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HistóricoEditar

SurgimentoEditar

Os amigos californianos Tim Armstrong e Matt Freeman tocaram juntos na banda Operation Ivy de Ska punk até 1989, quando ela acabou. Tim se envolveu com drogas e álcool e o amigo Matt achou que ele precisava de uma nova atividade para se livrar do problema. A solução foi criar uma banda, a Dowfall, mas ela durou muito pouco. Matt desistiu e montou outra, chamada Rancid.[1][2][3]

A formação era Tim na guitarra, Matt no baixo e ambos no vocal. Logo chamaram o baterista Brett Reed e Matt saiu da outra banda que ele fazia parte, The Gr’ups, para se dedicar integralmente ao Rancid.[1][3]

No início houve um convite a Billie Joe Armstrong para assumir as guitarras e ficou uma semana tocando na banda, mas este estava em grande crescimento com o Green Day.[1][3]

Início das atividadesEditar

Em 1992, saiu o primeiro ‘single’, "I’m Not The Only One", pelo selo Lookout Records. O grupo sentiu a necessidade de mais um guitarrista e chamou Lars Frederiksen, que também se tornou vocalista. Ele tocava na UK Subs, mas queria tocar em uma banda que tivesse somente interesse no puro punk-rock, como era o caso da Rancid.[3][4]

O álbum de estréia homônimo chegou em 1993 sem a presença de Lars e já pela nova gravadora, a Epitaph. Ele não queria receber o mérito do disco já que não estava com a banda desde o início da criação das canções. Os destaques de Rancid foram as canções "Get Outa My Way", "The Bottle", "Unwritten Rules" e "Another Night". O grupo realizou vários shows pela Europa para divulgar o disco e conquistou fãs com a forte influência do ska e fazendo a troca de vocalistas na mesma canção (conhecido como Tag Team).[3][4]

Finalmente, em 1994, Lars entrou em estúdio para gravar com o Rancid o single "Radio". A canção foi escrita em parceira com o guitarrista e vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, e traz muita influência das duas bandas. No ano seguinte, chegaram às lojas o segundo título, Let’s Go, considerado um clássico do grupo com a canção "Salvation", que foi a primeira a ser tocadas nas rádios. Ainda em 1994 Tim Armstrong grava junto com o Bad Religion a música "Television".[3][4]

O grupo ainda encontrou tempo para realizar um projeto especial chamado Shaken ‘69, um grupo de ska com Dave Mello, Paul Jackson e Eric ‘Dinwitty’ Dinn. Mas os compromissos de todos com outras bandas os impediram de seguir adiante com o projeto. Eles conseguiram gravar apenas algumas canções e fazer poucos shows. No resto do ano, o Rancid ficou em turnê pelos Estados Unidos e o grupo esteve presente em álbuns especiais, entre eles o "Rock Stars Kill", uma compilação com o subtítulo "As 23 bandas que menos querem ser estrelas do rock".[3][4]

AfirmaçãoEditar

Rancid se tornava aos poucos um grupo bem sucedido. Em janeiro de 1995, eles lançaram um novo single com "Roots Radicals" e "I Wanna Riot", logo depois saíram em turnê pelas grandes capitais norte-americanas. Em março daquele ano entraram em estúdio por seis semanas para gravar com a pressão de repetir o sucesso do aclamado disco anterior e se superaram com o lançamento de ...And Out Come the Wolves.[3][4]

O disco seguinte, Life Won't Wait de (1998), colocou o grupo mais próximo do ska, reggae e dub sendo até mesmo comparado com Sandinista! do The Clash. Dois anos depois, voltaram com o punk que estavam acostumados a fazer, nesse disco com um som mais próximo do hardcore.[3][4]

Como não podia ser diferente, alguns integrantes começaram a se dedicar a projetos paralelos. Eles criaram um selo pela Epitaph, o Hellcat, especializado em punk. Lars ainda lançou um disco pelo selo, "Lars Frederiksen & The Bastards". No ano de 2003, o Rancid trouxe ao público o album Indestructible, que foi realizado pela Warner. Em novembro de 2006, o baterista Brett Reed anunciou que iria deixar a banda e foi substituído por Branden Steineckert, ex-baterista da banda "The Used". A banda anunciou o lançamento de um novo álbum em 2007. Dois anos mais tarde 2009 é lançado o álbum "Let the Dominoes Fall". Em outubro de 2014 a banda lançou seu mais recente álbum, ...Honor Is All We Know, realizado pela Epitaph.[3][4]

BoatosEditar

Recentemente, Matt Freeman sofreu com uma inflamação grave no pulmão por conta de seu grande vício, o fumo. Muitos boatos foram criados em cima da enfermidade de Freeman, alguns chegaram a dizer que o Rancid havia acabado pois Matt estava com câncer no pulmão, outros diziam que se o Rancid voltasse, provavelmente Freeman iria abandonar os vocais devido a um câncer na garganta, mas tudo foi esclarecido, e após uma cirurgia Freeman está de volta à ação.[3][4]

IntegrantesEditar

Ex-MembroEditar

DiscografiaEditar

Álbuns de estúdioEditar

SplitsEditar

Referências

  1. a b c d Records, Epitaph. «Rancid Bio». Epitaph Records (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2019 
  2. a b Foege, Alec; Foege, Alec (7 de setembro de 1995). «Rancid: The Sweet Smell of Success». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2019 
  3. a b c d e f g h i j k l «BBC - Radio 1 - Most Punk - Rancid Profile». www.bbc.co.uk. Consultado em 22 de outubro de 2019 
  4. a b c d e f g h i «Rancid | Biography & History». AllMusic (em inglês). Consultado em 22 de outubro de 2019