em 1962. Após a anexação, seguiu-se um processo gradual das autoridades etíopes para impor sua cultura sobre a região, havendo um edital em 1959, que estabelecia o ensino obrigatório da língua amárica, a principal língua da Etiópia, em todas as escolas eritreias. A falta de respeito para com a população eritreia levou a um movimento de independência do país, formado no início dos anos 1960, que eclodiu na Guerra de Independência da Eritreia, que teve fim em 1991. Após um referendo supervisionado pela ONU, apelidado de UNOVER, a população do país votou pela independência da Etiópia, vencendo por uma grande maioria, fazendo com que a Eritreia declarasse oficialmente sua independência e ganhasse reconhecimento absoluto internacional em 24 de maio de 1993.

A Eritreia é um país multilinguístico e multicultural com duas religiões dominantes (Islão Sunita e Cristianismo Ortodoxo) e nove grupos étnicos. Embora não reconheça uma língua oficial, o país conta com três línguas de trabalho: tigrínia, árabe e inglês.