Roberto Augusto

político brasileiro
Roberto Augusto
Nascimento 21 de maio de 1931 (89 anos)
Três Lagoas
Cidadania Brasil
Ocupação político

Roberto Augusto Lopes (Três Lagoas, 21 de maio de 1931) é um ex-jogador de futebol, bispo evangélico e político brasileiro. Exerceu o mandato de deputado federal constituinte em 1988.[1]

BiografiaEditar

Filho de João Augusto Lopes e Hermínia da Silva Lopes, jogou futebol profissionalmente até o começo dos anos 1960, atuando no Canto do Rio Niterói (RJ) e no Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro.[1]

Roberto Augusto fundou, junto com Edir Bezerra Macedo, Romildo Ribeiro Soares (também conhecido como R. R. Soares) e os irmãos Samuel e Fidélis Coutinho, a Igreja Cruzada do Caminho Eterno (Salão da Fé), em 1975 no Rio de Janeiro. Em 1977, Roberto, Edir e Romildo romperam com a Igreja Caminho Eterno e fundaram, em uma funerária no bairro da Abolição no Rio de Janeiro, o grupo religioso de origem pentecostal[2] chamado de Igreja da Benção[3], que a partir de 9 de julho de 1977 viria a ser conhecido como a Igreja Universal do Reino de Deus na Avenida Suburbana, número 7.702[3]. Em 1981, concluiu a graduação no curso de teologia na Faculdade de Teologia Evangélica do Rio de Janeiro[1]. Entre 1981 e 1983, foi representante da Universal em viagens a Jerusalém, como bispo. No ano seguinte, exerceu a função de vice-reitor da Faculdade Teológica Universal do Reino de Deus, no Rio de Janeiro. Roberto Augusto ocupo o cargo durante dois anos[1]. Roberto Augusto permaneceu membro da Igreja Universal do Reino de Deus até o ano de 1987, quando decide retornar à Igreja Nova Vida.[4]

Na tentativa de implantar a Universal em São Paulo, foi para o estado em 1979.[1]

Também trabalhou como radialista, com um programa diário de cunho religioso na Rádio Copacabana do Rio de Janeiro.  Nele, Roberto Augusto chegou a se manifestar contra outras religiões, principalmente o espiritismo. Além disso, participava de outro programa diário chamado “Despertar da Fé”, que era transmitido todos os dias da semana pela TV Bandeirantes.[1]

Filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS) e, posteriormente, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em novembro de 1986, foi candidato a uma vaga na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) pelo Rio de Janeiro. Com a marca de 54.332 votos[5], foi o deputado eleito que recebeu a maior quantidade de votos do PTB. No mesmo ano em que voltou a atuar na Igreja de Nova Vida, 1987, se tornou primeiro-vice-presidente da Subcomissão da Família, do Menor e do Idoso, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação. Em fevereiro do mesmo ano, também se tornou membro suplente da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social[1]. Em 1988, Roberto Augusto Lopes abandona a Igreja Universal por discordar, segundo ele, da visão meramente empresarial e mercantilista à qual Edir Macedo aderiu[6].

Roberto abandonou carreira política e segue atuando como bispo da Igreja de Nova Vida. Tem três filhos, frutos do casamento com Geise Maria Rocha Garcia Lopes.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h «Roberto Augusto - CPDOC». CPDOC. Consultado em 2 de janeiro de 2018 
  2. Santos, Adriana Martins dos. «O reino de Deus na ALBA: IURD e o legislativo baiano» (PDF). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. Consultado em 05 de outubro de 2018  line feed character character in |publicado= at position 45 (ajuda); Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. a b Souza, Denice Barbosa de; Dutra, Patrícia Vicente. «MOTIVAÇÕES QUE LEVAM HOMENS E MULHERES AO ENCONTRO DO SAGRADO» (PDF). Universidade Estadual de Londrina. Consultado em 05 de outubro de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Igreja Universal do Reino de Deus». brazil.mom-rsf.org. Consultado em 6 de outubro de 2018 
  5. Campos, Leonildo Silveira. «Os "políticos de Cristo" – uma análise do comportamento político de protestantes históricos e pentecostais no Brasil». Universidade Metodista de São Paulo. Consultado em 05 de outubro de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. «Jornal da Tarde». Jornal da Tarde. 02 de abril de 1991  Verifique data em: |data= (ajuda)
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