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Suleiman Frangieh

Suleiman Kabalan Frangieh, o último nome também escrito como Frangié, Franjieh, or Franjiyeh, (15 de junho de 1910 - 23 de Julho de 1992) (árabe: سليمان فرنجية), foi presidente do Líbano de 1970 a 1976. Seu mandato presidencial viu o início da Guerra Civil Libanesa, que ocorreu entre 1975 a 1990.

Suleiman Frangieh
Suleiman Frangieh
Presidente do Líbano
Período 23 de stembro de 1970 – 22 de setembro de 1976
Antecessor(a) Charles Helou
Sucessor(a) Elias Sarkis
Dados pessoais
Nascimento 15 de junho de 1910
Zgharta, Império Otomano
Morte 23 de julho de 1992 (82 anos)
Beirute, Líbano
Partido Kataeb (até 1978)
Marada (em 1978)
Religião Maronita
Profissão Advogado e Político

Índice

HistóricoEditar

Suleiman Kabalan Bey Frangieh nasceu em Ehden , Líbano em 15 de Junho de 1910. Foi o segundo filho de Kabalan Suleiman Frangieh e Lamia Raffoul de Ebjah. Foi educado no Colégio De La Safle em Trípoli , no Colégio São José em Zgharta e no Colégio Antoura em Kirswan. Casou-se com Iris Handaly (de origem Egípcia) com quem teve 5 filhos(3 meninas e 2 meninos). A família Frangieh tinha uma longa e distinta história a serviço do Líbano e seu povo. O avô de Suleiman , Suleiman Frangieh (1847-1908) foi governador distrital. Seu pai , Kabalan foi eleito para o parlamento em 1929 . O irmão de Suleiman , Hamid também foi eleito para o parlamento de 1934 a 1957 até a enfermidade forçá-lo a abandonar a política. Suleiman foi eleito para o parlamento em 1960. Em 1969 Suleiman saiu em campanha para a presidência pela plataforma de libaneses para a independência e soberania . Ele se opunha à presença de todas as milícias armadas no Líbano e propôs um novo Governo Nacional com o lema "Meu país está sempre certo" . Ele encorajou jovens libaneses a se interessarem pela política. Ele também favoreceu recrutamento com o significado de conseguir um Líbano mais forte. Frangieh era ardente nacionalista e via com desdém pessoas que eram desleais a seu país. Um homem do povo, Suleiman sempre foi atento e simpatizante dos problemas da sociedade , freqüentemente sendo generoso com que necessitava. Em 17 de Agosto de 1970 , Frangieh foi eleito Presidente da república do Líbano. Sua eleição recebeu apoio da maioria da população libanesa que via nele um ícone da força nacionalista.

GovernoEditar

Frangieh era altamente estimado como um homem de resoluções firmes e coragem frente às adversidades. Durante a posse , Frangieh declarou "O Líbano é para todos os libaneses, e deve manter-se unido. Devemos ter laços fortes com todos os países amigos especialmente os estados Árabes numa base de respeito mútuo para a independência e soberania." Seus primeiros anos de trabalho mostraram o fim da corrupção nos departamentos de governo. Desenvolvimentos foram feitos nas áreas de saúde e educação. A economia libanesa mostrou um progresso marcante especialmente nas áreas de finanças e turismo. O Líbano se tornou a capital financeira do Oriente Médio e desfrutou de grande prosperidade. O padrão de vida dos libaneses cresceu dramaticamente. Frangieh desenvolveu a economia promovendo o turismo patrocinado pelos bancos e encorajou as indústrias nacionais. Ele também estabeleceu o "Projeto verde" que previa o plantio de Árvores e a modernização de 151 cidades e vilas. A comunicação nacional e internacional foi desenvolvida e ampliada , e rodovias foram construídas entre as maiores cidades. Em Fevereiro de 1971 , Frangieh introduziu o sistema nacional de saúde que fornecia assistência médica a todos os trabalhadores. Este sistema foi estendido aos estudantes universitários em 1972 . Os hospitais públicos foram melhorados , novos foram construídos e foi criada a primeira escola de enfermagem. Bancos de sangue foram montados e muitos programas de prevenção de doenças foram colocados em prática.

Frangieh estabeleceu mais Universidades e Colégios de ensino superior para adequar a educação ao desenvolvimento da população. Na área da mídia , o Líbano foi o único país do oriente médio a acatar a Declaração internacional da mídia. A grande estação libanesa de notícias começou a funcionar , assim como o serviço de telefonia. Frangieh aumentou a número de policiais e providenciou suporte financeiro para os serviços jurídicos. Ele também formou uma força de elite para controle de emergência nas maiores cidades. O exercito nacional foi reorganizado e seu armamento e técnicas foram desenvolvidos. Durante seus primeiros anos como presidente , Frangieh promoveu a paz , progresso e estabilidade para o povo libanês. Porém esta paz foi desfeita pelo fluxo de palestinos que se refugiaram da Jordânia no Líbano , após a derrota das forças palestinas pelo exercito da Jordânia em 1970 . Nenhum outro país Árabe aceitou os refugiados. O número de palestinos cresceu exponencialmente no Líbano , muitos contrabandistas de armas vieram com eles. Com o tempo , os palestinos começaram a interferir com os interesses internos dos libaneses , e começaram a disparar ataques militares contra Israel a partir do sul do Líbano. Israel disparava rajadas de retaliação contra alvos palestinos no sul do Líbano. Em 1973 , a influência palestina nos interesses libaneses aumentou drasticamente , o que dava a impressão de os palestinos estarem com a intenção de criara um "estado dentro do estado". O exército libanês se posicionou contra os palestinos , num esforço para restringir tais movimentos. Neste momento , a Síria fechou suas fronteiras com o Líbano. Eventualmente , a liga das nações árabes determinava ataques militares. No mesmo ano , durante a guerra Árabe-Israelense , o Líbano posicionou-se ao lado dos países Árabes e forneceu importante ajuda logística para a Síria. Em conseqüência, as relações Sírio Libanesas se fortificaram e a Síria reabriu suas fronteiras ao Líbano. Em 1975 , uma reunião de cúpula foi feita entre o Presidente Frangieh e o Presidente da Síria Hafez El Assad , o primeiro encontro em 18 anos. O Presidente Frangieh trabalhava arduamente para manter a soberania e independência do Líbano. Em 1974 , a liga Árabe escolheu o Presidente Frangieh para falar sobre a causa palestina nas Nações Unidas. No seu texto , o Presidente Frangieh clamou por uma solução pacífica para o problema palestino e por um fim justo e pacífico para os conflitos no Oriente Médio. Em 1975 , o Presidente Frangieh encontrou-se com o secretário de estado Henry Kissinger em Shtoura, Líbano. Após isso Frangieh encontrou-se com Dean Brown . A solução americana para os problemas palestinos foi de rearranjar os libaneses cristãos em países de sua escolha ,e manter os palestinos no Líbano. O Presidente Frangieh rejeitou completamente o plano Americano declarando "Estamos prontos a defender nossa casa até a morte. Nunca deixaremos o Líbano". Em 13 de abril de 1975 , a guerra estourou entre os libaneses e palestinos na área de Ain Al Ramena , em Beirute. O Presidente Frangieh viu a conspiração quebrar a lei e a ordem no Líbano e destruir a soberania e independência do povo libanês. Frangieh resistiu às ameaças e rapidamente combateu bravamente as forças que ameaçavam o Líbano e seu povo. Em 1976 , numa tentativa de acabar com os conflitos , Frangieh anunciou um plano designado a satisfazer a oposição libanesa. Frangieh tentou manter a lei e a ordem mas foi frustrado por forças internas e externas. Essas forças tentavam forçar Frangieh a renunciar antes do fim de seu mandato a fim de criar uma crise constitucional. O palácio de Frangieh foi bombardeado , os conflitos armados aumentaram na tentativa de conseguir a renúncia. Mesmo contra uma esmagadora pressão , o Presidente Frangieh manteve-se no cargo , não por benefício próprio , mas para manter a legitimidade do governo evitando uma crise constitucional.

Pós-GovernoEditar

Em Setembro de 1976 , Frangieh entregou o poder , de acordo com o previsto na constituição libanesa, ao presidente eleito Elias Sarkis. Mesmo assim , continuou a batalhar para restaurar a ordem , unidade e soberania libanesas. Se uniu à Frente Libanesa , uma organização política formada com o propósito de libertar o território ocupado e redistribuir os palestinos nos países Árabes. Em 1977 , surgiram desavenças entre membros da Frente Libanesa devido a diferentes opiniões no que dizia respeito ao futuro do Líbano como um país livre e unido. Em 3 de maio de 1978 , Frangieh fez pública suas discórdias com a Frente Libanesa , acusando os membros de aceitarem documentos parlamentares que não davam garantias aos palestinos. Frangieh declarou que lutaria contra a divisão do Líbano. Encontrou-se com o Ministro Karami , seu principal oponente , o que resultou num acordo estabelecendo que os Cristãos e Muçulmanos do norte do Líbano formariam uma frente unida contra a divisão do Líbano. Em 13 de agosto de 1978 , a milícia Kataeb atacou a cidade de Frangieh , Ehden , no norte do Líbano. Durante o ataque , o filho de Frangieh , Tony , ministro do governo libanês foi morto juntamente com sua esposa Vera , sua filha Jihan e outras 30 pessoas. Este ataque causou uma grande divisão na comunidade Cristã , o que ameaçava a sobrevivência dos cristãos no Líbano. A despeito de suas perdas pessoais, Frangieh recusou aceitar que a situação atingisse o ponto de causar um conflito militar entre os Cristãos. Frangieh nunca vacilou frente aos acontecimentos o que poderia causar divisão do Líbano e a presença dos palestinos no Líbano. Em 24 de Fevereiro de 1981 , Frangieh anunciou uma solução baseada em unidade nacional , desarmamento e dissolução das milícias para permitir ao governo a garantia efetiva da soberania. Em 1982 , Amin Gemayel foi eleito presidente do Líbano e iniciou um pacto com Israel em 17 de maio de 1983 , em que reconhecia Israel como um Estado . Frangieh opôs-se a esse tratado afirmando que isso ia contra a soberania libanesa. Em 31 de Outubro de 1983 , Frangieh esteve na Conferência de Paz em Gênova , junto a outros líderes libaneses , para encontrar uma solução para os conflitos libaneses. Em 29 de Fevereiro de 1984 , Frangieh foi à Segunda conferência em Lausanne (Suíça) onde ele , inabalável, defendeu os poderes constitucionais do presidente e se opôs às interferências estrangeiras nos interesses internos dos libaneses. Em 1986 , Frangieh veementemente se opôs a um acordo , acertado na Síria , entre líderes das 3 maiores milícias libanesas, o Partido Socialista , as Forças Libanesas e Amal. Frangieh descreveu tal acordo como "natimorto" . A importância de Frangieh como diplomata cresceu o fim de seu mandato presidencial. Ele era freqüentemente visitado em seu palácio presidencial em Zgharta e Ehden por diplomatas estrangeiros e dignitários locais , para discutirem assuntos de importância nacional. Ele manteve-se respeitável por poupar os libaneses de intervenções estrangeiras. Em 1988 , Frangieh foi escolhido pela segunda vez para a campanha à presidência do Líbano para restaurar de forma sustentada a paz no Líbano. A eleição foi cancelada e uma chance real de paz e unidade foram, provavelmente , perdidas. Até sua morte em 22 de julho de 1992 , Frangieh manteve-se como uma das mais poderosas e influentes figuras políticas . Suas realizações serão , por muito tempo , lembradas na História do Líbano , e sua influência em eventos libaneses serão lamentavelmente perdidas.

Ligações externasEditar

Precedido por
Charles Helou
Presidente do Líbano
1970–1976
Sucedido por
Elias Sarkis
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