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The Playboys é uma banda de rock pernambucana que atua na cena independente brasileira desde 1996.

Suas principais referências musicais são o rock clássico dos anos 1950 e o punk rock dos anos 1970. No entanto, o grupo transita por vários outros estilos, incorporando elementos da bossa nova, da música brega, do pancadão carioca e do jazz. Além disso, em suas apresentações, eles mesclam instrumentos de brinquedo com os de verdade. Nas letras, ironizam diversos ícones da música e da cultura (principalmente da cultura pernambucana). O resultado disso tudo é um rock ácido, escrachado e bem humorado.[1] No palco, a banda exibe alto teor de teatralidade e irreverência.

Outra característica do grupo é promover shows em lugares e situações inusitadas. Tocou, por exemplo, no meio da Avenida Conde da Boa Vista, uma via central de Recife. Em 2005, criou, clandestinamente, o Palco 3 do festival Abril Pro Rock. O Palco 3 - que no ano seguinte se tornou oficial - foi montado em um stand no espaço destinado a barracas que vendiam camisetas e discos, no interior do Pavilhão do Centro de Convenções de Recife.[2] Essa experiência inspirou a canção "Paulo André não me ouve", que brinca com o produtor do Abril Pro Rock, Paulo André Pires. [3]

Índice

Rock na TamarineiraEditar

The Playboys organiza, periodicamente, desde 2002, o Rock na Tamarineira, um festival de rock dentro do maior hospital psiquiátrico de Pernambuco, o Hospital Ulysses Pernambucano (conhecido como Hospital da Tamarineira).[4][5]

O Rock na Tamarineira é uma forma de experimentação artística que, ao promover a interação entre visitantes e internos, busca provocar uma mudança de mentalidade acerca da loucura. Com o festival, a banda The Playboys, além de experimentar novas possibilidades artísticas, atua contra o velho estigma que pesa sobre a doença mental - o louco sendo costumeiramente considerado como indivíduo antissocial, violento, perigoso e incapaz. Em 2005, o evento foi tema do documentário Tamarock, dirigido por Maurício Targino e produzido pela Símio Filmes.[6]

Em 16 anos de existência, a banda gravou seis discos e tocou em diversos festivais do Nordeste, como o Mada (Natal)[7], o Festival de Inverno de Garanhuns,[8] Recbeat (Recife), Abril Pro Rock (clandestinamente, em 2005, e oficialmente, em 2007), Feira da Música de Fortaleza [9], PAN no Rock (Recife)[10], Festival Mundo (João Pessoa)[11][12] e PE no ROCK.[13]

Em 2007, a The Playboys lançou o videoclipe da canção "Paulo André não me ouve",[14] que foi premiado no Festival de Vídeo de Pernambuco e chegou a estar entre os 30 vídeos musicais mais vistos no YouTube. Ainda em 2007, a banda fez uma mini-turnê em São Paulo, quando tocou no festival Araraquara Rock e em bares do circuito alternativo da capital paulista. No final de 2008, a banda lança o sexto trabalho: Chega de niilismo, disco cheio de referências à bossa nova e ao jazz, mas com a mesma acidez sarcástica de sempre.

A partir de 2009, a banda tem se apresentado apenas uma vez por ano, no festival Rock na Tamarineira.

IntegrantesEditar

João Neto - Voz e corneta de brinquedo
Flipie - Guitarra
Eduardo Alves - Teclado
Ebis Filho – Baixo
Lucas Rabelo - Bateria
ZGR - Teclado de brinquedo
Tiago - Guitarra de brinquedo

DiscografiaEditar

  • Punk não morreu. Está apenas doente por enquanto (1997). O disco é uma ironia à "cartilha" punk. Musicalmente é calcado no punk rock e nas experimentações com instrumentos de brinquedo. A gravação foi feita quase artesanalmente, em oito canais.
  • Vivendo cada dia mais lindos e perfumados (2000). Nesse cd, a ironia é expandida a outras tribos musicais. A banda começa a usar teclado e a utilizar outros estilos musicais, com muita influência de Os Mutantes. Os brinquedos continuavam muito presentes.
  • Brincando de punk (2004). A banda começa a ousar uma musicalidade mais sofisticada. Aparece inclusive a primeira canção do grupo no estilo da bossa nova: "Pessoas Cult".
  • Paulo André não me ouve (2006) Single que traz as canções: "Gatinhas Culturais do Burburinho", "Se Não fosse o Rock" e "Paulo André não me ouve". Foi um dos discos mais inusitados e comentados do rock pernambucano.
  • 10 Anos pedindo mesada (2007). Coletânea comemorativa.
  • Chega de niilismo (2008). Apesar de ser o disco com menos instrumentos de brinquedo, é provavelmente o mais experimental e irreverente da carreira da banda.

Referências

  1. Só vale o folclórico, dizem os roqueiros
  2. Abril Pro Rock 2006: Primeiro dia, por Bruno Nogueira. Overmundo, 25 de abril de 2006.
  3. "Os Playboys compuseram a música mais legal do Recife desde "Samba Makossa". Foi o sensacional hino "Paulo André Não Me Ouve", recado mais direto impossível, uma vez que o conhecido Paulo André é um bem conhecido agitador cultural pernambucano e organizador do Abril pro Rock. A música, divertidíssima, mexe com toda a cena recifense, em letra ótima. Pop will eat itself.Pois então, o Paulo André ouviu os Playboys. E a banda punk-tosca é a primeira grande atração a ser anunciada para a festiva edição de 2007, que acontece de 13 a 15 de abril e comemora os 15 anos do evento". O novo testamento, por Lúcio Ribeiro. Popload, 6 de março de 2007. Texto e videoclipe de "Paulo André não me ouve"
  4. Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco. Rock na Tamarineira chega a sua 9º edição
  5. Rock na Tamarineira leva música a manicômio do Recife, por Hugo Montarroyos. iG, 14 de dezembro de 2010.
  6. Vídeo registra interação musical de pacientes na Tamarineira. Coquetel Molotov, 0.11.2006
  7. Música de Pernambuco. Música urbana. The Playboys
  8. Festival de Inverno de Garanhuns 2008
  9. Chamada final. Diário do Nordeste, 2 de abril de 2009.
  10. The Playboys: ‘Somos Uma Banda Séria’. Entrevista com o vocalista João Neto, por Hugo Montarroyos. RecifeRock!, 24 de setembro de 2004.
  11. Vamoz e The Playboys no Festival Mundo em João Pessoa, por Guilherme Moura. Reciferock, 24 de agosto de 2007.
  12. Festival Mundo termina neste sábado. Portal Correio, 13 de setembro de 2007
  13. Tapa na Orelha – O PE no Rock já mudou a vida de alguém? Por Hugo Montarroyos. Reciferock, 16 de outubro de 2007.
  14. Paulo André ouviu. Texto publicado na coluna "Hey!" do Diário de Pernambuco, em 9 de março de 2007

Ligações externasEditar

  • Site oficial
  • Herói de brinquedo. Entrevista com The Playboys, por Rafaella Soares. Revista O grito!
    www.revistaogrito.com/page/blog/2007/01/22/entrevista-the-playboys/
  • The Playboys lança novo disco de graça na web. O disco Chega de Niilismo foi disponibilizado de graça no site da banda. Revista O Grito!, 4 de janeiro de 2009
    www.revistaogrito.com/page/blog/2009/01/04/the-playboys-lanca-novo-disco-de-graca-na-web-2/