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A transmissão contínua[1][2][3][4][5][6][7][8][9][10][11], também conhecida por fluxo de média (português europeu) ou fluxo de mídia (português brasileiro) (bem como pelo anglicismo streaming) é uma forma de distribuição digital, em oposição à descarga de dados. [12] A difusão de dados, geralmente em uma rede através de pacotes, é frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. Nesta forma, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador. Assim não é ocupado espaço no disco rígido (HD), para a posterior reprodução[13] — a não ser o arquivamento temporário no cache do sistema ou que o usuário ativamente faça a gravação dos dados. O fluxo dos dados é recebido e a mídia é reproduzida à medida que chega ao usuário, dependendo da largura de banda seja suficiente para reproduzir os conteúdos, se não for o suficiente ocorrerá interrupções na reprodução do arquivo, por problema no buffer.

Isso permite que um usuário reproduza conteúdos protegidos por direitos de autor, na Internet, sem a violação desses direitos, similar ao rádio ou televisão aberta diferentemente do que ocorreria no caso do download do conteúdo, onde há o armazenamento da mídia no HD configurando-se uma cópia ilegal. A informação pode ser transmitida em diversas plataformas, como na forma Multicast IP ou Broadcast. Exemplos de serviços como esse são a Netflix e o Spotify.

No Brasil, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que essa modalidade de distribuição de dados é fato gerador para cobrança, pelo ECAD, relativamente à exploração econômica do titular do direito autoral. Neste sentido: "A transmissão de músicas por meio da rede mundial de computadores mediante o emprego da tecnologia streaming (webcasting e simulcasting) demanda autorização prévia e expressa pelo titular dos direitos de autor e caracteriza fato gerador de cobrança pelo ECAD relativa à exploração econômica desses direitos".[14]

Em janeiro de 2017, os DVDs e Blu-rays deixaram de ser o meio mais lucrativo para distribuição de mídia no Reino Unido, sendo ultrapassados pelo download digital e streaming.[15][16]

Índice

Streaming MediaEditar

Atualmente, com o advento de tecnologias como o ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line), a Internet via cabo, rádio, WiMAX e fibra ótica, permitem novos serviços na Internet, como o vídeo sob demanda (on demand). Também é possível assistir a vídeos em streaming via smartphones por meio de aplicativos próprio exigindo um conexão de dados ou através do wifi. É uma tecnologia que tem possibilitado a muitas pessoas, em todo o mundo, terem acesso a diversos tipos de conteúdos de diferentes países a um custo relativamente baixo, geralmente o usuário paga uma taxa fixa para ter o serviço disponível 24 horas por dia, sete vezes por semana dando a ele uma maior liberdade e flexibilidade de horário, não ficando preso aos horários do conteúdo transmitido pela televisão. Esse é um dos principais fatores para a enorme popularidade desse tipo de serviço. Essa tecnologia está inserida na computação em nuvem (em inglês, cloud computing) pois os dados de mídias transmitidos para o usuário ficam armazenados em servidores (Servers), computadores que possuem uma enorme capacidade de armazenamento de dados e estão conectados a internet de alta velocidade que permite a transmissão de arquivos de melhor qualidade mesmo para locais muito distantes.

TecnologiaEditar

ArquiteturaEditar

A distribuição de dados pode ser feita de várias formas, seguindo a estrutura:

  • Protocolos: como os dados serão transmitidos e a estrutura de distribuição;
  • Formatos de arquivos: o formato do mídia a ser distribuído.

O streaming só é possível graças às diferentes peças de software que comunicam em diversos níveis, ou mais recentemente o ROLAND VR-5, dispositivo AV Mixer & Recorder.

  • Player: O software que permite que os usuários reproduzam os arquivos multimídia;
  • Servidores: O distribuidor e seu software que distribuem os conteúdos para os usuários, utilizando um protocolo definido.

Os protocolos Internet empregados na distribuição de arquivos de streaming — o UDP e RTSP — realizam a distribuição entre um servidor de streaming e um player com muito mais qualidade. Esta qualidade é alcançada graças a arquitetura que prioriza a distribuição em fluxos contínuos. Quando TCP e HTTP são usados e encontram uma falha em entregar um pacote de dados, eles tentam repetidamente enviar aquele pacote de dados até que este seja entregue com sucesso. UDP continua a enviar os dados mesmo se ocorrer perda dos mesmos, o que permite uma experiência em tempo real, que é uma das principais características do streaming.

ProtocolosEditar

Formatos de arquivosEditar

Formatos de descriçãoEditar

  • session description protocol (SDP)
    • Protocolo de Descrição de Sessão (SDP)
  • Synchronized Multimedia Integration Language (SMIL)
    • Linguagem de Integração Sincronizada de Multimídia (SMIL) é uma aplicação simples para a criação e apresentação de rich media ou "multimídia" (áudio/vídeo). Saiba mais sobre este padrão XML usado frequentemente para recursos de animação em outras linguagens.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Hoffman, Reid (18 de maio de 2012). Comece por você: Adapte-se ao futuro, invista em você e transforme sua carreira. [S.l.]: Elsevier Brasil. ISBN 9788535247817 
  2. «Streaming». directradios.com. Consultado em 25 de maio de 2017 
  3. Vieira, Alex Borges. «Transmissão de mídia contínua ao vivo em P2P: modelagem, caracterização e implementação de mecanismo de resiliência a ataques». www.bibliotecadigital.ufmg.br. Consultado em 25 de maio de 2017 
  4. «Ameaça do streaming pirata ronda TV paga». Valor Econômico 
  5. Viewpoint, Mobile. «WebStreamur cria um mercado para monetizar conteúdos de transmissão contínua ao vivo». www.prnewswire.com (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2017 
  6. Carlos, Genova (26 de fevereiro de 2014). Origami: A Milenar Arte das Dobraduras. [S.l.]: Escrituras Editora e Distribuirdora de Livros Ltda. ISBN 9788586303890 
  7. Alessandra, Meleiro (10 de outubro de 2014). Cinema no Mundo: Indústria, Política e Mercado: Estados Unidos. [S.l.]: Escrituras Editora e Distribuirdora de Livros Ltda. ISBN 9788575315002 
  8. «A popularização do streaming pode mudar a forma como apreciamos música». revistaepoca.globo.com 
  9. «Conferência telefônica: Ano Fiscal de 2016 - Resultados do Primeiro Trimestre». Apple Newsroom 
  10. «Cadernos Eletrônicos - 9. Multimídia e áudio no computador». www.acessasp.sp.gov.br. Consultado em 25 de maio de 2017 
  11. «SCOM - Universidade do Minho». www.scom.uminho.pt. Consultado em 25 de maio de 2017 
  12. «Entenda como funciona o streaming | MaxCast». www.maxcast.com.br. Consultado em 9 de novembro de 2017 
  13. Ltda., Interrogação Filmes. «Foco em Streaming Media | Streaming Profissional é Interrogação Digital». www.interrogacaodigital.com. Consultado em 25 de maio de 2017 
  14. STJ. 2ª Seção. REsp 1559264/RJ, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 08/02/2017 (Info 597)
  15. Mark Sweney (4 de janeiro de 2017). «Film and TV streaming and downloads overtake DVD sales for first time». The Guardian (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2017 
  16. Luke Westaway (1 de maio de 2014). «Sony warns of income drop as demand for disc-based media evaporates». CNET (em inglês). Consultado em 15 de maio de 2017 

Ligações externasEditar