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Jornalismo é a coleta, investigação e análise de informações para a produção e distribuição de relatórios sobre a interação de eventos, fatos, ideias e pessoas que são notícia e que afetam a sociedade em algum grau. A palavra se aplica à ocupação (profissional ou não), aos métodos de coleta de dados e à organização de estilos literários. A mídia jornalística inclui: impressão, televisão, rádio, Internet e, no passado, noticiários.

Os conceitos do papel apropriado do jornalismo variam de país para país. Em algumas nações, os meios de comunicação de notícias são controlados pelo governo e não são um corpo completamente independente.[1] Em outros, os meios de comunicação são independentes do governo, mas a motivação pelo lucro entra em tensão com as proteções constitucionais da liberdade de imprensa. O acesso à informação livre recolhida por empresas jornalísticas independentes e concorrentes, com normas editoriais transparentes, pode permitir aos cidadãos participarem efetivamente do processo político. Nos Estados Unidos, o jornalismo é protegido pela cláusula de liberdade de imprensa na Primeira Emenda.

O papel e o estatuto do jornalismo, juntamente com o dos meios de comunicação de massa, tem sofrido mudanças ao longo das duas últimas décadas com o advento da tecnologia digital e a publicação de notícias na Internet.[2] Isto criou uma mudança no consumo de canais de mídia impressa, à medida que as pessoas consomem cada vez mais notícias através de jornalismo eletrônico, smartphones, computadores, tablets e outros dispositivos, desafiando as organizações de notícias a rentabilizarem totalmente suas versões digitais, bem como a improvisar o contexto no qual elas publicarão notícias na imprensa. Notavelmente, no cenário da mídia estadunidense as redações têm reduzido sua equipe e cobertura em canais de mídia tradicionais, como a televisão, para lidar com a diminuição do público nesses formatos.[3]

Esta compacidade na cobertura tem sido associada ao atrito geral do público, uma vez que grande maioria dos entrevistados em estudos recentes mostram mudanças nas preferências no consumo de notícias.[4] A era digital também deu início a um novo tipo de jornalismo no qual os cidadãos comuns desempenham um papel maior no processo de produção de notícias, sendo possível o surgimento do jornalismo cidadão através da Internet. Através do uso de smartphones equipados com câmeras de vídeo, os cidadãos podem gravar imagens de eventos de notícias e enviá-los para canais como o YouTube, que é frequentemente usado por meios de comunicação. Ademais, o acesso fácil às notícias de uma variedade de fontes, como blogs e outras mídias sociais, resultou em leitores que podem escolher entre fontes oficiais e não oficiais, em vez de apenas depender das organizações tradicionais.

HistóriaEditar

Primeiro jornal publicado no Brasil

O mais antigo jornal de que se tem notícia foi o Acta Diurna, que surgiu por volta de 69 a.C., a partir do desejo de Júlio Cesar de informar a população sobre fatos sociais e políticos ocorridos no império, como campanhas militares, julgamentos e execuções.[5] As notícias eram colocadas em grandes placas brancas expostas em local de grande acesso ao público. Na China, jornais escritos a mão surgiram no século VIII.[5]

A partir da invenção de Johannes Gutenberg, em 1447, surgiram os jornais modernos, que tiveram grande circulação entre comerciantes, para a divulgação de notícias mercantis. Havia ainda jornais sensacionalistas escritos a mão, como o que noticiou as atrocidades ocorridas na Transilvânia, feitas por Vlad Tsepes Drakul, mais conhecido como Conde Drácula.[5] Em Veneza, o governo lançou o Notizie scritte, em 1556, ao custo de uma pequena moeda que ficou conhecida como "gazetta".[5]

Capa do primeiro exemplar do Jornal Correio Paulistano, primeiro jornal diário de São Paulo, 1854. Arquivo Nacional

A publicação periódica iniciou-se na Europa Ocidental a partir do século XVII, como o ''Avisa Relation oder Zeitung'', surgido na Alemanha em 1609. O London Gazette, lançado em 1665, ainda mantém-se até a atualidade, agora como publicação oficial do Judiciário.[5] Esses jornais davam pouca atenção a assuntos nacionais, preferindo focar-se em fatos negativos ocorridos em outros países, como derrotas militares e escândalos envolvendo governantes.[5] Os assuntos locais passaram a ser mais abordados na primeira metade do século XVII, mas a censura era uma prática comum, não sendo possível noticiar algo que pudesse provocar insatisfação popular contra o governo. A primeira lei protegendo a liberdade de imprensa foi aprovada na Suécia em 1766.[5]

Com a invenção do telégrafo, em 1844, as notícias passaram a circular muito mais rapidamente, gerando uma grande mudança no jornalismo.[5] Em meados do século XIX, os jornais já eram o principal veículo de transmissão das informações, passando a surgir grandes grupos editoriais, que tinham grande capacidade de influência.

Nos anos 1920, o surgimento do rádio novamente transformou o jornalismo, o que voltou a acontecer a partir dos anos 1940 com o surgimento da televisão. Na decada de 1950 surge no Rio de Janeiro uma nova forma de Jornalismo impresso, no jornal Diario Carioca, Danton Jobim, que foi o fundador da primeira faculdade publica de jornalismo no Brasil,[6] introduziu o Lead, a Pirâmide invertida e elaborou de um Manual de redação, modernizando o jornalismo brasileiro.[7]

A partir do fim dos anos 1990, a internet trouxe volume e atualização de informações sem precedentes.[5]


O InícioEditar

O jornalismo exerceu uma grande influencia no modo de pensar e agir das civilizações antigas, onde a escrita se fez presente em algumas civilizações:

A civilização que mais se aproxima do jornalismo é a dos sumérios, pois a escrita era muito presente nesta civilização, embora a profissão jornalismo não existisse na civilização os povos tinham o habito de fazer registros dos acontecimentos e uma das funções do jornalista é também registrar acontecimentos. Os sumérios foram os inventores da escrita, eles escreviam em taboas feitas de argila, usando um estilete feito de cana que deixava sinais em forma de cunha e utilizavam argila para escrever por isso a escrita ficou conhecida como escrita cuneiforme. Eles colocavam as tabuletas cuneiformes em um forno, quando queriam que seus registros fossem permanentes.

Na era primitiva não existia jornais, nem a profissão de jornalista, mas nenhuma sociedade conseguiria viver sem informação, então provavelmente, um dos primeiros instrumentos de registros teriam sido pedras de vários tamanhos, placas de argila etc...

Não se sabe a origem exata do jornalismo e qual foi o primeiro jornal do mundo, mas os historiadores atribuem ao Imperador Romano Júlio César esta invenção, através das Actas diurnas como diz Luciano Biagio Toriello:

“Utilizando-se dessa estrutura de distribuição de mensagens, Julio Cesar determinou a circulação das Actas Diurnas (Actae Diurnae), provavelmente surgidas no séc. II a.C., possivelmente em 131 a.C., como um importante instrumento para manter a presença do estado romano no território, servindo como um diário oficial para divulgar os atos governamentais, decisões do senado e feitos do imperador. Constituíram-se no primeiro exemplo de jornalismo na história da humanidade, escritas por magistrados, escravos e funcionários públicos, os diurnarii ou actuarii, que podem ser considerados os primeiros jornalistas, responsáveis pela tarefa de recolher as informações, redigir os textos e afixar as Actas,mesmo que possivelmente fossem obrigados a registrar o que lhes era ditado pelo Senado. É provável a existência de oficinas editoras de Actas, como uma empresa jornalística, que para alcançar um público maior e vender seu produto, acrescentavam além da cópia do texto oficial, informações de produção própria, como notícias cotidianas e fofocas sociais.” (Luciano Biagio Toriello , 2011)

As Actas diurnas, criadas na Roma Antiga eram registradas à mão em bases de madeira e eram expostas na praça central dos povoados, assim todos os cidadãos poderiam ler e comentá-las em uma atividade pública.

Na Grécia, o espaço de Ágora acolhe a troca de mercadorias e idéias, possibilitando a formação de um intenso espaço mediador cultural. E nesse espaço publico a cidadania era exercitada entre os participantes através da comunicação tendo os pressupostos de liberdade e igualdade presentes nessa cultura, permitindo a fundação de um modelo de ação política que se baseava no uso da palavra “O espaço público (grego) é um espaço de comunicação, de construção do discurso”, diz FINLEY (1989, p. 06).

O diálogo entre as diferentes posições dos participantes, era um diálogo social e amplo que tinha interesse e pensamentos ideológicos afinados. Valorizando a existência entre o espaço mediador e a comunicação, permitindo a expressão do pensamento através da fala humana em um espaço comum, denominado pelos gregos de polis, concluindo que o homem grego é a sua própria fala e capacidade de oratória.

A comunicação entre as pessoas sempre se dava em espaços físicos públicos e coletivos que permitia uma intensa comunicação verbal e vida comunitária, esse espaço publico era uma cidade como, por exemplo, a cidade de Atenas, como diz Cortez Rodrigues Glauco:

“Era uma sociedade mediterrânea onde as pessoas se juntavam fora de casa, nos dias de mercado, nos inúmeros momentos festivos e, em qualquer altura, no porto e na praça da cidade. Os cidadãos pertenciam a vários grupos formais e informais... Todos esses grupos forneciam ensejo para se saberem novidades e para bisbilhotices, para discussões e debates, para a contínua educação política... Tal fenômeno não era exclusivamente urbano. Os camponeses atenienses não viviam em quintas isoladas, mais sim em lugares e aldeias, com as suas praças, centro de culto próprio e assembleias ocasionais, com a vida política peculiar constitucionalmente ligada à cidade-estado”. (Cortez Rodrigues Glauco, 2007)

O movimento de comunicação começa na Grécia, porém Roma sucedeu no cultivo das artes, da filosofia, da retórica e da política, sendo governada por um sistema democrático por um período, onde era permitido que as pessoas se expressassem e uma das formas de comunicação era fixar escritas em paredes ou tabuinhas com mensagens que simultaneamente se podem considerar “jornalísticas” e “publicitárias. Pode dizer-se que é graças aos gregos e, posteriormente, aos romanos, que temos hoje em dia a Civilização Ocidental (somos filhos de Atenas e de Roma!).


Jornalismo na Idade média:Editar

Na Idade Média, não se encontrava a profissão de jornalismo, porém existiam pessoas que usavam os métodos existentes da época para manter as pessoas informadas sobre o que estava acontecendo, como por exemplo, os arautos e os correios.

O arauto era o mensageiro oficial da idade média, ele fazia as proclamações solenes, verificava títulos de nobreza, transmitia mensagens, anunciava a guerra e proclamava a paz, quando aparecia publicamente era motivo de atenção e respeito. Para anunciar algo ao público, subia em uma plataforma em meio à praça pública, e anunciava a notícia aos gritos e geralmente com roupas diferentes para chamar mais atenção das pessoas. Os correios foram o primeiro serviço postal internacional da idade média, eram basicamente carteiros que entregavam as cartas a cavalo, e quando chegavam ao destino, tocavam uma corneta para anunciar sua chegada, assim levavam informações para as pessoas.

Existiam várias outras formas de comunicação na época, porém as mais parecidas com a profissão de jornalista foram essas, que possuíam praticamente o mesmo “objetivo” e a mesma intenção da profissão escolhida.

O período mercantilista dependia da melhoria de vários tipos de veículos de comunicação como, por exemplo, técnicas para coordenar fabricação, transporte, produção de matérias-primas, transações financeiras e a exploração de mercados.

No período mercantil teve o surgimento da imprensa por Gutenberg que ocorreu no século XV e foi uma das maiores revoluções da modernidade, pois era muito facilitado pelo barateamento, facilidade de multiplicação e também de circulação informacional. Após a invenção da imprensa, imprimir e compor livros deixaram de ser práticas manuais e artesanais e tornaram-se uma produção em série mecanizada.

O jornalismo do período mercantilista não possuía semelhanças a esse produto da indústria cultural, porém foi na época mercantil que as notícias impressas passaram a serem vendidas e assim começaram a circular com grande frequência, pois os impressos eram transmitidos para toda a sociedade. Na Holanda teve o surgimento dos corantos, que eram jornais com as principais notícias, fatos econômicos e políticos do estrangeiro, os corantos espalharam- se por toda a Europa no início do século XVII.

Os acessos a esses primeiros dispositivos pré-jornalísticos surgiram a partir do século XVI e eram essenciais pois as pessoas dependiam da leitura deles para se informar sobre dados políticos e econômicos mais atualizados. Eram essas informações que os orientavam em decisões, como diz Edward Palmer Thompson:

[...] Os indivíduos que liam estes jornais, ou escutavam sua leitura por outros, ficavam conhecendo fatos acontecidos em lugares os mais distantes da Europa – fatos que eles nunca poderiam testemunhar diretamente, em lugares que eles certamente nunca iriam visitar. Por isso a circulação destas formas primitivas de jornal ajudou a criar a percepção de um mundo de acontecimentos muito distantes do ambiente imediato dos indivíduos, mas que tinha alguma relevância potencial para suas vidas. (THOMPSON, 1999, p. 65)

O jornalismo nasceu juntamente com a editoria internacional, com foco em coleta de informações e difusão de notícias de terras distantes.

No Brasil ele se inicia de maneira tímida no século XIX, começando com o  “O Correio Braziliense”, jornal sobre o Brasil editado em Londres durante o período colonial. No Império, diversos jornais começam a aparecer, porém só após anos  alguns impressos se solidificaram no país.

Em 1 de julho de 1808, surge em Londres, o jornal “Correio Braziliense”, criado por Hipólito José da Costa Pereira Mendonça Furtado, muitos falam que pode ter sido o primeiro jornal brasileiro, ele não possuía caráter noticioso, mas mostrava uma visão crítica dos fatos políticos, econômicos e sociais que envolviam o Brasil na época,.

Em 10 de setembro de 1808, começa a circular a “Gazeta do Rio de Janeiro”, onde informava sobre a administração e movimentação do reino. Com a Revolução do Porto, em 1820, o jornal “Correio Braziliense”, passou a circular livremente pelo Brasil e também por Portugal.

As publicações dos jornais na época, não haviam regularidade  e o sistema de assinaturas fortalecia certas publicações. O equipamento para impressão gráfica era caro, por isso haviam diversos jornais escritos à mão. Em 1853, nasce o primeiro jornal diário brasileiro, em São Paulo, chamado de “O Constitucional”

Na década de 1830, em são Paulo foram feitas muitas publicações  por acadêmicos e estudantes,  como por exemplo “O Guaianá” e “A Academia” que foram criados como campanha pela luta da abolição da escravatura no ano de 1856.

Dois jornais têm grande importância durante o período colonial: “A Malagueta”, de Luís Augusto May, e “A Aurora Fluminense”, de Evaristo da Veiga, este defendia  a liberdade e os interesses nacionais, com foco político e literário, diferenciando-se dos outros jornais por não adotar uma linguagem bacharelesca e elitizada, além de não cultivar a mentira nem o servilismo da imprensa oficial.

O jornalismo no Brasil começa a partir do Império, porém no período Colonial surgem publicações que ficaram marcadas na história. A política e o jornalismo sempre andaram juntas, pois o jornal surge também como uma forma de manifestação política, principalmente daqueles que se indignavam com o poder público,

O espírito do jornalismo fez crescer no país uma atmosfera de inquietude e também de indignação.  As pequenas publicações foram fundamentais para que jornais pudessem se consolidar no país. O jornalismo procurava a desalienação do povo, e o mais importante algumas publicações não se preocupavam somente com o lucro, e sim com o fato.

A evolução jornalistica:Editar

O mundo no século XVII e XIX passa por diversas transformações e a principal causa foi a revolução industrial que trouxe uma grande evolução tecnológica onde as fábricas passaram da simples produção manufaturada para a complexa substituição do trabalho manual por máquinas, ela interviu e mudou diversos trabalhos e com o jornalismo não foi diferente, a partir da revolução industrial o jornalismo teve um enorme avanço, pois teve  desenvolvimento do primeiro “mass media”, a imprensa, que permitiu também a criação de novos empregos.

A Primeira Revolução Industrial é marcada no jornalismo, pela substituição da produção artesanal de jornais pelas linhas de produção, onde envolve maquinas e profissionais especializados. A motorização a vapor e o telégrafo ajudam a aumentar a velocidade na produção, assim aumentando a escala, pois com eles é possível produzir mais com cada vez menos tempo e menos recursos de matéria-prima e de mão de obra, nesse período o jornalismo e a produção em massa, se materializaram a partir do desenvolvimento das primeiras máquinas a vapor e da expansão das ferrovias.

Na Segunda Revolução Industrial, a eletricidade e os dispositivos elétricos incrementam as mudanças nas práticas da produção jornalística, diferenciando-se do período anterior, marcado pelas publicações impressas, pelos trens e navios a vapor. Somente a partir do século XIX, que a Segunda Revolução Industrial se desenvolve até a época da Segunda Guerra Mundial, ou seja, trata-se de quase um século entre duas etapas na evolução do jornalismo, da época comandada pelos jornais impressos, para a Era dos meios de comunicação eletrônicos, com a disseminação de conteúdo informativo por áudio e imagem. .

No século XIX foi quando surgiram os primeiros jornais impressos, onde foi aberto um espaço para reflexões sobre o novo comportamento da sociedade , o período não foi apenas o século da Revolução Industrial mas foi também o século da Revolução Tecnológica pois as informações vinda por meio dos jornais, por mais que fizessem parte apenas da elite, tornou muito mais fácil e rápida a comunicação. Foi durante o século XIX também que se verificou o desenvolvimento do primeiro mass media, a imprensa. A vertiginosa expansão dos jornais no século XIX permitiu a criação de novos empregos neles; um número crescente de pessoas dedica-se integralmente a uma atividade que, durante as décadas do século XIX, ganhou um novo objetivo, fornecer informação e não propaganda

Nesse sentido, Pereira (2004) explica que no último quarto do século XIX, a imprensa já se estabelece como pleno negócio. A produção jornalística necessita buscar uma forma de se auto sustentar e aumentar a margem de lucro. A solução encontrada foi associar a publicidade ao produto informativo, ocasionando um suporte misto, pelo qual a produção e a circulação de notícias são financiadas em grande parte pelos anunciantes.

Já Marcondes Filho (2001) cita algumas características de dois períodos intitulados por ele como, primeiro jornalismo e segundo jornalismo. O primeiro jornalismo, na concepção do autor, corresponde do ano de 1789 a 1830, e se caracteriza pelo conteúdo literário e político, com texto crítico, economia deficitária, e quem o comandava era escritores, políticos e intelectuais. O segundo jornalismo, datado de 1830 até 1900, era chamado de imprensa de massa, marcando o início da profissionalização dos jornalistas, a criação de reportagens e manchetes, e, também, o uso da publicidade e a consolidação da economia de empresa, transformando essas empresas em grandes metrópoles, destacando a relação do jornalismo com a eletricidade, , já que, a cada onda na evolução tecnológica, novos dispositivos elétricos são criados e lançados no mercado. Ao mesmo tempo verifica-se o aperfeiçoamento dos transportes terrestres, aquáticos e aéreos, o que promove mudanças cada vez mais rápidas.

O fato do homem ser um ser social fez com que houvesse a necessidade de comunicação presente desde o princípio da humanidade marcada por evoluções, assim como os costumes e hábitos do ser humano, estão sempre em transformação, acompanhando a evolução da tecnologia. Nos primórdios, a comunicação era feita através de gestos e grunhidos, mas com a fala “cara a cara” foi que deu início a comunicação como conhecemos hoje.

Antes, os leitores de um jornal escreviam cartas publicadas, geralmente, nas primeiras folhas do periódico. Atualmente, usuários das redes produzem conteúdo audiovisual e o divulgam sem o intermédio de um editor. As agências se apropriam da tecnologia para agregar competitividade e vantagens no mercado, procurando ajustar-se às demandas para cobrir, de forma mais adequada, as necessidades dos clientes e dos públicos desses clientes.

GênerosEditar

 
Fotojornalistas fotografando o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em novembro de 2013.
 
Fotojornalistas e radiojornalistas entrevistando o funcionário do governo após um colapso do edifício em Dar es Salaam, Tanzânia, em março de 2013.
 
Redação do The New York Times

Existem várias formas diferentes de jornalismo, todas com audiências diversas. O jornalismo é dito para servir o papel de um "quarto poder", agindo como um cão de guarda do funcionamento do governo. Uma única publicação (como um jornal) contém muitas formas de jornalismo, cada uma das quais pode ser apresentada em diferentes formatos. Cada seção de um jornal, revista ou site pode atender a diferentes públicos.[8][9]

Alguns gêneros jornalísticos incluem:

  • Advocacia jornalística - escrever para defender pontos de vista particulares ou influenciar as opiniões do público.
  • Jornalismo de radiodifusão - jornalismo escrito ou falado para rádio ou televisão.
  • Jornalismo cidadão - jornalismo participativo.
  • Jornalismo de dados - a prática de encontrar histórias em números e usar números para contar histórias.
  • Jornalismo drone - uso de drones para capturar imagens jornalísticas.[10]
  • Jornalismo gonzo - defendido pela primeira vez por Hunter S. Thompson, é um "estilo altamente pessoal de relatar".[11]
  • Jornalismo interativo: um tipo de jornalismo on-line que é apresentado na web
  • Jornalismo investigativo: relatórios aprofundados que revelam problemas sociais, muitas vezes leva a grandes problemas sociais a serem resolvidos.
  • Fotojornalismo: a prática de contar histórias verdadeiras através de imagens.
  • Jornalismo sensorial: o uso de sensores para apoiar a investigação jornalística.
  • Jornalismo tabloide - escrita que é alegre e divertida, mas menos legítima do que o jornalismo convencional.
  • Jornalismo marrom (ou sensacionalismo) - escrita que enfatiza alegações ou rumores exagerados.
  • Jornalismo de precisão: conjunto de métodos científicos com base na investigação social e psicossocial à prática de conteúdo do jornalismo.[12] Trabalha com o valor fundamental da exatidão e de "relatar exatamente o que aconteceu" em uma perspectiva precisa.[12]

A recente ascensão das mídias sociais resultou em argumentos para reconsiderar o jornalismo como um processo, em vez de atribuí-lo a determinados produtos de notícias. Nesta perspectiva, o jornalismo é participativo, um processo distribuído entre múltiplos autores e envolvendo jornalistas e o público socialmente mediador.[13]

Campo acadêmicoEditar

Os estudos do jornalismo vêm se desenvolvendo desde antes da criação dos cursos de Mestrado e de Doutorado nos Estados Unidos do século XX. Os Estados Unidos contam com uma forte tradição na pesquisa acadêmica no campo do Jornalismo, sendo as primeiras investigações sobre o assunto em solo americano foram iniciadas ainda na década de 60.[14] A configuração do campo de estudos tem relação com questões como o papel do jornalismo na sociedade, a constituição das notícias e a figura do jornalista. Assim, as pesquisas do campo estão, em sua maioria, relacionadas com a prática da profissão, o que envolve também descrições das rotinas de produção do Jornalismo.[15]

Apesar do desenvolvimento de diversos estudos relativos à área, que permitiram a elaboração de explicações e teorias, o estabelecimento do campo epistemológico do jornalismo enfrenta dificuldades devido à forma como as pesquisas são feitas. Não há distinção entre campo jornalístico e campo profissional, o que impede que se alcance efetivamente uma análise e crítica dos fenômenos em estudo. Para isso, faz-se necessária também uma separação entre o jornalista profissional e o pesquisador jornalista, o que inclui as práticas textuais da profissão (como imparcialidade).[16]

Além disso, o objeto de estudo do Jornalismo é fragmentado, visto que não há distinção de categorias de temas ou estabelecimento de metodologias próprias, o que dificulta a compreensão dos problemas de pesquisa típicos do campo.[16]

No Brasil destaca-se a atuação de Danton Jobim que em 1948, participa como docente fundador do Curso de Jornalismo da Universidade do Brasil, hoje UFRJ. a primeira faculdade publica de Jornalismo no Brasil.[7]

Caráter ativoEditar

 Ver artigos principais: Jornalismo cidadão e Jornalismo cívico

O "caráter ativo" do jornalismo refere-se à tendência da mídia de intervir na vida política, de se envolver partidariamente, ou de tentar influenciar os acontecimentos políticos.[17] Ele age forma flexível e instável e não necessariamente ligada a uma corrente de valores políticos ideológicos.[18]

A relação entre mídia e política tem sido alvo de longa discussão no meio acadêmico. Uma das variáveis mais utilizadas para comparar a intervenção política do jornalismo é o chamado paralelismo político. O termo surgiu em 1974, no livro "The Political Impact of Mass Media", de Colin Seymour-Ure, mas ganhou popularidade em 2004, quando Hallin e Mancini, produziram uma pesquisa empírica comparativa em 18 países da América do Norte e da Europa Ocidental. Na definição clássica, paralelismo político envolve a percepção do grau de “convergência de objetivos, meios e enfoques entre veículos da mídia e partidos políticos”.[19]

Contudo, o pesquisador brasileiro Afonso de Albuquerque, em contribuição para o livro Comparing Media Systems Beyond the Western World, avalia que essa variável apresenta severas limitações para comparações fidedignas à complexidade e à diversidade dos sistemas mediáticos. Na sua visão, o termo se aplica a contextos onde existem relações estáveis entre veículos de comunicação e elites políticas. Essa variável seria, portanto, débil para identificar e analisar o caráter ativo que a imprensa pode assumir de modo flexível e instável.[19]

 A noção de “caráter ativo” das práticas jornalísticas tem sido conceituada de diversas formas, não havendo consenso sobre sua descrição. Ela não necessariamente liga a imprensa a uma ideologia política de esquerda ou direita, mas a flexibiliza e a torna participante do debate, ou seja, ela não toma partidos, mas discute as ações realizadas pelos agentes políticos.[18]

A prática jornalística brasileira foi utilizada como exemplo para a análise de Albuquerque, pois ela interviria na política em relação ao jogo político, em nome do próprio interesse público. Desta forma, o sistema midiático assumiria o papel de árbitro nas disputas políticas setoriais vinculadas a ideologias partidárias ou instituições do poder político, encontrando na concepção de “poder moderador” ou “quarto poder” uma linha de continuidade histórica para intervenção nesse meio. Ele define o caráter ativo nos seguintes termos:

  1. tomada de posições políticas;
  2. foco da atenção mais direcionada ao presidente do que à política partidária;
  3. fornecimento de interpretação e informação.[18]

Alguns autores, porém, oferecem uma definição alternativa à de Albuquerque. Donsbach e Patterson afirmam que existem múltiplas dimensões de intervenção do jornalismo, que são sobrepostas na proposição de Albuquerque. Nesse sentido, eles sustentam que a noção de um "jornalismo ativo" deve ser mantida separada da compreensão de um "jornalismo advocatício", por serem dimensões diferenciadas e independentes da intervenção política realizada pelas práticas jornalísticas.[18]

Jornalismo Ativo e Jornalismo AdvocatícioEditar

O jornalismo ativo, na definição de Donsbach e Patterson, seria “aquele que atuaria mais plenamente como um participante do debate, enquadrando, interpretando ou investigando os assuntos políticos”.[18] É ele que revela informações, que de outro modo, não viriam à esfera pública. Trazendo publicidade para questões políticas por meio de informações de bastidores ou denúncia de escândalos. Esse caráter investigativo não pode, entretanto, ser diretamente vinculado à tomada de posicionamento político.

Já o jornalismo advocatício (ou militante) é “aquele que atua com base em posicionamentos políticos na forma correspondente a de um ator político”,[20] emitindo opinião ou juízo de valor, de forma “consistente, substancial e agressiva”.[17]

FundamentosEditar

 Ver artigo principal: Ética jornalística
 
Fotojornalistas e repórteres esperam atrás de uma linha de polícia em Nova Iorque, em maio de 1994
 
Fotojornalista foge de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia Militar de São Paulo durante os protestos em São Paulo em 7 de junho de 2013.

O jornalismo possui alguns conceitos fundamentais que devem ser seguidos para resultar num pleno desempenho da atividade. O jornalista atua como mediador entre a sociedade e os acontecimentos interessantes e relevantes para o conhecimento do público. Desde a sua fundação, alguns conceitos foram se institucionalizando com o decorrer dos anos. Traquina[21] cita a "existência de uma constelação de valores e um conjunto de normas profissionais" e exemplifica que ser jornalista é acreditar nesses valores.

LiberdadeEditar

Deste modo, a liberdade mantém uma ligação com o jornalismo e a democracia, onde a liberdade está no centro do desenvolvimento do jornalismo. Traquina cita Tocqueville ao considerar a soberania do povo e a liberdade de imprensa como coisas inseparáveis. Para Thomas Jefferson, democracia não existe sem liberdade de imprensa e John Stuart Mill complementa alertando que qualquer tentativa de censurar a mídia teria consequências desastrosas.[22] Essa censura resultaria na perda de outro fundamento do jornalismo, como a credibilidade. Os jornalistas estão a frente dessa luta pela liberdade que se mistura a questões políticas, econômicas e sociais. A independência e autonomia dos profissionais em relação a outros agentes sociais são importantes fatores que garantem a credibilidade.

ObjetividadeEditar

A objetividade no jornalismo é até hoje um objeto de discussão, crítica e má compreensão. Esse conceito surgiu baseado na ideia de subjetividade e sua inevitabilidade. Nasceu no século XX em que os fatos eram mais importantes que as opiniões, contrariando o que se entendia do jornalismo no século XIX, mais opinativo do que factual.[23]

Com isso, ficou estabelecido que era necessário seguir a regras e procedimentos para que o fundamento da objetividade permanecesse. Isso asseguraria a credibilidade do veículo de comunicação, como parte não interessada e ajudaria na proteção contra as críticas. Gaye Tuchman alenca a objetividade como um ritual, uma série de procedimentos estratégicos que devem ser seguidos para reduzir as críticas. Os jornalistas podem alegar que há objetividade levando em conta que esses procedimentos foram seguidos.[24]

Ela identifica 4 pontos:

  1. A apresentação de dois lados da história, não favorecendo nenhum dos dois.
  2. Exposição de dados técnicos, provas auxiliares que fortaleçam o que foi dito.
  3. Uso das aspas. O fato fala por si só, a presença do repórter desaparece.
  4. Estruturação da informação. A informação mais importante é apresentada no 1°paragrafo. Ela considera esse o procedimento o mais difícil, pois o lead é de responsabilidade do jornalista, baseado na sua percepção profissional.

CredibilidadeEditar

Segundo Philip Meyer, credibilidade não é o único componente da influência mas é um bom começo. A influência é apontada como um dos possíveis fatores que determinam o sucesso econômico de um jornal. Adequar-se ou não é uma opção de cada jornal, as decisões resultarão no ganho ou na perda da credibilidade. Um jornal que tenta agradar demais põe em risco a sua integridade jornalística e sua capacidade de dizer verdades duras que a comunidade precisa ouvir para seu próprio bem. Dessa maneira, as pesquisas realizadas por Philip Meyer mostravam que o jornal considerado como apoiador da comunidade era visto de maneira tendenciosa em vez de objetiva. A influência e os seus dois componentes: a credibilidade e ligação com a comunidade podem mudar de acordo com as notícias e depois se recuperar. Dar notícias que a comunidade não quer ouvir mas precisa ouvir para seu bem a longo prazo, pode ser a melhor maneira de aumentar a influência do jornal com o decorrer do tempo. Mesmo que a curto prazo a credibilidade caia, a longo prazo os benefícios são visíveis.[25]

Sendo assim, os jornais confiáveis atraem mais leitores, e o efeito é mais forte onde a competição obriga os jornais a lutar por seus leitores. A credibilidade de um jornal é essencial quando há competição com outros jornais.[25]

As pesquisas de Meyer também apontam que a circulação do jornal e a sua credibilidade são afetados diretamente pela sua exatidão, ou seja, um menor número de erros. O pesquisador constatou que quando um jornal possui a confiança da fonte das matérias, ele também apresenta credibilidade junto à população.[26] Contudo, para Vieira e Christofoletti, o erro jornalístico não intencional, quando ocorre, pode ser um caminho para fortalecer a credibilidade do veículo de comunicação a depender de seu posicionamento perante o erro. Neste contexto, conforme estes dois autores, explicitar a correção mostra uma preocupação do meio informativo com o acerto e amplia seu contato com o público.[27]

Para Philip Meyer, as fontes são ótimos juízes da qualidade de um jornal e formadores de opinião sobre a credibilidade do periódico. Em seu estudo, o autor descobriu que, quando as fontes percebem que as informações prestadas por elas são fielmente publicadas,  passam a ter uma visão positiva  sobre o jornal e disseminam tal percepção entre os leitores . Assim, a opinião das fontes é fundamental para a credibilidade do jornal, exercendo forte poder de influência.[28]

Segundo Traquina, a importância de manter a credibilidade leva a um trabalho constante de verificação dos fatos e a avaliação das fontes de informação. Um exemplo da perda dessa credibilidade foi o caso "Janet Cooke", onde uma jovem jornalista do Washington Post teve que devolver o Prêmio Pulitzer quando descobriram que a personagem central de sua premiada reportagem foi inventada.[29]

Christofoletti e Laux afirmam que com a emergência dos blogs como fontes de informação, há mudanças nos critérios que atestam confiabilidade aos veículos informativos.[30] Estes novos critérios seriam influenciados pelos já existentes, mas também seriam caracterizados pelo que chamaram de novos sistemas de reputação, dentre os quais destaca-se a opinião do público em relação aos conteúdos. Uma pesquisa de 2017 reforça esse argumento: em meio a um boom de notícias falsas, os leitores buscam informações nos veículos da imprensa tradicional, que tem uma reputação mais consolidada frente ao público, como é o caso de revistas e jornais impressos e canais de TV.[31]

Texto jornalísticoEditar

 
Durante décadas, a máquina de escrever foi símbolo do jornalismo
 
Jornalistas durante uma conferência de imprensa
 
Dilma Rousseff em uma entrevista para o programa Jornal Nacional, da Rede Globo.


O produto da atividade jornalística é geralmente materializado em textos, que recebem diferentes nomenclaturas de acordo com sua natureza e objetivos. Uma matéria é o nome genérico de textos informativos resultantes de apuração, incluindo notícias, reportagens e entrevistas. Um artigo é um texto dissertativo ou opinativo, não necessariamente sobre notícias, e nem necessariamente escrito por um jornalista.

Redatores geralmente seguem uma técnica para hierarquizar as informações, apresentando-as no texto em ordem decrescente de importância. Esta técnica tem o nome de pirâmide invertida, pois a "base" (lado mais largo, mais importante) fica para cima (início do texto) e o "vértice" (lado mais fino, menos relevante) fica para baixo (fim do texto). O primeiro parágrafo, que deve conter as principais informações da matéria, chama-se "lead" (do inglês, principal). O texto é geralmente subdividido em "capítulos" agrupados por tema, chamados retrancas e sub-retrancas, ou matérias coordenadas.

O conjunto de técnicas e procedimentos específicos para a atividade de redação jornalística é chamado de técnica de redação.

As matérias apresentam, quase sempre, relatos de pessoas envolvidas no fato, que servem para tanto validar (por terceiros) as afirmativas do jornal (técnica chamada de documentação) quanto para provocar no leitor a identificação com um personagem (empatia). No jargão jornalístico, os depoimentos destes personagens chamam-se aspas.

Apesar de as matérias serem geralmente escritas em estilo sucinto e objetivo, devem ser revisadas antes de serem publicadas. O profissional que exerce a função de revisão, hoje figura rara nas redações, é chamado de revisor ou copy-desk.

Sendo Introduzidas no Brasil por Danton Jobim a frente do Diario Carioca,[32] sendo Danton um dos fundadores e o primeiro professor a ocupar a cadeira de Técnicas de Redação Jornalística no Curso de Jornalismo da entao Universidade do Brasil.[33]

TiposEditar

  • notícia - de carácter objectivo, composto pelo Lead e o corpo da notícia:
    • No Lead tenta-se responder a seis perguntas: quem , o quê , onde , quando , porque ,como , a ausência destas pode dever-se a dados não apurados;
    • No corpo da notícia desenvolve-se gradualmente a informação em cada parágrafo, por isso a informação é cada vez mais elaborada, detalhada.
  • matéria - todo texto jornalístico de descrição ou narrativa factual. Dividem-se em matérias "quentes" (sobre um fato do dia, ou em andamento) e matérias "frias" (temas relevantes, mas não necessariamente novos ou urgentes). Existem ainda os seguintes subtipos de matérias:
    • matéria leve ou feature - texto com informações pitorescas ou inusitadas, que não prejudicam ou colocam ninguém em risco; muitas vezes este tipo de matéria beira o entretenimento
    • suíte - é uma matéria que dá seqüência ou continuidade a uma notícia, seja por desdobramento do fato, por conter novos detalhes ou por acompanhar um personagem
    • perfil - texto descritivo de um personagem, que pode ser uma pessoa ou uma entidade, um grupo; muitas vezes é apresentado em formato testemunhal
    • entrevista - é o texto baseado fundamentalmente nas declarações de um indivíduo a um repórter; quando a edição do texto explicita as perguntas e as respostas, seqüenciadas, chama-se de ping-pong
  • opinião ou editorial - reflete a opinião apócrifa do veículo de imprensa (não deve ser assinado por nenhum profissional individualmente)
  • artigo - texto eminentemente opinativo, e geralmente escrito por colaboradores ou personalidades convidadas (não jornalistas)
  • crônica(br) ou crónica(pt) - texto que registra uma observação ou impressão sobre fatos cotidianos; pode narrar fatos em formato de ficção
  • nota - texto curto sobre algum fato que seja de relevância noticiosa, mas que apenas o lead basta para descrever; muito comum em colunas
  • chamada - texto muito curto na primeira página ou capa que remete à íntegra da matéria nas páginas interiores
  • texto-legenda - texto curtíssimo que acompanha uma foto, descrevendo-a e adicionando a ela alguma informação, mas sem matéria à qual faça referência; tem valor de uma matéria independente
  • erro jornalístico - não é "Fake News". Se constituí em uma erro não intencional do jornalista. Ex: nome da fonte, idade da fonte e/ou erros tipográficos. Nesse caso se utiliza da errata para que possa reparar o erro. Em muitos casos esse erro pode diminuir a credibilidade e a precisão da matéria.[12]

NotíciaEditar

 Ver artigo principal: Notícia

A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afectarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.

Jornalismo no mundoEditar

 
Índice de Liberdade de Imprensa de 2019[34]
  Situação muito séria
  Situação difícil
  Problemas visíveis
  Situação satistória
  Situação boa
  Sem dados
 
Índice de 2015 da Freedom House[35]
  Não-livre
  Parcialmente livre
  Livre
  Sem dados

Em diversos países de regime democrático, o trabalho jornalístico é protegido por lei ou pela constituição. Isto inclui, muitas vezes, o direito de o jornalista preservar em segredo a identidade de suas fontes, mesmo quando interpelado judicialmente. O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos do Homem estabelece normas para a liberdade de expressão e de imprensa.

No entanto, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (Reporters Sans Frontières), 42 jornalistas foram mortos no ano de 2003, principalmente na Ásia, enquanto outros 766 estavam presos. O futuro do jornalismo passa pela adequação dos profissionais da área às novas mídias emergentes. Todo bom profissional não poderá deixar de observar esses novos meios. O profissional tem de se adaptar aos novos mecanismos das tecnologias, além disso ele precisa ser polivalente para continuar no mercado.

A independência dos profissionais da área tem sido um grande debate, o que pode ser observado no livro "O que é Jornalismo" (Brasiliense, 1980), de Clóvis Rossi.

"Jornalismo, independentemente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva: a palavra, acrescida, no caso da televisão, de imagens. Entrar no universo do jornalismo significa ver essa batalha por dentro, desvendar o mito da objetividade, saber quais são as fontes, discutir a liberdade de imprensa no Brasil."

Em 2011 a Turquia se tornou o país com maior número de jornalistas presos.[36]

BrasilEditar

O primeiro sindicato de jornalistas no Brasil foi fundado em 1934, na cidade de Juiz de Fora. Quatro anos depois, houve a primeira regulamentação da profissão. Conforme disposto na Lei de Imprensa de 9 de fevereiro de 1967, o diploma de curso superior de Jornalismo foi obrigatório para o exercício da profissão, por força de lei, até o Supremo Tribunal Federal torná-lo facultativo em 2009. Porém, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada pelo Senado Federal em 2012, restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Atualmente, há cerca de 120 cursos de graduação na área, formando quase 5.000 jornalistas a cada ano em todo o país. No Brasil, o curso de Jornalismo tem a maior carga horária entre os cursos da área da comunicação. O curso tem carga horária mínima de 3.000 horas e tempo mínimo de 4 anos para a conclusão do Curso de Bacharel em Jornalismo, segundo as novas diretrizes curriculares do Ministério da Educação (MEC). Após concluir o curso, a pessoa é reconhecida pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e pelos sindicatos de jornalistas como jornalista profissional, podendo se filiar aos sindicatos e solicitar a Carteira Nacional de Jornalista, emitida pela FENAJ.

Para a organização Repórteres sem Fronteiras, o Brasil ainda é um dos países mais violentos da América Latina para a prática do jornalismo.[37] O país ocupa a 102ª posição entre as 180 nações analisadas pelo Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2018,[38] estando ao lado dos países com as piores posições do continente, que são Cuba, Venezuela, México e Colômbia. A “situação sensível”[39] na qual o Brasil se encontra em relação à liberdade de informação é explicada por fatores como a aplicação de processos judiciais a determinadas matérias sobre interesses do poder político.[40] Além disso, os jornalistas também são alvos de ameaças no território nacional.[41] De janeiro a outubro de 2018, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 137 casos de agressões a profissionais da comunicação em contexto político-eleitoral.[42] No caso de Leniza Krauss, que investigava o Caso Pedra da Macumba, nunca foi descoberto o motivo das agressões direcionadas a ela e sua equipe. O Observatório da Imprensa listou seu caso no artigo "A mudança na vida de jornalistas que sofreram violentas represálias".[43]

Ver tambémEditar

Referências

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  4. "The State of the News Media 2013: An Annual Report in American Journalism published by the Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism Arquivado em 26 de agosto de 2017, no Wayback Machine.," the Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism, 2 de maio de 2012. Acessado em 23 de maio de 2013.
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BibliografiaEditar

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