Superior Tribunal de Justiça

órgão máximos do Poder Judiciário do Brasil
Superior Tribunal de Justiça
(STJ)
Edifício Sede do STJ
SAFS, Quadra 6, Lote 1 - Brasília, DF
 Brasil
Site www.stj.jus.br
Disambig grey.svg Nota: Se procura o Supremo Tribunal de Justiça do Império do Brasil, veja Supremo Tribunal Federal.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil. Sua missão é zelar pela uniformidade de interpretações da legislação federal brasileira.[1]

Fenômeno óptico atmosférico (Halo solar) visto sobre o tribunal em 2011.

O STJ também é chamado de "Tribunal da Cidadania", por sua origem na "Constituição Cidadã". É de responsabilidade do STJ julgar, em última instância, todas as matérias infraconstitucionais não especializadas, que escapem à Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar, e não tratadas na Constituição Federal, como o julgamento de questões que se referem à aplicação de lei federal ou de divergência de interpretação jurisprudencial. Na primeira hipótese, o Tribunal analisa o recurso caso um Tribunal inferior tenha negado aplicação de artigo de lei federal. Na segunda hipótese, o Superior Tribunal de Justiça atua na uniformização da interpretação das decisões dos Tribunais inferiores; ou seja, constatando-se que a interpretação da lei federal de um Tribunal inferior é divergente de outro Tribunal (incluso o próprio Superior Tribunal de Justiça), o STJ pode analisar da questão e unificar a interpretação.[2]

Atualmente, o Decano (mais antigo dentre os 33 membros) do Superior Tribunal de Justiça é o Ministro Felix Fischer, nomeado em 1996 pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, e o mais moderno é o Ministro Joel Ilan Paciornik, nomeado em 2016 pela Presidente Dilma Rousseff.

Desde 1º de outubro de 2007, as publicações judiciais e administrativas passaram a ser realizadas de forma eletrônica, no Diário da Justiça e, em 2008, implantou-se o processo eletrônico, com a digitalização de autos físicos.[3]

Em novembro de 2020, autos eletrônicos do Superior Tribunal de Justiça foram atacados e criptografados por hackers, naquele considerado o maior ataque hacker da história do país.[4]

CompetênciasEditar

Como definidas no art. 105, de forma taxativa, da Constituição Brasileira:[5]

I - Processar e julgar, originariamente:

  • a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais;
  • b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal;
  • c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a", ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
  • d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos;
  • e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;
  • f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;
  • g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;
  • h) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal;
  • i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias;

II - Julgar, em recurso ordinário:

  • a) os habeas-corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão for denegatória;
  • b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;
  • c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País;

III - Julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

  • a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
  • b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;
  • c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

Parágrafo único. Funcionarão junto ao Superior Tribunal de Justiça: ("Caput" do parágrafo único com redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

  • I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Inciso acrescido pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
  • II - o Conselho da Justiça Federal, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema e com poderes correicionais, cujas decisões terão caráter vinculante. (Inciso acrescido pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

MinistrosEditar

 
Interior do Superior Tribunal de Justiça em 2006.

O STJ é composto, de acordo com o artigo 104 da Constituição Federal, de no mínimo 33 ministros nomeados pela Presidência da República, sendo um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais (TRF), um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça (TJ) e um terço, alternadamente, dentre advogados e membros do Ministério Público (MP) Federal, Estadual e do Distrito Federal e dos Territórios.[6]

A escolha dos juízes e desembargadores é feita pelo Plenário do STJ entre os que se candidatam. O tribunal forma, para cada vaga, uma lista tríplice dos candidatos mais votados, que é submetida à Presidência da República para indicação de um nome. Entre advogados e membros do MP, o Plenário recebe uma lista sêxtupla formada por entidades representativas das classes e seleciona três nomes, também submetidos à Presidência.

Após a indicação pelo Presidente da República, o candidato é submetido à sabatina e votação na Comissão de Cidadania, Constituição e Justiça do Senado Federal e à votação no Plenário do órgão. As votações, tanto no STJ quanto no Senado, são secretas. Após aprovação do Senado, o escolhido é nomeado pelo Presidente da República. O passo final é a posse do nomeado como ministro do STJ.[7]

Para sua composição inicial, a Constituição de 1988 determinou o aproveitamento dos ministros que integravam o Tribunal Federal de Recursos (TFR), extinto e substituído pelos cinco TRFs existentes hoje.[8]

Os ministros dividem-se em três seções especializadas de julgamento, cada uma delas composta por duas turmas, que analisam e julgam matérias de acordo com a natureza da causa submetida a apreciação. Acima delas está a Corte Especial, órgão máximo do Tribunal. A Primeira Seção (Primeira e Segunda Turmas) trata de questões de Direito Público, especialmente Direito Administrativo, Direito Tributário e Direito Previdenciário, bem como mandados de segurança impetrados contra atos de ministros de Estado. A Segunda Seção (Terceira e Quarta Turmas) julga matérias de Direito Privado, tratando de Direito Civil e Direito Comercial. A Terceira Seção (Quinta e Sexta Turmas) é voltada para as causas de Direito Penal.[9]

Composição atualEditar

Atualizado em 4 de setembro de 2020[10][11]

Nome Naturalidade Ano de nascimento Data da posse Data Limite

(aposentadoria)

Nomeação por Vaga Origem Observações
1 Felix Fischer Naturalizado
  Alemanha
1947 (30 de agosto) 17 de dezembro de 1996 2022 Fernando Henrique Cardoso MP MP-PR
  • Integrante da 5ª Turma
2 Francisco Cândido de Melo Falcão Neto   Pernambuco 1952 (30 de maio) 30 de junho de 1999 2027 Fernando Henrique Cardoso TRF TRF-5
  • Integrante da 2ª Turma
  • Embora nomeado ao STJ em vaga destinada a juízes de Tribunal Regional Federal, ingressara na corte regional através do quinto constitucional (classe dos advogados)
3 Fátima Nancy Andrighi   Rio Grande do Sul 1952 (27 de outubro) 27 de dezembro de 1999 2027 Fernando Henrique Cardoso TJ TJ-DFT
  • Integrante da 3ª Turma
4 Laurita Hilário Vaz   Goiás 1948 (21 de outubro) 26 de junho de 2001 2023 Fernando Henrique Cardoso MP MPF
  • Integrante da 6ª Turma
5 João Otávio de Noronha   Minas Gerais 1956 (30 de agosto) 3 de dezembro de 2002 2031 Fernando Henrique Cardoso OAB OAB-DF
  • Integrante da 5ª Turma
6 Humberto Eustáquio Soares Martins   Alagoas 1956 (7 de outubro) 14 de junho de 2006 2031 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-AL
  • Presidente
  • Presidente do Conselho de Justiça Federal
  • Embora nomeado ao STJ em vaga destinada a desembargadores de Tribunal de Justiça, ingressara na corte estadual através do quinto constitucional (classe dos advogados)
7 Maria Thereza Rocha de Assis Moura   São Paulo 1956 (14 de outubro) 9 de agosto de 2006 2031 Luiz Inácio Lula da Silva OAB OAB-SP
  • Corregedora Nacional de Justiça
8 Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin   Paraíba 1957 (13 de novembro) 6 de setembro de 2006 2032 Luiz Inácio Lula da Silva MP MP-SP
  • Integrante da 2ª Turma
9 Jorge Mussi   Santa Catarina 1952 (8 de março) 12 de dezembro de 2007 2027 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-SC
  • Vice-presidente
  • Vice-presidente do Conselho da Justiça Federal
  • Embora nomeado ao STJ em vaga destinada a desembargadores de Tribunal de Justiça, ingressara na corte estadual através do quinto constitucional (classe dos advogados)
10 Geraldo Og Nicéas Marques Fernandes   Pernambuco 1951 (26 de novembro) 17 de junho de 2008 2026 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-PE
  • Integrante da 2ª Turma
11 Luis Felipe Salomão   Bahia 1963 (18 de março) 17 de junho de 2008 2038 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-RJ
  • Integrante da 4ª Turma
12 Mauro Luiz Campbell Marques   Amazonas 1963 (9 de outubro) 17 de junho de 2008 2038 Luiz Inácio Lula da Silva MP MP-AM
  • Integrante da 2ª Turma
13 Benedito Gonçalves   Rio de Janeiro 1954 (30 de janeiro) 17 de setembro de 2008 2029 Luiz Inácio Lula da Silva TRF TRF-2
  • Presidente da 1ª Seção
  • Integrante da 1ª Turma
14 Raul Araújo Filho   Ceará 1959 (10 de maio) 12 de maio de 2010 2034 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-CE
  • Membro do Conselho da Justiça Federal
  • Integrante da 4ª Turma
  • Embora nomeado ao STJ em vaga destinada a desembargadores de Tribunal de Justiça, ingressara na referida corte através do quinto constitucional (classe dos advogados)
15 Paulo de Tarso Vieira Sanseverino   Rio Grande do Sul 1959 (16 de junho) 10 de agosto de 2010 2034 Luiz Inácio Lula da Silva TJ TJ-RS
  • Integrante da 3ª Turma
16 Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues   Rio de Janeiro 1963 (28 de julho) 10 de agosto de 2010 2038 Luiz Inácio Lula da Silva TRF TRF-1
17 Antonio Carlos Ferreira   São Paulo 1957 (10 de março) 13 de junho de 2011 2032 Dilma Rousseff OAB OAB-SP
18 Ricardo Villas Bôas Cueva   São Paulo 1962 (28 de maio) 13 de junho de 2011 2037 Dilma Rousseff OAB OAB-DF
  • Integrante da 3ª Turma
  • Quando indicado, era Procurador da Fazenda Nacional licenciado para o trato de assuntos particulares, exercendo a advocacia privada.[13]
19 Sebastião Alves dos Reis Júnior   Minas Gerais 1965 (4 de janeiro) 13 de junho de 2011 2040 Dilma Rousseff OAB OAB-DF
  • Integrante da 6ª Turma
20 Marco Aurélio Gastaldi Buzzi   Santa Catarina 1958 (4 de fevereiro) 5 de setembro de 2011 2033 Dilma Rousseff TJ TJ-SC
  • Integrante da 4ª Turma
21 Marco Aurélio Bellizze Oliveira   Rio de Janeiro 1964 (4 de janeiro) 5 de setembro de 2011 2039 Dilma Rousseff TJ TJ-RJ
  • Integrante da 3ª Turma
22 Assusete Dumont Reis Magalhães   Minas Gerais 1949 (18 de janeiro) 21 de agosto de 2012 2024 Dilma Rousseff TRF TRF-1
  • Integrante da 2ª Turma
23 Sérgio Luíz Kukina   Paraná 1959 (13 de julho) 6 de fevereiro de 2013 2034 Dilma Rousseff MP MP-PR
  • Integrante da 1ª Turma
24 Paulo Dias de Moura Ribeiro   São Paulo 1953 (28 de setembro) 28 de agosto de 2013 2028 Dilma Rousseff TJ TJ-SP
  • Integrante da 3ª Turma
25 Regina Helena Costa   São Paulo 1961 (25 de agosto) 28 de agosto de 2013 2036 Dilma Rousseff TRF TRF-3
  • Presidente da 2ª Seção
  • Integrante da 1ª Turma
26 Rogerio Schietti Machado Cruz   Minas Gerais 1962 (26 de junho) 28 de agosto de 2013 2037 Dilma Rousseff MP[14] MP-DFT
  • Integrante da 6ª Turma
27 Nefi Cordeiro   Paraná 1963 (18 de outubro) 3 de abril de 2014 2038 Dilma Rousseff TRF TRF-4
  • Presidente da 3ª Seção
  • Integrante da 6ª Turma
28 Luiz Alberto Gurgel de Faria   Pernambuco 1969 (8 de julho) 9 de setembro de 2014 2044 Dilma Rousseff TRF TRF-5
  • Integrante da 1ª Turma
29 Reynaldo Soares da Fonseca   Maranhão 1963 (28 de novembro) 26 de maio de 2015 2038 Dilma Rousseff TRF TRF-1
  • Integrante da 5ª Turma
30 Marcelo Navarro Ribeiro Dantas   Rio Grande do Norte 1963 (20 de janeiro) 30 de setembro de 2015 2038 Dilma Rousseff TRF TRF-5
31 Antonio Saldanha Palheiro   Rio de Janeiro 1951 (24 de abril) 6 de abril de 2016 2026 Dilma Rousseff TJ TJ-RJ
  • Integrante da 6ª Turma
32 Joel Ilan Paciornik   Paraná 1965 (30 de janeiro) 6 de abril de 2016 2040 Dilma Rousseff TRF TRF-4
  • Integrante da 5ª Turma
33 vago[15] TRF
Próximas aposentadorias (por idade) (Emenda Constitucional 88)
  • Felix Fischer, em 30 de agosto de 2022 [16]
  • Laurita Vaz, em 21 de outubro de 2023[16]
  • Assusete Magalhães, em 18 de janeiro de 2024[17]

Seções e turmasEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Missão do Superior Tribunal de Justiça». Superior Tribunal de Justiça. Arquivado do original em 15 de julho de 2014 
  2. Portal do STJ
  3. Haidar, Rodrigo (22 de maio de 2012). «Asfor Rocha relembra resistência a modernização». Consultor Jurídico. Consultado em 22 de maio de 2012 
  4. Uol (6 de novembro de 2020). «Ataque ao STJ é muito grave e consequências serão sentidas por muito tempo». Consultado em 6 de novembro de 2020 
  5. Art. 105, Constituição Federal
  6. Art. 104, Constituição Federal
  7. art. 84, CF [1]
  8. Art. 27, ADCT
  9. art. 9º do Regimento Interno do STJ [2] Arquivado em 3 de junho de 2014, no Wayback Machine.
  10. «Composição de Ministros» (PDF). Superior Tribunal de Justiça. 4 de setembro de 2020. Consultado em 12 de setembro de 2020 
  11. «Ministros Humberto Martins e Jorge Mussi tomam posse na direção do STJ nesta quinta-feira (27), às 17h». Superior Tribunal de Justiça. 27 de agosto de 2020. Consultado em 12 de setembro de 2020 
  12. «Senado adia sabatina de indicados para o STJ». Revista Consultor Jurídico. 4 de maio de 2009. Consultado em 23 de junho de 2014 
  13. Senador Francisco Dornelles (2011). «Relatório da Comissão de Constituição e Justiça sobre a indicação de Ricardo Villas Bôas Cueva» (PDF). Senado Federal do Brasil. Consultado em 23 de junho de 2014 
  14. vaga de alternância da representação do MP e da OAB
  15. «Napoleão Nunes Maia Filho se despede com homenagem em sua última sessão como ministro». Superior Tribunal de Justiça. 18 de dezembro de 2020. Consultado em 4 de janeiro de 2021. O ministro, que completa 75 anos em 30 de dezembro, vai se aposentar neste domingo (20), conforme ato publicado no Diário Oficial da União. 
  16. a b Vaga de Membro do Ministério Público
  17. Vaga de Juiz de Tribunal Regional Federal

Ligações externasEditar