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Santa Engrácia (Lisboa)

antiga freguesia de Lisboa, Portugal
Portugal Santa Engrácia 
  Freguesia portuguesa extinta  
Igreja de Santa Engrácia
Igreja de Santa Engrácia
Localização
Santa Engrácia está localizado em: Portugal Continental
Santa Engrácia
Localização de Santa Engrácia em Portugal Continental
Coordenadas 38° 43' 09" N 9° 07' 11" O
Concelho primitivo Lisboa
Concelho (s) atual (is) Lisboa
Freguesia (s) atual (is) São Vicente
História
Fundação 1569
Extinção 2013
Características geográficas
Área total 0,55 km²
População total (2011) 5 249 hab.
Densidade 9 543,6 hab./km²

Santa Engrácia é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, com 0,55 km² de área e 5 249 habitantes (2011). Densidade: 9 543,6 hab/km².

Como consequência de uma reorganização administrativa, oficializada a 8 de novembro de 2012 e que entrou em vigor após as eleições autárquicas de 2013, foi determinada a extinção da freguesia, passando o seu território integralmente para a freguesia de São Vicente.[1]

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Santa Engrácia [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
8 622 10 644 15 567 18 006 23 763 24 839 32 717 37 405 48 458 11 748 10 245 9 705 7 626 5 860 5 249

No censo de 1864 pertencia ao Bairro de Alfama. Nos censos de 1920 a 1950 aparece designada por Monte Pedral. Os seus limites actuais foram fixados pelo decreto-lei nº 42.142, de 07/02/1959

HistóriaEditar

A freguesia foi criada em 1569 por desanexação da freguesia de Santo Estêvão de Alfama. Datam assim do século XVI, as primeiras referências à freguesia (então denominadas de paróquias) de Santa Engrácia, que se estendia entre os Olivais e Santo Estêvão, era nessa altura uma Zona Rural, pois era excluída da malha urbana pela cerca Fernandina, a freguesia estava no entanto, localizada perto da grande muralha e de uma das suas mais importantes entradas, a porta de Santa Cruz. O nome da nova freguesia pretendia homenagear Santa Engrácia de Saragoça, virgem mártir católica do século III, sendo que a Infanta D. Maria, filha do Rei D. Manuel I, mandou ali construir a igreja para a nova paróquia, para recolher um relicário da dita mártir. Mais tarde, esse local vê nascer a atual Igreja de Santa Engrácia, após uma grave tempestade que destruiu quase por completo a anterior, e hoje possui a classificação de Panteão Nacional.

Assim se manteve até ao século XVIII, sendo nessa altura a freguesia mais oriental e extra-muros da cidade de Lisboa e de grande extensão, contribuindo para isso a expansão da cidade para Oriente devido ao aumento populacional e onde se fixaram várias Quintas e Palácios Senhoriais. Datam de oitocentos, dois dos conjuntos religiosos mais importantes, a Igreja Paroquial de Santa Engrácia (conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Porciúncula) e o Convento dos Barbadinhos (mais tarde transformado em zona habitacional).

No século seguinte, uma reforma administrativa encurta o seu território, sendo que o Panteão Nacional que até então se localizava no seu território, deixa de o integrar para passar para a área administrada pela freguesia de São Vicente de Fora.

No inicio do século XX até meados deste, Santa Engrácia era uma das zonas mais populosas da cidade de Lisboa, tendo em conta que o seu território já só detinha os cerca de 57 hectares actuais, território que foi perdendo por via das sucessivas reorganizações administrativas. Assim nesta se instalaram muitos migrantes que procuravam melhores condições de vida e emprego, sobretudo, nas indústrias situadas à beira-rio, sendo que mais tarde a instalação do terminal portuário e ferroviário de Santa Apolónia atraíram igualmente muita gente oriunda de várias zonas do país.

Sem outra razão que a de nela ter fixado residência o Barão de Monte Pedral,[carece de fontes?] o nome da freguesia é alterado, a 1 de maio de 1913, para Monte Pedral,[3] tendo, a 24 de março de 1952, retomado a sua designação original.[4]

Com encerramento progressivo das empresas industriais e o consequente desaparecimento de postos de trabalho, a situação de ser uma das freguesias mais populosas de Lisboa, foi-se alterando, os prédios foram-se degradando, permanecendo desabitados, sem que surgissem novas habitações, enquanto as que se arrendam apresentam valores de arrendamento e venda difíceis de suportar pela população mais jovem, fenómeno extensível a toda a Lisboa, acresce ainda a falta de estacionamento automóvel, assim os habitantes que permaneceram são na sua grande maioria idosos e os prédios não devolutos ou degradados ocupados por escritórios.

PatrimónioEditar

ArruamentosEditar

Notas e referências

  1. Lei n.º 56/2012 (Reorganização administrativa de Lisboa). Diário da República, 1.ª Série, n.º 216. Acedido a 25/11/2012.
  2. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  3. Decreto de 1 de maio de 1913. Diário do Governo, I Série, n.º 104, de 6 de maio de 1913. Acedido a 10/12/2012.
  4. Decreto n.º 38 696. Diário do Governo, I Série, n.º 67, de 24 de março de 1952. Acedido a 10/12/2012.
  5. Partilhada com as freguesias de Marvila e Beato, e com as antigas freguesias de Santo Maria dos Olivais, São João, Santo Estêvão e Madalena.
  6. Partilhada com a antiga freguesia de São João e com a freguesia dePenha de França (na sua configuração anterior à reorganização administrativa).
  7. Partilhado com a antiga freguesia de Santo Estêvão.
  8. a b Partilhada com a antiga freguesia da Graça.
  9. a b c Partilhada com a antiga freguesia de São Vicente de Fora.
  10. a b Partilhada com as antigas freguesias da Graça e São Vicente de Fora.
  11. Partilhada com as freguesias de Marvila e Beato, e com as antigas freguesias de Santa Maria dos Olivais, São Vicente de Fora, São Paulo e Prazeres.

Ligações externasEditar


 
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