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O Paradigma da Continuidade Paleolítica (PCP) tem origem na Teoria da Continuidade Paleolítica (ou TCP, em Italiano, La teoria della continuità), é uma hipótese que sugere como data de origem das línguas protoindo-europeias (PIE), o Paleolítico Superior ou no Neolítico, vários milénios antes do Calcolítico. O principal defensor é Mario Alinei, que apresentou a teoria no livro Origini delle Lingue d' Europa ( Origens das línguas da Europa ), publicado em dois volumes em 1996 e 2000.[1]

Tópicos indo-europeus

Línguas indo-europeias
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Protoindo-europeus
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Estudos indo-europeus

O PCP postula que o advento das línguas indo-europeias estão relacionadas com a hipotética emigração, durante o paleolítico, do Homo Sapiens a partir de Africa para a Europa e Ásia.[2] Em termos de períodos cronologicos, Alinei admite uma cronologia mais antiga do que a hipótese Anatolia de Colin Renfrew (4º milénio a.C.).[3]

Desde 2004, um grupo informal de estudiosos defende o Paradigma da Continuidade Paleolítica on-line.[4] Além do linguista Alinei, os principais membros ( referido como "Comitê Científico " no site ) são os linguistas Xaviero Ballester (Universidade de Valência) e Francesco Benozzo (Universidade de Bolonha). Também estão incluídos arqueólogos, o belga Marcel Otte ( Université de Liège) um dos maiores especialistas do Paleolítico Médio e Superior, o americano Homer L. Thomas (Thomas 1991), e o alemão Alexander Häusler, especialista na pré-história da europa central e o antropólogo Henry Harpending (University of Utah).[2]

O Paradigma da Continuidade Paleolítica é um ponto de vista minoritário, uma vez que goza de pouco apoio acadêmico, resumindo, uma discussão séria limitada a um pequeno círculo de estudiosos. Não está listado por Mallory, entre as propostas para as origens das línguas indo-européias que são amplamente discutidas e consideradas credíveis no meio academico.[5]

Referências

  1. La teoria della continuità (1996), Bologna : Mulino ISBN 88-15-05513-4, 779 pages [1]; Continuità dal Mesolitico all'età del Ferro nelle principali aree etnolinguistiche (2000) Bologna : Mulino, ISBN 88-15-07386-8, 1113 pages [2].
  2. a b Alinei, Mario. The Paleolithic Continuity Theory on Indo-European Origins: An Introduction
  3. «[Aline]i, Mario. The Paleolithic Continuity Theory on Indo-European Origins: An Introduction»  "The sharp, and now at last admitted even by traditionalists (Villar 1991) [Villar, Francisco (1991), Los indoeuropeos y los orígines de Europa. Lenguaje y historia, Madrid, Gredos] differentiation of farming terminology in the different IE languages, while absolutely unexplainable in the context of Renfrew’s NDT, provides yet another fundamental proof that the differentiation of IE languages goes back to remote prehistory."
  4. http://www.continuitas.org/workgroup.html
  5. Mallory, James P. (1997). «The homelands of the Indo-Europeans». In: Blench, Roger; Spriggs, Matthew. Archaeology and Language. I: Theoretical and Methodological Orientations. London: Routledge. p. 106 

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Em português
Em inglês