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Viola de Queluz
Informações
Classificação Hornbostel-Sachs Cordofone
Relacionados
Viola caipira, Viola beiroa, Viola braguesa, Viola campaniça, Viola da terra, Viola sertaneja, Viola de arame.

Viola de Queluz é o nome de uma das variantes regionais da viola brasileira, especificamente produzida em oficinas da região de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete - MG), entre o final do século XIX e início do século XX,[1][2] tendo sido registrada como um patrimônio imaterial da cidade.[3]

De fabricação artesanal, foram inspirada nas "violas toeiras", de Portugal. As famílias Meirelles e Salgado eram donas das oficinas mais famosas da região.[2][1]

Sobre as famosas violas de Queluz, os Meirelles e os Salgado, duas famílias de artesãos do final do século XIX e início do XX, se sobressaíram na confecção destas violas. Seus instrumentos eram vendidos principalmente por ocasião do jubileu que se realizava em Congonhas do Campo, ponto de convergência de fiéis das mais diversas procedências, atraídos pelos milagres do Senhor de Bom Jesus (que dá nome ao Santuário de Matosinhos em Congonhas, também conhecido pelas obras de Aleijadinho e Ataíde).

O violeiro e artesão de maior prestígio da antiga Queluz foi José Rodrigues Salgado, que, após ter tocado para Pedro II na residência do Barão de Queluz (quando da viagem do Imperador a Ouro Preto, em 1889, para a inauguração do ramal férreo), passou a fabricar violas para a Corte. Seu ofício – arte repassada ao longo de gerações – foi transmitido a seus descendentes, que até meados do século passado ainda construíam violas. A última viola fabricada pela família Salgado foi feita no ano de 1969.[4]

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b «Violas de Queluz homenageadas em exposição». Ministério do Desenvolvimento Agrário. Consultado em 20 de Maio de 2016 
  2. a b Ramon Coelho e Sérgio Donizeti. «Viola e Ponteios: A viola de Queluz». Consultado em 24 de agosto de 2010. Arquivado do original em 27 de dezembro de 2009 
  3. «Modo de fabricação das Violas de Queluz é registrada como patrimônio de Lafaiete». Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. 11 de Dezembro de 2014. Consultado em 20 de Maio de 2016 
  4. Nunes, Corrêa, Roberto (6 de maio de 2014). «Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte». doi:10.11606/T.27.2014.tde-22092015-112350 
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