Tiroteio em escolas

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Tiroteio em escolas é uma modalidade de violência perpetrada com arma de fogo em que o alvo é o ambiente educacional, definido pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos como "local deliberadamente escolhido para o ataque"[nota 1][1] e provocam grande impacto na sociedade, sendo uma tragédia que revela a crueldade do autor sobre estudantes e professores indefesos, num ambiente que se destina à preparação dos jovens para o futuro.[2]

Flores diante da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, no Brasil, alvo de tiroteio em 2019

Em geral os atiradores são solitários, embora em dois casos nos Estados Unidos agiram em duplas.[2] Até o ano de 2012 foram registrados em todo o mundo cerca de 400 ataques em escolas; cerca de 87% dentre os que atiraram contra alunos nos últimos 45 anos foram estudantes que sofreram bullying na própria instituição.[2] Entretanto, há casos em que funcionários da instituição foram os autores, como o diretor da escola de Droyssing, na Alemanha, que atirou contra os alunos matando três e ferindo igual número, sendo depois linchado por moradores próximos ao lugar que ouviram os tiros.[2]

Nos Estados Unidos o primeiro caso de tiroteio em escola registrado foi o de Brenda Ann Spencer que, em 1979, munida de um rifle atirou contra a escola que ficava do outro lado da rua de sua casa, matando o diretor e um funcionário, ferindo oito crianças e um policial - alegando, depois de tê-lo feito, que o motivo seria por "não gostar de segundas-feiras"; Brenda teria, ainda, servido de inspiração a outros atiradores do seu país - inclusive um que ocorreu dez anos depois contra uma escola com o mesmo nome daquela que atacara: Cleveland Elementary School.[3] Este também teria sido o primeiro ataque em escola feito por uma mulher.[4][5]

Ataques no BrasilEditar

No Brasil o caso mais grave foi o chamado Massacre de Realengo na Escola Municipal Tasso da Silveira, perpetrado pelo ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que invadiu o lugar armado com dois revólveres disparou contra os alunos, matando doze deles, para ao fim cometer suicídio.[2]

Recentemente, notou-se um aumento considerável no número de ataques a escolas em um curto espaço de tempo, a seguir podemos observar uma tabela que resume quantitativamente esses ataques:[6]

Dados quantitativos de ataques a escolas no Brasil
Data Escola Cidade Estado Vítima(s) fatal(is) N° de sobrevivente(s) Morte do(s) executor(es)
28-10-2002 Escola Sigma Salvador BA 2 0 não
28-01-2003 E. E. Coronel Benedito Ortiz Taiúva SP 0 8 sim
07-04-2011 E. M. Tasso da Silveira Rio de Janeiro RJ 12 13 sim
22-09-2011 E. M. Alcina Dantas Feijão São Caetano do Sul SP 0 1 sim
11-04-2012 E. E. Enéas Carvalho João Pessoa PB 0 3 não
05-10-2017 Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente Janaúba MG 14 37 sim
20-10-2017 Colégio Goyases Goiânia GO 2 4 não
28-09-2018 C. E. João Manoel Mondrone Medianeira PR 0 2 não
13-03-2019 E. E. Professor Raul Brasil Suzano SP 8 11 sim

Notas e referências

Notas

  1. Livre tradução para: "deliberately selected as the location for the attack".

Referências

  1. Bryan Vossekuil (2004). «The Final Report and Findings of the Safe School» (PDF). Washington, DC: United States Secret Service. p. 4. Consultado em 1 de fevereiro de 2016 
  2. a b c d e Gilda de Castro Rodrigues (2012). «O bullying nas escolas e o horror a massacres pontuais». Pontifícia Universidade Católica de São Paulo: Ponto-e-Vírgula. Revista de Ciências Sociais, n.º 11, ISSN 1982-4807. Consultado em 1 de fevereiro de 2016 
  3. Maloy Moore (6 de março de 2001). «Past School Shootings». Los Angeles Times. Consultado em 23 de janeiro de 2016 
  4. Joseph A Lieberman (2008). School Shootings (When You Send Your Children To School In The Morning, Do You Worry That You May Never See Them Again?). [S.l.]: Kensington Publishing Corp. p. 214. ISBN 0806535695 
  5. Mara Bovsun (3 de novembro de 2013). «Justice Story: 16-year-old girl shoots up school, tells reporter 'I Don't Like Mondays'». New York Daily News. Consultado em 30 de janeiro de 2016 
  6. «Realengo, Janaúba e outros: episódios de ataques em escolas no Brasil» 
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