Steve Mokone

futebolista sul-africano

Stephen Madi Mokone, mais conhecido como Steve Mokone OIG (Doornfontein, 23 de março de 1938 - Baltimore, 20 de março de 2015)[1] é um ex-futebolista sul-africano.[2]

Steve Mokone
Informações pessoais
Nome completo Stephen Madi Mokone
Data de nasc. 23 de março de 1932
Local de nasc. Doornfontein, África do SulÁfrica do Sul
Falecido em 20 de março de 2015 (82 anos)
Local da morte Baltimore, Estados Unidos EUA
Informações profissionais
Posição Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1955 - 1957
1957 - 1959
1959
1959 - 1960
1960
1960 - 1961
1961 - 1962
1964
Inglaterra Coventry Club
Países Baixos Heracles Almelo
Inglaterra Cardiff City
Espanha Barcelona
França Olympique de Marseille
ItáliaTorino
Espanha Valencia
Austrália Sunshine George Cross

BiografiaEditar

Defendeu sua seleção da África do Sul pela primeira vez aos 16 anos de idade, sendo o primeiro jogador negro de seu país a jogar na Europa, jogando pelo Coventry City, da Inglaterra, em 1955.[3] No final da década de 1950 foi considerado um dos melhores jogadores em atividade na Europa. Nunca foi verdadeiramente apreciado em seu próprio país, onde relatos de suas façanhas na Europa foram escondidas durante o apartheid, além disso Mokone não tinha equipe nacional para o qual ele poderia jogar e ganhar exposição internacional numa época anterior ao alcance global das transmissões de TV.[1]

Após encerrar sua carreira como atleta, fez doutorado em psicologia e se tornou professor da Universidade de Rochester, nos EUA, onde passou a morar.[2]

Em 1977, em Nova York, foi acusado de fraude de cartão de crédito pela polícia e foi preso. Logo após ser solto, foi detido novamente, desta vez por uma suposta agressão à sua mulher, e ficou na cadeia por nove anos, apesar de Mokone jurar inocência.[2] O Arcebispo Desmond Tutu, colega de Mokone na África do Sul no início dos anos cinquenta, fez apelos por clemência em seu nome, não acreditando em como um "homem gentil" poderia ter cometido tais atos. Tom Egbers, o jornalista holandês, que escreveu De Zwarte Meteor (O Meteoro Negro), um livro sobre o tempo de Mokone em Heracles, foi igualmente descrente, então ele começou a re-examinar as evidências, encontrando diversas situações que colocaram em dúvida o veredito em 2002. Uma testemunha de acusação, alegou, tinha sido coagida a testemunhar.[3]

Morreu após lutar por anos contra problemas de saúde,[4] em sua própria casa, em Baltimore, três dias antes de completar 83 anos, em 20 de junho de 2015.[1]

HomenagensEditar

Nos Países Baixos, onde jogou pelo Heracles Almelo, transformou-se em ídolo, recebendo como homenagem o nome de uma rua em Amsterdã. No mesmo país, inspirou ainda um livro, intitulado "O Meteoro Negro", que posteriormente ganhou sua versão no cinema.[2] Em 2003 recebeu do presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, o título da Ordem de Ikhamanga, a maior honra da nação para a realização nas artes cênicas e criativas.[3]

Referências

  1. a b c «Mystery of Steve Mokone, SA's unsung 'Maserati of football'». Times Live (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016 
  2. a b c d «Steve Mokone - Biografias». uol. Consultado em 14 de março de 2016 
  3. a b c «Steve Mokone: the striker who broke the apartheid barrier». The National (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016 
  4. «Former Coventry striker Steve 'Kalamazoo' Mokone dies aged 82». The Guardian (em inglês). Consultado em 14 de março de 2016