Subsidência (oceanografia)

Subsidência, em oceanografia, oceanologia, climatologia e meteorologia, também chamada de submergência, é o processo de acumulação e afundamento de material de maior densidade sob material de menor densidade, como água fria ou salgada sob água mais quente ou mais fresca ou ar frio sob ar quente. É o membro que afunda de uma célula de convecção. O afloramento ou ressurgência é o processo oposto e, juntas, essas duas forças são responsáveis nos oceanos pela circulação termoalina.[1][2] O afundamento da litosfera fria em zonas de subducção é outro exemplo de subsidência em placas tectônicas (ver subsidência, quanto ao conceito em termos de processos geológicos).

Subsidência oceânicaEditar

Subsidência ocorre em locais anticiclônicos no oceano, onde os anéis quentes estão girando no sentido horário, criando convergência superficial. Quando essas águas superficiais convergem, elas empurram a água superficial para baixo. Outra maneira pela qual a subsidência pode ocorrer é pelo vento que conduz o mar em direção à costa. Regiões que possuem subsidências têm baixa produtividade porque os nutrientes na coluna de água são utilizados, mas não são reabastecidos continuamente pela água fria e rica em nutrientes abaixo da superfície.[3]

VentilaçãoEditar

Subsidência também permite a ventilação oceânica profunda, porque essas águas são capazes de trazer oxigênio dissolvido da superfície para ajudar a facilitar a respiração aeróbica nos organismos em toda a coluna d'água. Sem essa renovação, o oxigênio dissolvido no sedimento e dentro da coluna de água seria rapidamente usado pelos processos biológicos. No caso da decaimento, bactérias anaeróbicas assumem a decomposição, levando a um acúmulo de sulfeto de hidrogênio. Nessas condições tóxicas, existem muito poucos animais bentônicos que sobreviveriam. Nos casos mais extremos, a falta de subsidência pode levar à extinção em massa. Os paleontologistas tem sugerido que, há 250 milhões de anos, a ventilação oceânica profunda diminuiu quase até parar, e o oceano ficou estagnado. Águas ricas em sulfeto e metano com pouco oxigênio encheram o oceano profundo e avançaram para as plataformas continentais, destruindo 95% de todas as espécies marinhas no maior evento de extinção da história da Terra, a extinção do Permiano.[4]

LocalizaçõesEditar

A subsidência ocorre em áreas como o giro subpolar do Atlântico Norte, onde várias correntes de superfície se encontram. Também encontramos afundamentos ao longo da fronteira mais externa do Oceano Antártico, onde a água fria da Antártica afunda abaixo das águas mais quentes do Pacífico Sul e do Atlântico Sul. Também existe uma correnteza de subsidência de algumas costas, onde o vento sopra em uma direção que faz com que o transporte de Ekman mova a água em direção à costa, o que faz com que a água se acumule e seja empurrada para baixo.[5]

Referências

  1. Carvalho Junior, Oldemar de Oliveira; Introdução à oceanografia física – 1. ed. – Rio de Janeiro: Interciência, 2014.
  2. Gilberto Carvalho Pereira; PREVISÃO DA VARIABILIDADE DOS FATORES QUÍMICOS E BIOLÓGICOS EM ÁREA DE RESSURGÊNCIA DE ARRAIAL DO CABO ATRAVÉS DE REDES NEURAIS; TESE SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DA COORDENAÇ O DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO; RIO DE JANEIRO, RJ – BRASIL MARÇO DE 2002.
  3. «Ocean Motion : Definition : Wind Driven Surface Currents - Upwelling and Downwelling». Consultado em 12 de março de 2016 
  4. «NOAA Ocean Explorer: Education - Multimedia Discovery Missions - Lesson 8 - Ocean Currents - Activities: Currents and Marine Life». Consultado em 12 March 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «G115 - Introduction to Oceanography». Consultado em 12 March 2016  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)