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A Primavera Croata foi uma insurreição ocorrida no início de 1970 na República Federal da Jugoslávia pela descentralização administrativa da Croácia e sua independência econômica e cultural.

Índice

OrigemEditar

Os sucessivos empreendimentos do poder público para o vigor do idioma sérvio por toda a ambiência da sociedade croata incitaram a elaboração de um manifesto por notáveis operadores da língua regional como escritores e linguistas. Respondia, na literalidade da tradução, pelo título de Declaração sobre o nome e status da linguagem literária da Croácia, em que se lia:

No sistema administrativo, nos veículos de comunicação pública e de massa, nas forças armadas, nas entidades federais, no corpo legislativo, diplomático, em organizações de natureza política, o vernáculo croata está sendo preterido e tratado de forma dispare àquela que o governo utiliza ao impor sua "língua nacional".

Seu texto exigia o reconhecimento dos quatro idiomas Jugoslavos pelo governo e a segurança do uso do idioma croata pela mídia e pelas escolas e encontrara resistência das autoridades públicas.

O ativismoEditar

Os ânimos trazidos pela publicação do manifesto afetaram o temperamento popular e estimulou que novas movimentações surgissem, clamando maior independência econômica da região que, apesar de sua vultosa arrecadação com turismo e o fluxo de moeda estrangeira que penetrava a Jugoslávia pela Croácia, não raro encontrava adversidades relativas ao consumo dos seus íncolas, a permanência das forças armadas em território nacional em vez de alhures e que o governo apreciasse temas como direitos civis e autonomia política com melhor atenção.

As movimentações públicas, maioritariamente constituídas por representantes políticos, estudantes e agentes do ofício acadêmico em geral foram recebidas com agressividade e intolerância pelo poder Jugoslavo, implicando o encarceramento de milhares de ativistas.

DesfechoEditar

Em 1974 a instalação de um novo texto constitucional iugoslavo que cumpria as querelas dos insurgidos arrefeceu as movimentações, apesar de uma minoria ainda infeliz com a brandura do administração croata perante o Estado Jugoslavo. Essa estabilidade permaneceu até as emendas à Constituição da Sérvia em 1989, quando novas agitações foram inflamadas contra a postura déspota do governo Sérvio, acompanhando os primórdios das guerras étnicas e políticas que secundam a dissolução da Jugoslávia

FontesEditar

  • Gröschel, Bernhard (2009). Das Serbokroatische zwischen Linguistik und Politik [Serbo-Croatian Between Linguistics and Politics]. ISBN 978-3-929075-79-3
  • "Uvodna bilješka", Revisão de Ciências Políticas da Croácia, Universidade de Zagreb. ISSN 0032-3241
  • Tripalo, Miko (1990). Hrvatsko proljeće [Primavera Croata]. Zagreb. ISBN 86-343-0599-6