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Torre da Estação Ferroviária de Pinhal Novo

A torre de sinalização e manobra ferroviária da estação de Pinhal Novo foi um projecto da autoria do arquitecto José Ângelo Cottinelli Telmo, encomendado pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, elaborado na Divisão de Via e Obras C. P. e desenvolvido entre Maio e Setembro de 1936, tendo sido inaugurada em Outubro de 1938.

O edifício existente está em vias de classificação pelo IGESPAR.[1] Apesar das intenções iniciais da REFER de a demolir, um movimento local de protecção do património — que contou com o apoio da Ordem dos Arquitectos — conseguiu garantir a sua permanência no local original. Não há ainda uma clara definição da viabilidade de se tornar um espaço musealizado, como era intenção da Câmara Municipal, que, no entanto, classificou a torre como imóvel de interesse municipal.

Perante a polémica, a remodelação da estação de comboios ficou incompleta, arrastando-se a situação até hoje, e já passaram 15 anos desde a inauguração da nova estação de Pinhal Novo, em 2004.

Como consequência, a estação ficou sem capacidade para receber mais comboios e para ser, como estava previsto, o novo terminal dos actuais comboios curtos da Fertagus entre Lisboa (Roma-Areeiro) e a estação de Coina (e vice-versa), que têm uma frequência de 3 por hora (de 20 em 20 minutos), e, nas horas de ponta, de 6 comboios por hora (de 10 em 10 minutos).

A estação não foi concluída devido ao facto de o poder autárquico (Câmara e Junta de Freguesia) e os poderes locais informais, de tipo caciqueiro, que sempre surgem nestas ocasiões apelando aos sentimentos mais primários das pessoas, gerando discussões onde impera a emoção e a irracionalidade, se terem oposto ao deslocamento da Torre alguns metros mais para Sul, mas ainda dentro da nova estação. Por isso desencadearam uma campanha populista e de agitação da comunidade local, a qual, por ter surgido em resultado da criação do comboio e da estação, e ter uma forte ligação ao trabalho ferroviário, inviabilizou a transferência da torre.

Esta transferência foi a última proposta a REFER-Rede Ferroviária após a polémica e a discussão pública do assunto, mas o facto de ter sido inviabilizada impediu a conclusão da obra de remodelação da estação e a melhoria da oferta de comboios, prejudicando gravemente milhares de utentes que usam este comboio entre Setúbal e Lisboa pela Ponte 25 de Abril.

De Setúbal para Lisboa e vice-versa (no que diz respeito às Estações de Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide e Pinhal Novo) há, por razão de a obra não ter sido concluída, apenas um comboio por hora da Fertagus pela Ponte 25 de Abril (embora haja mais dois da CP pelo Barreiro, com a travessia do Tejo de barco). E se falarmos da Estação de Penalva (entre o Pinhal Novo e Coina) há apenas um comboio por hora, pois os dois da CP seguem por outra linha a partir do Pinhal Novo. Mas podia haver três - e seis nas horas de ponta - como há desde Coina. Mas a não conclusão da obra de remodelação da estação impediu que esta passasse a ser a nova estação terminal, substituindo Coina.

Passaram 15 anos e a Torre está ao abandono, tal como o edifício da estação antiga, e o prometido Núcleo Museológico Ferroviário local não existe.[2]

Só recentemente, em Março de 2019, foi anunciada a atribuição de 30 mil euros pela Câmara de Palmela para as primeiras medidas com vista à criação do referido Núcleo Museológico.

Referências

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