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República Socialista Federativa da Iugoslávia



A República Socialista Federativa da Iugoslávia (português brasileiro) ou Jugoslávia (português europeu) (Социјалистичка Федеративна Република Југославија em sérvio; Socijalistička Federativna Republika Jugoslavija em croata; e Socialistična Federativna Republika Jugoslavija em esloveno) foi o Estado iugoslavo que existiu do término da Segunda Guerra Mundial (2 de dezembro de 1945) até o fim da Guerra Fria em 1992.[1][2][3]

Com a forma de governo de uma república comunista, o país era constituído pela união federal de seis repúblicas: Sérvia, com as regiões autônomas de Kosovo e Voivodina; Croácia; Montenegro; Eslovénia; Bósnia e Herzegovina e Macedónia. Ao longo da Guerra Fria, a República Socialista Federativa da Iugoslávia foi um membro importante do Movimento Não-Alinhado.

Índice

HistóriaEditar

Formado em 1945 a partir do que havia sido, antes da guerra, o Reino da Iugoslávia, o país adotou, a princípio, o nome Iugoslávia Democrática Federal. Em 1946, seu nome foi alterado para República Federativa Popular da Iugoslávia e novamente, em 1963, para República Socialista Federativa da Iugoslávia.

O primeiro presidente do novo Estado foi Ivan Ribar, com Josip Broz Tito como primeiro-ministro. Em 1953, Tito foi eleito presidente e posteriormente, em 1963, indicado presidente vitalício.

DesintegraçãoEditar

 Ver artigo principal: Desintegração da Iugoslávia

As repúblicas que formavam a antiga Iugoslávia começaram a demonstrar um desejo de maior autonomia, fim do partido único e a instalação de uma democracia. Em junho de 1991, Eslovênia e Croácia declararam independência e fizeram eleições presidenciais. Em 18 de setembro, seguindo o exemplo desses países, a Macedônia também declarou sua independência. Quase um mês depois, em 15 de outubro, a Bósnia e Herzegovina fez o mesmo, mas, neste último caso, ocorreu um grave conflito.[4]

O governo da Bósnia foi entregue a um governante muçulmano, enquanto que um 1/3 da população do país era cristã-ortodoxa. A Organização das Nações Unidas tentou intervir, mas de nada adiantou. O conflito só teve fim em 1995, quando os Estados Unidos intervieram, exigindo que Milosevic desse um fim ao maior conflito étnico-religioso ocorrido na região, com mais de 250 mil mortos.[carece de fontes?]

No ano de 1992, a União Europeia reconheceu todas as nações como independentes. No restante da Iugoslávia, através de um plebiscito, foi decidido que o país passaria a se chamar República Federal da Iugoslávia. Na província do Kosovo, aproximadamente 90% da população era albanesa, e 10% era sérvia. Em 1998, os albaneses do Kosovo fizeram um movimento para que fossem separados da Iugoslávia, mas o exército reagiu violentamente. A Organização do Tratado do Atlântico Norte pressionou Milosevic para pôr fim aos ataques. Por 78 dias, a OTAN, liderada pelos Estados Unidos, lançou ataques que causaram muita destruição. Milosevic foi submetido a julgamento em tribunal internacional. Por essa altura, toda a região estava com uma difícil situação econômica e Kosovo passou a ser administrado pela ONU.[carece de fontes?]

De toda a iugoslávia, só restaram Sérvia e Montenegro, que em 2003 fundaram o Estado da Sérvia e Montenegro. Em 21 de maio de 2006, um plebiscito, no qual 55,5% dos montenegrinos expressaram o desejo de separação. Em 3 de junho de 2006, Montenegro declarou-se independente, e com isso a Iugoslávia foi formalmente extinta. Dois dias após a independência de Montenegro, a Sérvia declarou-se também independente.[carece de fontes?]

Divisões administrativasEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. John Hladczuk (1 de janeiro de 1992). International Handbook of Reading Education. [S.l.]: Greenwood Publishing Group. pp. 454–. ISBN 978-0-313-26253-1 
  2. Gavro Altman (1978). Yugoslavia: A Multinational Community. [S.l.]: Jugoslovenska stvarnost 
  3. Jan Bruno Tulasiewicz (1971). Economic Growth and Development: A Case Study. [S.l.]: Morris Print. Company 
  4. Dejan Jović. Yugoslavia: a state that withered away. Purdue University Press, 2009. p. 21.

Ligações externasEditar