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Urbanização excludente

Favela da Rocinha, a maior favela do Brasil, em contraste com os edifícios de São Conrado, no Rio de Janeiro.

Urbanização excludente é um fenômeno social e conceito geopolítico que tenta explicar a desigualdade no acesso aos direitos sociais somados à pobreza da população urbana periférica.[1][2]

Urbanização excludente é quando boa parte da população de uma localidade não teve acesso a moradias adequadas e nem mesmo aos serviços urbanos mais essenciais, como saneamento básico, segurança e coleta de resíduos.[3]

A consequência desta urbanização é a crescente segregação socioespacial no meio urbano. Desse modo, apresentam-se de áreas dotadas de ampla infraestrutura e melhor qualidade de vida, contrastando com bairros ou imensas áreas periféricas muito carentes.[4][5]

A explicação para esse fenômeno reside nas características da urbanização que aconteceu em praticamente toda a América Latina. O crescimento das atividades urbanas, sobretudo na indústria, em vários países latino-americanos, gerou postos de trabalho em menor proporção que o aumento da população nas cidades. Como consequência,um imenso contingente de trabalhadores passou a engrossar o chamado setor informal da economia, exercendo atividades sem vínculo empregatício e recebendo baixa remuneração.

Ver tambémEditar

Referências

  1. FERREIA, Ignes; PENNA, Nelba. «TERRITÓRIO DA VIOLÊNCIA: UM OLHAR GEOGRÁFICO SOBRE A VIOLÊNCIA URBANA» (PDF). USP 
  2. MASS, Bárbara Holzmann; BARROS, Solange Barbosa de Moraes. «A urbanização excludente e sua relação com a violência» (PDF). UEPG/UFPR 
  3. BORGES, Maria E. L. «Formas simbólicas de urbanização excludente» (PDF). USP 
  4. Ministério das Cidades. UM NOVO CONCEITO E UMA NOVA METODOLOGIA PARA A ELABORAÇÃO DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO. Brasília: [s.n.] 
  5. «Regularização Fundiária Sustentável para a Inclusão Territorial» (PDF). Ministério das Cidades/Seplan MT 
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