A elaboração de um texto de rádio leva em consideração as particularidades deste meio de comunicação. A edição no radiojornalismo, por contar apenas com o som, sem nenhum apelo imagético ou infográfico, demanda muito cuidado na disposição das informações e linguagem utilizada. Segundo Martin Barbero, o rádio é a mídia que oferece maior possibilidade de acesso no tempo e no espaço.

Características editar

A linguagem do rádio deve ser nítida, simples, repetitiva (mas rica em variações), forte, concisa, correta, invocativa e agradável aos ouvidos.[1]

As principais características do rádio, são a instantaneidade e a agilidade que o veículo proporciona, além de seu potencial de comunicação.[2]

Enquanto que ao jornal cabe as informações mais aprofundadas, gráficos e explicações, ao rádio cabe comunicar em tempo real, o que exige dos editores rapidez e grande capacidade de sintetizar os fatos. Maria Elisa Porchat define como tarefa dos editores a seleção e ordenação do material informativo a ser transmitido pelos noticiários. Entrevistas muito longas, entrevistados que falam rápido demais, devagar demais ou que desviam do assunto em pauta, devem ser orientados pelo repórter. Cabe à edição julgar os trechos mais importantes de uma entrevista, mas cabe ao repórter ter rapidez mental e improvisação para tornar a entrevista dinâmica.

Referências

  1. «UFRN - Toque de Rádio» 
  2. SCHUSTER, Aline Josiane; PEDRAZZI, Fernanda Kieling e (maio 2008). «Mulheres no rádio: uma investigação sobre a presença feminina nos microfones das rádios de Frederico Westphalen» (PDF). Universidade Federal de Santa Maria. 11 páginas. Consultado em 11 de janeiro de 2009 

Bibliografia editar

  • FERRARETTO, Luiz Artur. & KOPPLIN, Elisa. Técnica de Redação Radiofônica. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 1992.

Ver também editar