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Regalia Imperial do Japão

Interpretação de um artista dos Tesouros Imperiais do Japão

As jóias da Coroa Japonesa (三種の神器, Sanshu no Jingi, três tesouros sagrados) consistem na espada santa Kusanagi (草薙剣) , a jóia santa Yasakani no magatama (八尺瓊曲玉), e o espelho santo Yata no Kagami (八咫鏡). A espada e o espelho estão guardados em templos xintoistas em Nagoya na Província de Aichi (Santuário de Atsuta) e em Ise na Província de Mie, (Santuário de Ise) e a joia no Palácio Imperial de Kōkyo em Tóquio.

A cerimónia de coroação se celebra tradicionalmente em Kyoto. O Trono do Crisântemo está guardado no palácio imperial de Gosho em Kyoto.

TradiçãoEditar

Desde o ano 690, estes objetos são de posse do Imperador,mas são vigiados por um grupo de sacerdotes shinto e a sua passagem é o momento mais importante da cerimónia de coroação. Esta cerimônia não é pública e estes elementos são tradicionalmente só vistos pelo imperador e pelos principais sacerdotes xintoístas.

De acordo com a lenda, estes artefatos foram doados por Ninigi-no-Mikoto, o lendário ancestral da linha de sucessão imperial japonesa quando a sua avó, a deusa solar Amaterasu, os enviou para pacificar o Japão. A origem destes elementos se mantém em uma incógnita. Foram tradicionalmente os símbolos da divindade do imperador como descendente direto de Amaterasu, que legitima o seu papel hierárquico no Japão.

Segundo a Mitologia japonesa, quando Amaterasu se escondeu em sua caverna tentando evitar a ira de seu irmão Susanoo, o mundo entrou em um período de escuridão, a deusa Ame-no-Uzume-no-Mikoto, pendurou um espelho e suas jóias fora da caverna, fazendo com que a deusa do sol saísse para ver o seu próprio reflexo. Já a a espada, Kusanagi , que Susanoo presenteou posteriormente como parte do seu pedido de desculpas a Amaterasu, esta enfiada na cauda da serpente de oito cabeças, Yamata no Orochi.

Durante o período das Dinastias do Norte e do Sul no século XIV, a Dinastia do Sul (Nanchō) tomou a posse dos tesouros imperiais o fazendo com que cronistas da era moderna definissem que esse acontecimento seria uma verdadeira prova de legitimidade de manutenção a linha genealógica.

No documentário do PBS "Victoria no Pacífico" (2005), o historiador Donald Miller conta que dias depois da Conferência de Potsdam no dia 26 de julho de 1945, o Imperador Shōwa estava mais preocupado em guardar o espelho, a espada e a joia num lugar seguro do que se preocupar com a "destruição total do seu país". Este comentário está baseado nas ordens de Hirohito a Koichi Kido entre os dias 25 e 31 de julho de 1945, quando ordenou ao Guardião Imperial do Tesouro a protegê-lo "a todo o custo".[1]

Referências

  1. Kido Koichi nikii, Tokyo, Daigaku Shuppankai, 1966, pág. 1120-21