Salto

O salto Tsukahara é o movimento que contestou o conceito do corpo em um voo completo[1].

O Tsukahara, originalmente criado na e para as provas de salto, passou a ser bastante executado também nos eventos do solo, principalmente em provas femininas. A norte-americana Alicia Sacramone e a italiana Vanessa Ferrari, possuem um Tsukahara em suas rotinas (2007-2008). Além desses, o Tsukahara pode também ser o desmonte da trave, da barra fixa, das argolas e das barras assimétricas.

HistóriaEditar

Mitsuo Tsukahara, nascido em 22 de novembro de 1947, é um antigo ginasta japonês, várias vezes medalhista olímpico - cinco vezes só em 1976. Ele também é conhecido por ter inventado um salto que atualmente leva o seu nome.

Tsukahara foi um importante componente da equipe de ginástica do Japão que venceu a competição por equipes em 1968 (México), 1972 (Munique) e 1976 (Montreal).

A primeira vez que tal movimento fora mostrado, foi em 1970,[1] no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, na cidade de Ljubljana, durante as provas que definiriam os campeões por equipes. O ginasta japonês, Mitsuo Tsukahara executou um salto mortal duplo com um parafuso completo no primeiro salto[2] e contribuiu para a conquista da medalha de ouro pela equipe japonesa.

Depois da prova de salto sobre o cavalo do Campeonato Mundial de 1970, em Ljubljana, seu nome marcou a história e o futuro da ginástica artística neste referido aparelho e na modalidade.

Descrições geraisEditar

O Tsukahara é o salto de base trabalhado em movimento sobre a mesa de salto. Este salto é realizado tanto por mulheres quanto por homens, e é frequentemente utilizado na competição como salto ou por suas evoluções - com rotação em torno de si mesmo ou em dupla rotação transversal. Menos arriscado que o "salto-lua" ou o Yurchenko - por razões da insegurança ou da realização técnica -, ele é abordado de diferentes maneiras segundo os treinadores.

Descrições específicasEditar

  • A corrida de impulso- proporciona a velocidade horizontal necessária que será em seguida transformada em rotação. Correr rápido, proporciona um impulso ainda maior.
  • A percussão sobre o trampolim- esta é a fase na qual os treinadores discordam: Braços para trás, braços para frente, braços para o ar. Existem várias possibilidades. No entanto, a técnica da inversão é a mesma exigida para seu outro salto, o "lua". Esta fase é a mais importante: inversão do corpo e onde se inicia a impulsão.
  • A posição das mãos- para o Tsukahara a modificação a ser feita é na pose das mãos já que será necessário executar um quarto de volta neste momento. Trata-se de movimentar as mãos, uma após a outra, de modo a criar esta rotação longitudinal.

AnálisesEditar

BiomecânicaEditar

No movimento retilíneo horizontal durante o percurso sobre o trampolim, o ginasta deve se encontrar em posição um pouco avançada. A rotação transversal se cria devido a dois princípios mecânicos: o bloqueio do movimento retilíneo e a pressão descentrada. Desse modo, o ginasta orienta de maneira segura o alto do corpo para criar esta rotação transversal.

Já na segunda fase - sobre a mesa – dá-se um movimento que depende em grande parte do que se passa sobre o trampolim, pois, uma vez que o atleta tenha deixado a mesa, ele não pode mais modificar a sua trajetória. Desse modo, tudo acontece antes. A criação da rotação a partir das mãos sobre a mesa depende então dos princípios biomecânicos, ou seja: o ginasta deve ter conservado a rapidez horizontal para bloquear no momento da impulsão e orientar seu corpo a fim de, criar a rotação transversal. Outra noção importante da biomecânica é a transferência de momento cinético. Sendo muito simples, é a eficácia das curvas e envergaduras e a transferência de energia de uma à outra.

MuscularEditar

O trabalho de impulsão sobre a mesa é o momento chave do Tsukahara, mas não específico a este salto. É a passagem do trampolim para a mesa, que assegura o bloqueio do curso, e, para se ter uma transição eficiente é necessária uma postura segura, ou seja, reta, sem comprometer a bacia e jogar a parte inferior do corpo para trás. Em seguida, não se pode fechar os ombros, é preciso um corpo direito, firme, sólido e a impulsão de braços. Para o sucesso deste salto, não se pode deformar o ângulo formado pelos calcanhares e pelos braços.

A posição no ar é também um elemento importante do salto. Os ginastas optam por várias posições: a bacia retro-versé e o corpo firme, ou em ligeira abertura da bacia para proporcionar um pouco mais de rotação. A posição da cabeça, o queixo para baixo em direção a garganta e a posição dos braços posicionados estendidos, na altura da bacia para preparar o trabalho das hélices, no entanto, não são variáveis.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Sports>Olympic Games>Article>Mitsuo Tsukahara» (em inglês). MSN Sports. Consultado em 14 de janeiro de 2009 
  2. «Mitsuo Tsukahara» (em inglês). Speedylook. Consultado em 10 de janeiro de 2009 [ligação inativa]

Ligações externasEditar