Terrorismo na Índia

O terrorismo na Índia, segundo o Ministério do Interior, representa uma ameaça significativa para o povo indiano. O terrorismo encontrado naquele país pode ser o de natureza etno-nacionalista, religiosa, de esquerda, além do narcoterrorismo.[1][2][3]

Uma definição comum de terrorismo é o uso sistemático ou ameaçado de violência para intimidar uma população ou governo com objetivos políticos, religiosos ou ideológicos.[4][5]

As regiões com atividades terroristas de longo prazo foram Jammu e Caxemira, centro-leste e centro-sul da Índia (Naxalita) e os Sete Estados Irmãos. Em agosto de 2008, o conselheiro de segurança nacional M. Narayanan disse que existem cerca de 800 células terroristas operando no país.[6] Em 2013, 205 dos 608 distritos do país foram afetados por atividades terroristas.[7] Os ataques terroristas causaram 231 mortes de civis em 2012 na Índia, em comparação com 11.098 mortes causadas pelo terror em todo o mundo, de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos; ou cerca de 2% das mortes por terrorismo global, enquanto representa 17,5% da população global.[8]

Os relatórios da mídia alegaram e implicaram que o terrorismo na Índia fosse patrocinado pelo Paquistão, que sempre negou as alegações indianas e combateu as iniciativas da Índia para financiamento do terrorismo contra o Paquistão.[9] Em julho de 2016, o Governo da Índia divulgou dados sobre uma série de ataques terroristas na Índia, desde 2005, que causaram a morte de 707 pessoas e deixaram mais de 3.200 feridos.[10]

Em meados de setembro de 2018, a polícia da Índia anunciou que prendeu um terrorista do grupo Hizbul Mujahideen na cidade de Kanpur, que queria atacar Ganesh Chaturthi.[11]

Grupos terroristas da ÍndiaEditar

O SATP (Portal de Terrorismo do Sul da Ásia) listou 180 grupos terroristas que operam na Índia nos últimos 20 anos, muitos deles co-listados como redes transnacionais de terrorismo operando nos países vizinhos do Sul da Ásia, como Bangladesh, Nepal e Paquistão.[12] Destes, 38 estão na lista atual de organizações terroristas banidas pela Índia na sua primeira aplicação da Lei da UA (P), de 1967.[13] A partir de 2012, muitos deles também foram listados e banidos pelos Estados Unidos e pela União Europeia.[14]

NotasEditar

Referências

  1. Hoffman B. (2006), Inside terrorism, Columbia University Press, ISBN 978-0231126984
  2. «Left Wing Extremist (LWE) Data». www.satp.org. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  3. Sharma (2013), Growing overlap between terrorism and organized crime in India: A case study, Security Journal, 26(1), 60-79
  4. «terrorism --  Britannica Online Encyclopedia». web.archive.org. 17 de dezembro de 2007. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  5. «terrorism. The American Heritage® Dictionary of the English Language: Fourth Edition. 2000.». web.archive.org. 20 de junho de 2006. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  6. Aug 12, TNN | Updated:; 2008; Ist, 15:16. «'800 terror cells active in country' | India News - Times of India». The Times of India (em inglês). Consultado em 2 de novembro de 2019 
  7. «India Assessment 2016». www.satp.org. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  8. https://2009-2017.state.gov/documents/organization/210288.pdf
  9. «Pakistan Army accuses India of 'state-sponsored terrorism'». www.aljazeera.com. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  10. Jul 16, Dhananjay Mahapatra | TNN | Updated:; 2016; Ist, 8:34. «Since 2005, terror has claimed lives of 707 Indians | India News - Times of India». The Times of India (em inglês). Consultado em 2 de novembro de 2019 
  11. «UP Anti-Terrorism Squad arrests Hizbul terrorist in Kanpur for planning attack on Ganesh Chaturthi». Firstpost. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  12. «India - Terrorist Groups». www.satp.org. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  13. «NIA :: Banned Terrorist Organisations». web.archive.org. 10 de janeiro de 2016. Consultado em 2 de novembro de 2019 
  14. «Chapter 6. Foreign Terrorist Organizations». U.S. Department of State. Consultado em 2 de novembro de 2019