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ArCo / Rui Pimentel
Nome completo Rui Pimentel Ferreira
Pseudónimo(s) ArCo
Nascimento 14 de dezembro de 1924
Massarelos, Porto
Morte 06 de maio de 2005 (80 anos)
Porto
Nacionalidade Portugal portuguesa
Área Pintura; Arquitetura

Rui Pimentel Ferreira, ou ArCo (Porto, 14 de dezembro de 1924[1] — Porto, 5 de Junho de 2005[2]) foi um arquiteto e pintor português.

Biografia / ObraEditar

 
Sem título (não datado), óleo sobre tela, 95,5 x 82 cm

Em 1942 inscreveu-se no curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto. Desde 1944 participou, sob o pseudónimo Arco (abreviação de Artista Comunista), em diversas exposições coletivas, nomeadamente nas do grupo dos Independentes, dinamizadas por Fernando Lanhas. Temática e estilisticamente a sua obra integrava-se na tendência neorrealista, politicamente conotada com a oposição ao regime de Salazar, que se afirmaria em Portugal ao longo das décadas de 1940 e 1950. Participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (SNBA, Lisboa), que deram grande visibilidade a esse movimento; uma das suas pinturas foi apreendida pela PIDE na exposição de 1947.[3][4][1]

Inicia a atividade como arquiteto profissional em 1946, tendo colaborado nos ateliês de Fernando Tudela e Fernando Barbosa e, depois, no de Arménio Losa (1948). A partir de 1953 abandona a pintura para se dedicar em exclusivo à arquitetura.

Participou no curso de Verão dos C.I.A.M., em Veneza (1952); durante o ano letivo de 1952-1953, representou a ESBAP num certame internacional de escolas de arquitetura (São Paulo, Brasil). Foi docente na ESBAP (1962-64). Integrou a equipa responsável pelo estudo da zona 1 no Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal. Até 1964 projetou, sozinho ou em associação com outros arquitetos, unidades residenciais (nomeadamente em Olivais, Lisboa, com Duarte Castel-Branco), moradias e estabelecimentos comerciais (Porto). Participou com Fernando Távora no Plano Regulador do Porto de Leixões.[1]

Ainda em 1964 foi convidado pela Câmara Municipal de Lourenço Marques (atual Maputo) para ajudar a formar o Gabinete de Urbanização, onde trabalhou até 1965. Em 1971 montou um ateliê onde desenvolveu vários projectos (em atividade até 1974); dirigiu uma fábrica de móveis na capital moçambicana (SIESTA). De regresso a Portugal, já depois da independência de Moçambique, realizou projectos de diversa ordem: habitação (casa em Santarém; 500 fogos na Maia); remodelação da Câmara Municipal de Guimarães; instalações de agências bancárias e laboratórios.[1]

Em 2003 foi nomeado Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos.[1]

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b c d e «Rui Pimentel». Universidade do Porto. Consultado em 10 de junho de 2015 
  2. «Morreu o pintor Rui Pimentel». Jornal de Notícias. Consultado em 10 de junho de 2015 
  3. A.A.V.V. – Os Anos Quarenta na Arte Portuguesa (tomo 1). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982, p. 83
  4. A.A.V.V. – Os Anos Quarenta na Arte Portuguesa (tomo 2). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982, p. 16
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