Radiotelescópio de Arecibo

Radiotelescópio de Arecibo
Arecibo Radiotelescopio SJU 06 2019 7472.jpg
Informações gerais
Origem do nome
Arecibo (Porto Rico), William E. Gordon (en), James GregoryVisualizar e editar dados no Wikidata
Observatório
Arecibo Observatory (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Administrador
Tipo de telescópio
Radiotelescópio, Refletor esférico (d), gregoriano (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Período de construção
- Visualizar e editar dados no Wikidata
Abertura
Destruição
Dados técnicos
Diâmetro
304,8 m, 221 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Diâmetro secundário
27 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Distância focal
132,6 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Comprimento de onda
3 - 1 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Área de alcance
73 000 m2Visualizar e editar dados no Wikidata
Geografia
Altitude
497 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Endereço
Coordenadas

O Radiotelescópio de Arecibo foi o maior radiotelescópio fixo do mundo, e localiza-se em Arecibo, Porto Rico.

Sua antena parabólica tinha 305 metros de diâmetro e foi construída originalmente em 1963, numa dolina cársica, para estudar a ionosfera terrestre. Era operado pela Universidade Metropolitana in Puerto RIco, dos Estados Unidos, e era a principal ferramenta na busca de vida extraterrestre, através do projecto SETI@home.

Para esses estudos, um radar poderoso era ligado e a resposta da ionosfera era medida. Uma grande antena era necessária porque somente uma pequena fração da energia do radar era espalhada de volta e retornava à antena para ser medida.

Nos últimos anos de atividade, somente um terço do tempo do telescópio era utilizado para estudos ionosféricos; outro terço era dedicado às galáxias e o terço restante estava reservado para a astronomia dos pulsares.

O radiotelescópio de Arecibo era o preferido quando se tratava de observar novos pulsares, pois seu tamanho tornava as buscas mais sensíveis e permitia que os astrônomos descobrissem pulsares ainda não detectados, com intensidade muito tênue para serem avistados com telescópios menores.

O tamanho do telescópio, entretanto, também teve suas desvantagens. Por exemplo, a antena era muito grande para ser orientada em diversas posições e tinha de permanecer fixa sobre o solo.

Como resultado, podia-se visualizar somente a área do céu localizada diretamente sobre ele, sempre ao longo do caminho da rotação terrestre. Esse fato fez com que Arecibo acessasse uma porcentagem relativamente pequena do céu. Em comparação, a maior parte dos outros telescópios pode observar de 75% a 90% do céu.

Em 2016, a China concluiu a construção do maior radiotelescópio do mundo com cerca de 500 metros de diâmetro, ultrapassando os 305 metros do anterior Radiotelescópio de Arecibo.[1]

ColapsoEditar

Em 19 de novembro de 2020, a National Science Foundation (NSF) anunciou a desativação da antena parabólica do Observatório depois que os danos na instalação se tornaram muito perigosos para consertar.[2]

Finalmente em 1 de dezembro de 2020, a plataforma de equipamentos do radiotelescópio desabou, caindo de uma altura de 140 metros e danificando o domo da antena.[3]

Colapso do radiotelescópio capturado a partir da torre de controle (Torre 12). A Torre 4 pode ser vista ao fundo, enquanto o topo da Torre 12 aparece na frente da câmera no decorrer do vídeo.
Colapso do Radiotelescópio de Arecibo a partir do ponto de vantagem de um drone que estava monitorando os cabos da Torre 4.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «É o maior do mundo - e é chinês» 
  2. November 2020, Meghan Bartels-Space com Senior Writer 19. «Arecibo radio telescope, an icon of astronomy, is lost». livescience.com (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  3. «É o fim: Observatório de Arecibo desaba após meses de deterioração». Canaltech. 1 de dezembro de 2020. Consultado em 1 de dezembro de 2020 

Ligações externasEditar

 
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