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O realismo filosófico é uma corrente da filosofia que enfatiza a completa independência ontológica da realidade em relação a nossos esquemas conceptuais, crenças e pontos de vista. Os adeptos do realismo filosófico tipicamente (mas não necessariamente) defendem que a verdade é uma questão de correspondência entre as nossas crenças e a realidade. O realismo filosófico pode ser adotado em relação a setores específicos da realidade, como, por exemplo, à existência de outras mentes, à existência do passado ou do futuro, dos universais, das entidades matemáticas (tais como os números naturais), das categorias morais, dos objetos macroscópicos da experiência cotidiana ou das entidades teóricas das ciências (como os quarks e os buracos negros).

Sustenta o princípio da transcendência do objecto em relação ao sujeito para afirmar, deste modo, a total e completa independência entre a realidade e a consciência. Trata-se, pois, de uma atitude epistemológica segundo a qual há coisas reais, independentes da consciência.

O realismo subdivide-se em duas modalidades: realismo crítico e ingênuo, constituindo, este último, a atitude específica do senso comum enquanto que a primeira forma resulta de uma atitude que assenta em considerações de natureza crítica do conhecimento.

Tradicionalmente, a posição realista em epistemologia opõe-se à posição idealista – isto é, à doutrina de que os objetos físicos e os eventos do mundo exterior são de alguma forma construções do espírito humano. Contemporaneamente, o realismo se opõe ao antirrealismo, especialmente na filosofia da ciência.

Se o historiador abordar o passado como conhecimento realista, ele provavelmente partirá de três pressupostos: (1) que certos eventos do passado realmente ocorreram; (2) que as proposições a respeito do fato histórico tem relação direta com ele; (3) que esses eventos passados são justificados porque no presente possuímos provas suficientes de que ocorreram; ou seja: quando sabemos que Napoleão perdeu a Batalha de Waterloo, sabemos que foi um evento acontecido no passado, e que isso é verdade porque temos documentos que comprovam esse acontecimento. Esse passado real implica que o passado existe em si, independente do historiador, colocando-o como um descobridor do passado, e não um criador[1]. Esses critérios, porém, pedem por respostas acerca da efetiva objetividade que o historiador possa ter em seu ofício e também quanto ao critério para se saber quando exatamente há "provas suficientes" para a existência pretérita de um fenômeno.

Referências

  1. Pompa 2001, p. 417-419.

BibliografiaEditar

[Adicionar a referência completa (Pompa, 2001)]

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