Sistema de Informações Hospitalares

Existem vários títulos e siglas que todos declaram abordagens semelhantes para o gerenciamento do fluxo e armazenamento de informações nos serviços de rotina do hospital, como

  • 'Sistema de Informações Hospitalares (' 'HIS'), ou
  • 'Sistema de Informação de Saúde', ou
  • 'Sistema de Informação Clínica ( 'SIC), ou
  • 'Paciente Sistema de Gestão de Dados ( 'PDMS)

Um sistema de informação de hospitalar sigla do inglês (Hospital Information System ou Healthcare Information System), refere-se a um sistema projetado para gerenciar dados de saúde. Isso inclui sistemas que coletam, armazenam, gerenciam e transmitem o prontuário eletrônico de um paciente (EMR), o gerenciamento operacional de um hospital ou um sistema de apoio às decisões de políticas de saúde. Eles coletam dados e os compilam de uma maneira que pode ser usada para tomar decisões de saúde.[1][2]

PadronizaçãoEditar

De acordo com a PORTARIA Nº 2.073, DE 31 DE AGOSTO DE 2011 que regulamenta o uso de padrões de interoperabilidade e informação em saúde para sistemas de informação em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, nos níveis Municipal, Distrital, Estadual e Federal, e para os sistemas privados temos os seguintes padrões adotados[3]:

  • Os padrões são definidos em nível lógico (negócios) e não físico de arquivamento de banco de dados. Estes padrões não documentam propriedades de exibição. Os sistemas legados podem ter suas respostas, para integração e interoperação, encapsuladas em padrões XML aderentes aos padrões do Catálogo, de forma que, mesmo sem obedecer internamente ao padrão catalogado, possam comunicar-se fazendo uso dele, por meio de XML Schemas[3]
  • Para a definição do Registro Eletrônico em Saúde (RES) será utilizado o modelo de referência OpenEHR, disponível em http:// www. openehr. org / home. html.
  • Para estabelecer a interoperabilidade entre sistemas, com vistas à integração dos resultados e solicitações de exames, será utilizado o padrão HL7 - Health Level 7.[3]
  • Para codificação de termos clínicos e mapeamento das terminologias nacionais e internacionais em uso no país, visando suportar a interoperabilidade semântica entre os sistemas, será utilizada a terminologia SNOMED-CT, disponível em http://www.ihtsdo.org/snomed-ct/
  • Para a interoperabilidade com sistemas de saúde suplementar serão utilizados os padrões TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar).
  • Para a definição da arquitetura do documento clínico será utilizado o padrão HL7 CDA.
  • Para a representação da informação relativa a exames de imagem será utilizado o padrão DICOM.
  • Para a codificação de exames laboratoriais será utilizado o padrão LOINC (Logical Observation Identifiers Names and Codes).
  • Para a codificação de dados de identificação das etiquetas de produtos relativos ao sangue humano, de células, tecidos e produtos de órgãos, será utilizada a norma ISBT 128.
  • Para a interoperabilidade de modelos de conhecimento, incluindo arquétipos, templates e metodologia de gestão, será utilizado o padrão ISO 13606-2.
  • Para o cruzamento de identificadores de pacientes de diferentes sistemas de informação, será utilizada a especificação de integração IHE-PIX (Patient Identifier Cross-Referencing).
  • Outras classificações que serão utilizadas para suporteà interoperabilidade dos sistemas de saúde: CID, CIAP-2 (Atenção primária de saúde), TUSS e CBHPM (Classificação brasileira hierarquizada de procedimentos médicos) e tabela de procedimentos do SUS.

Benefícios da HISEditar

  • Prontuário eletrônico integrado[4]
  • Maior controle dos processos desde a entrada até a saída do paciente
  • Controle Financeiro
  • Eliminação de processos manuais e falta de informações;
  • Maior gestão da qualidade assistencial, por meio de protocolos clínicos;
  • Maior rastreabilidade em todos os pontos de cuidado;
  • Melhor visão e gestão das unidades de atendimento;
  • Informação em tempo real com possibilidade de análise de cenários futuros;
  • Facilidade na extração de dados, com dashboards e indicadores em tempo real.
  • Aumento da eficiência operacional
  • Centralização e o armazenamento de dados -
  • Fluxos de trabalho clínicos
  • Atendimento de emergência

Exemplos de software HISEditar

Veja tambémEditar

Outras leiturasEditar

  • Shortliffe EH, JJ Cimino eds. Informática Biomédica: Aplicações de Informática em Saúde e Biomedicina (3 ª edição). New York: Springer, 2006
  • Instituto Nacional de Excelência Clínica, Princípios de Melhor Prática em Auditoria Clínica. Londres: NICE, 2002. (ISBN 1-85775-976-1)
  • Olmeda, Christopher J. (2000). Tecnologia da Informação em Sistemas de Cuidados. Delfin Press. ISBN 978-0-9821442-0-6
  • Payne PR, Greaves AW, Kipps TJ, CRC Clinical Trials Sistema de Gestão (CTMS):. Uma solução de gerenciamento integrado de informações para a investigação clínica colaborativa, AMIA Annu Symp Proc. 2003;: 967.
  • MEDIX ERP, Hospital Information Management System: Desenvolvido por Fauji Foundation, no Paquistão.
  1. Perreault, Leslie E.; Ohno-Machado, Lucila (1 de janeiro de 2003). «Hospital information system (HIS)». GBR: John Wiley and Sons Ltd.: 788–790. ISBN 978-0-470-86412-8. doi:10.5555/1074100.1074452. Consultado em 30 de junho de 2022 
  2. RIS, RIS. «RIS» 
  3. a b c [https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2073_31_08_2011.html «Minist�rio da Sa�de»]. bvsms.saude.gov.br. Consultado em 1 de julho de 2022  replacement character character in |titulo= at position 7 (ajuda)
  4. Tummers, Joep; Tobi, Hilde; Catal, Cagatay; Tekinerdogan, Bedir (8 de julho de 2021). «Designing a reference architecture for health information systems». BMC Medical Informatics and Decision Making (1). 210 páginas. ISSN 1472-6947. PMC PMC8263849  Verifique |pmc= (ajuda). PMID 34238281 Verifique |pmid= (ajuda). doi:10.1186/s12911-021-01570-2. Consultado em 1 de julho de 2022