Soyuz TM-9

Soyuz TM-9 foi a nona expedição à estação orbital Mir, realizada entre fevereiro e agosto de 1990.[2][1]

Soyuz TM-9
Insígnia da missão
Informações da missão
Sinal de chamada Родни́к (Rodnik - Nascente)
Operadora Programa espacial soviético
Número de tripulantes 2
Base de lançamento Baikonur 1/5
Lançamento 11 de fevereiro de 1990
06:16:00 UTC[1]
Baikonur, Casaquistão
Aterrissagem 9 de agosto de 1990
07:33:57 UTC[1]
Distrito de Zharkain
Órbitas 2833[1]
Duração 179d 1h 17m 57s[1]
Altitude orbital 373 - 387 km[1]
Inclinação orbital 51.6º[1]
Navegação
Mir insignia.svg Soyuz TM-8
Soyuz TM-10 Mir insignia.svg

TripulaçãoEditar

[2][1]

Lançados
Posição Cosmonautas
Comandante   Anatoly Solovyev
Engenheiro de voo   Aleksandr Balandin

Parâmetros da MissãoEditar

[2][1]

Pontos altos da missãoEditar

Durante a aclopagem entre a nave e a estação,, os cosmonautas a bordo da Mir perceberam que três dos oito cobertores térmicos (camadas de isolação à vácuo) do módulo de descida da nave Soyuz-TM 9 que se aproximava haviam se afrouxado de seus pontos de fixação, perto do escudo de calor, ainda se mantendo fixados à extremidades superiores. A maior preocupação era que a cápsula pudesse se esfriar, permitindo a condensação internamente que poderia causar curto-ircuito nos sistemas elétricos. Também se temia que um dos cobertores pudesse bloquear o sensor infravermelho vertica, que orientava o módulo para a reentrada.[2][1]

Três outros focos de preocupação surgiram: que os parafusos explosivos unindo o módulo de serviço ao módulo de descida pudessem falhar após a exposição direta ao espaço, que o protetor de calor podia estar comprometido devido à exposição direta ao espaço, e que um EVA para consertar os protetores podiar causar outros estragos. Foi considerado o envio da Soyuz TM-10 com um cosmonauta como uma missão de resgate.[2][1]

Durante o período de AEV (atividades extra-veiculares), os cosmonautas recolocaram dois dos três protetores e deixaram o terceiro sozinho. Durante a reentrada, os cosmonautas ejetaram o módulo orbital e o módulo de serviço simultaneamente em uma tentativa de minizar as chances de um protetor ter problemas. Normalmente o módulo orbital era ejetado primeiro. O módulo de descida não sofreu nenhum dano como resultado de sua exposição prolongada à condições do espaço. A reentrada ocorreu normalmente.[2][1]

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. a b c d e f g h i j k l Joachim Becker e Heinz Janssen (8 de março de 2019). «Soyuz TM-9». SPACEFACTS. Consultado em 22 de julho de 2019 
  2. a b c d e f Mark Wade. «Soyuz TM-9». Encyclopedia Astronautica. Consultado em 22 de julho de 2019 

Ligações externasEditar

Precedido por
STS-32
Voos tripulados
Sucedido por
STS-36


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