Rio Pardo Futebol Clube

O Rio Pardo Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Iúna, no estado do Espírito Santo. Suas cores são vermelho e branco. Em 1992, o Rio Pardo ficou em sétimo lugar no Campeonato Brasileiro da Série C, sendo convidado pela CBF a disputar o Campeonato Brasileiro da Série B de 1993, mas devido à falta de recursos financeiros e ao cancelamento da Série B, não disputou. Sua melhor classificação no Campeonato Capixaba foi no anos de 1991 e 1996, ficando em quarto lugar.

Rio Pardo
Rio Pardo Futebol Clube.jpg
Nome Rio Pardo Futebol Clube
Alcunhas Gigante do Caparaó
Mascote Cavalo (Paco macho)
Fundação 30 de abril de 1917 (102 anos)
Estádio Antônio Osório Pereira
Localização Iúna, Espírito Santo
editar

HistóriaEditar

Fundado em 30 de abril de 1917, o Rio Pardo, nome em homenageia ao rio que corta o município, que nos anos 90 jogando no Estádio Antônio Osório Pereira, era um adversário duro de ser batido em seus domínios. Maior prova disso foi em 1992 quando na Série C do Brasileiro o clube ficou em sétimo lugar sem perder nenhuma partida em casa.

No futebol profissional o Rio Pardo apareceu apenas no fim dos anos 80, em 1989 o Rio Pardo foi vice-campeão capixaba da Segunda Divisão conquistando o direito de jogar a Primeira Divisão pela primeira vez em sua história, o clube iunense disputou o Capixabão de 1991 até 1997.

No Campeonato Capixaba de 1991, em uma campanha impressionante, o Rio Pardo não encontrou dificuldades, jogando a Chave Sul, em 16 jogos foram 10 vitórias e apenas uma derrota, terminando a fase como líder da chave. Mas nas semifinais a equipe acabou caindo diante da Desportiva Ferroviária após duas derrotas ambas por 2 a 0, assim, a sequência de 13 jogos sem derrota chegava ao fim.[1]

Em 1992 o grande destaque do Rio Pardo foi na Série C do Brasileiro. Na 1ª fase encarou Guará e Tiradentes do DF e Atlético/GO no Grupo 5, apenas o líder avançava e a equipe capixaba foi a grande surpresa, terminando invicta com 2 vitórias e 4 empates, o Rio Pardo chegou com 7 pontos contra 6 do Atlético Goianiense jogava pelo empate para avançar,o time goiano era obrigado a vencer o Rio ardo dentro de Iúna oque não era tarefa nada fácil, resultado final empate em 1x1 que classificou o Rio Pardo que se tornava a sensação da competição. Na partida de ida em 10 de maio em Feira de Santana vitória dos baianos por 1×0, na partida de volta em Iúna os capixabas devolveram a derrota, derrotaram os baianos por 1×0 em 17 de maio, mas por ter feito 9 pontos contra 8 do Rio Pardo o Fluminense/BA avançou na competição deixando os capixabas pelo caminho, os baianos seriam vice campeões perdendo para a Tuna-Luso/PA na final. A equipe do Rio Pardo comandada por Jorginho namorador ficou atrás apenas de Tuna Luso/PA, Fluminense/BA, Nacional/AM, Matsubara/PR e Auto Esporte/PB, e empatado com Operário/PR, equipes bem mais tradicionais e com maior estrutura e investimento.

Em 1993 a equipe seguiu dando trabalho não importava o adversário, muitas vezes era um rival forte também fora de casa onde não tinha medo de jogar no ataque, mas em 1994 o Rio Pardo já com a saúde financeira não muito boa lutou contra o rebaixamento, a equipe fez campanha tão abaixo da expectativa que sofreu goleada de 4x0 em pleno Osórião para a Desportiva, a salvação só ocorreu na última rodada quando o Rio Pardo dentro de casa atropelou impiedosamente o Linhares atual campeão estadual (1993) pelo placar de 6x1, em 30 jogos foram apenas 9 vitórias, o Rio Pardo ficou com 23 pontos contra 22 do Vitória rebaixado que perdeu para o Muniz Freire nesta última rodada.

Em 1995 o Rio Pardo retoma o caminho das vitórias e alcança a vaga na segunda fase após 6 vitórias 5 empates e 5 derrotas, as vitórias foram sobre Alfredo Chaves 1x0, Castelo 1x0, Guarapari 2x1, Rio Branco de Venda Nova 1x0, Muniz Freire 1x0 e 1x0 sobre Estrela do Norte, a classificação só veio na última rodada em confronto direto com próprio Estrela que acabou eliminado, mas Rio Pardo na fase seguinte teve péssimo desempenho vencendo apenas uma vez, 1x0 sobre Comercial de Alegre.

Em 1996 o Rio Pardo após 1x0 no Rio Branco de Venda Nova, 1x0 Comercial de Alegre, 2x1 Alfredo Chaves, 2x1 no Muniz Freire, 1x0 sobre Linhares, 2x1 sobre Colatina, 2x1 sobre Rio Branco da capital e 2x1 no Vitória chega ao Quadrangular final. Nesta fase começou derrotando a Desportiva seu grande algoz por 1x0, empate com Linhares e derrota para o Alfredo Chaves nas rodadas seguintes, na abertura do returno uma vitória contra a Desportiva deixaria a equipe mais viva que nunca na briga pelo título mas uma derrota praticamente encerraria suas chances de título, e foi justamente oque aconteceu derrota por 2x1 no Araripe, a equipe lutou mas não conseguiu segurar o time que seria o campeão de 96, o Rio Pardo encerrava em 4º lugar no geral deixando outra vez Rio Branco, Vitória, Estrela e São Mateus por exemplo mais tradicionais pelo caminho.

Em 1997 o campeão de cada turno mais os dos mais bem pontuados avançavam de fase, em sua última campanha na série A o Rio Pardo no geral fica apenas em 9º lugar entre 12 equipes, a saúde financeira do clube já era ruim, agravada pelos contratos principalmente com jogadores mineiros e cariocas que vinha para jogar pouco tempo. A primeira vitória veio apenas na 5ª partida 2x0 sobre Muniz Freire, depois vieram seguidas 1x0 sobre Vitória e 2x0 sobre capixaba de Guaçuí, a 8ª posição no returno não foi nem de perto campanha para avançar. No returno até o Comercial de Alegre grande freguês tirou casquinha vencendo por 2x0, a rodada seguinte de novo a Desportiva pela frente, e derrota por 3x0, mas o pior estava por vir, derrota por 5x0 para o Estrela em Cachoeiro, a vitória contra o Muniz Freire por 1x0 foi até vista com surpresa, as últimas vitórias do Rio Pardo na Série A foram sobre Rio Brancos, a penúltima 3x1 sobre o Rio Branco de Venda Nova em casa e a última ocorreu em 24 de maio no Kleber Andrade 1x0 sobre o Rio Branco da capital, o Rio Pardo jogou mais duas vezes se despedindo da Série A com derrotas para São Mateus e Aracruz.

Estádio Antônio Osório PereiraEditar

O Estádio Municipal Antônio Osório Pereira, nome em homenagem a Antônio Osório Pereira, o "Paco Macho", que dirigiu a equipe por vários anos como treinador e presidente, amor que passou de pai para filho, pois seus filhos Cassiano, Carlos e Urbano também jogaram na equipe rio-pardense. O estádio que é usado como casa dos clubes iunenses em suas partidas, seja profissionais ou amadoras, com capacidade de até 4.500 pessoas, tem uma história de grandes jogos, principalmente quando o Rio Pardo foi uma sensação no futebol capixaba, disputou 62 partidas no estádio, venceu 34, empatou 12 e perdeu 16. A maior goleada foi o 6 a 1 no forte Linhares EC em 1994.

Participações em competições nacionaisEditar

  Campeonato Brasileiro da Série C:

  • 1992 - 7° lugar (31 clubes participaram)

Referências

  1. «Espirito Santo State League 1991». rsssfbrasil.com (em inglês). Consultado em 8 de fevereiro de 2018 
   Este artigo sobre clubes brasileiros de futebol é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.