Tratado de Xanten

O Tratado de Xanten (em alemão: Vertrag von Xanten) foi assinado na cidade alemã de Xanten, localizada no Baixo Reno, a 12 de novembro de 1614 entre Wolfgang Guilherme, Duque do Palatinado-Neuburgo e João Segismundo, Eleitor de Brandemburgo, com representantes da Inglaterra e de França como mediadores.

Wofgang Guilherme, Duque de Neuburgo
João Sigismundo, Eleitor do Brandemburgo

O tratado acabou com a Guerra da Sucessão de Jülich e com todas as hostilidades entre Wolfgang Guilherme e João Sigismundo. Os termos do tratado, previam uma partilha da herança de Cleves-Julich-Mark-Berg-Revensberg, espalhada pelo norte da Renânia e Vestefália. Assim:

Estes últimos territórios, recebidos pelo eleitor João Sigismundo, foram o embrião do que viria a ser a Renânia Prussiana, territórios controlados pela Casa de Hohenzollern no ocidente da Alemanha, e que viriam a constituir a Província do Reno no seio do Império Alemão[1]

ReferênciasEditar

  1. Hayden, p. 22. O outro grande problema do [Sacro-Romano] Império era a constante discussão sobre a política externa. Os dois ocupantes dos territórios de Cleves–Julich não conseguiam relacionar-se um com o outror. Nas negociações incetadas, os pretendentes mudaram de religião e procuraram aliados no exterior. O resultado foi a ameaça de Guerra em 1614 pelos aliados, os holandeses do Brandemburgo e os espanhóis de Neuburgo. Contudo, estes dois estados, não desejavam romper com o Tratado de Antuérpia, de 1609, e após alguns simulações de conflitos, as negociações iniciaram-se com mediação da Inglaterra e da França. O resultante Tratado de Xanten foi assinado em 12 de novembro de 1614, com Jülich e Berg atribuídos a Wolfgang Guilherme de Neuburgo enquanto o Eleitor João Sigismundo recebia Cleves, Mark e Ravensburg. O exército espanhol sob o comando de Ambrogio Spinola recusou ceder a Fortaleza estratégica de Wesel, e foram necessárias negociações adicionais, mas no final foi mantida a paz, apesar de instável.

BibliografiaEditar

  • Hayden, Michael J. Continuity in the France of Henry IV and Louis XIII: French Foreign Policy, 1598-1615. Journal of Modern History, Vol. 45, No. 1 (março de 1973), pp. 1-23.

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Ligações externasEditar