Tratado de Lunéville

O Tratado de Lunéville foi um acordo firmado entre a República da França e o Sacro Império Romano-Germânico, em 9 de fevereiro de 1801, através respectivamente de José Bonaparte e o conde Ludwig von Cobenzl.[1]

O Tratado pôs fim à Segunda Coligação, permanecendo a Grã-Bretanha como a única nação a guerrear contra a França. Os termos do Tratado requeriam que a Áustria ratificasse as condições do Tratado de Campo Formio, fazendo com que algumas possessões austríacas fossem entregues e o imperador austríaco renunciasse a todas as pretensões ao Império Romano. O controle francês se estenderia até as margens do Reno, abandonando as possessões ao leste do rio. Questões de fronteira na Itália foram resolvidas e o Grão-Ducado da Toscana passou às mãos da França, recebendo o duque compensações na Alemanha. Ao mesmo tempo os signatários concordavam com a independência da República Batava, da República Cisalpina, da República Helvética e da República Liguriana, e os bispados semi-independentes de Trento e Brixen foram secularizados e anexados à Áustria. A paz resultante do Tratado de Lunéville perdurou até 1805, quando os austríacos retomaram as guerras contra Napoleão Bonaparte.

Ver tambémEditar

Referências

  1. «BnF Catalogue général». catalogue.bnf.fr (em francês). Consultado em 23 de outubro de 2022