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Wilhelm Ter Brüggen (? — ?) foi um militar, empresário e político teuto-brasileiro.

Veio para o Brasil como mercenário brummer, para lutar na Guerra contra Rosas. Em Porto Alegre fundou a Casa de Editores Ter Bruggen, depois Livraria Teuto Brasileira, oferecendo estoque de livros e de edições próprias, como o ensaio A Philosophia no Brasil, de Sílvio Romero.[1]

Em agosto de 1861 ajudou a fundar o jornal Deutsche Zeitung, junto com outros comerciantes germânicos estabelecidos em Porto Alegre: Franz Lothar de la Rue Friedrich Hänsel, Julius Wollmann, Richard Huch, Jakob Rech e Emil Wiedemann[2]. Ter Brüggen foi o primeiro redator-chef até quek em fevereiro de 1862, chegou da Alemanha o redator profissional Theodor Oelckers, que porém demitiu-se depois de cinco meses.[3] Em 1863, o jornal se envolveu em forte polêmica, quando Theodor von Varnbühler publicou um texto dando razão à Inglaterra na Questão Christie, em detrimento do Brasil. Os diretores do jornal, Wilhelm Ter Brüggen e Friedrich Hansel, foram então chamados a depor. Em 1881, Ter Brüggen se opôs ao redator-chefe Carlos Von Koseritz, publicando no jornal um texto contra a Exposição Brasileira-Allemã, que Koseritz estava organizando, fato que fez Koseritz pedir demissão e fundar seu próprio jornal.[3] Com a saída de Koseritz, o jornal entrou em crise. Neste período, Ter Brüggen, que era o principal quotista do jornal, e os outros proprietários começaram a se desfazer de suas quotas.[3]

Foi Wilhelm Ter Brüggen quem propôs, em 1876, a criação da escola que viria a se tornar o atual Colégio Farroupilha. Ela deveria receber crianças de seis anos e prepará-las para, aos 14 anos, terem fluência na língua alemã além da língua portuguesa, e adquirirem condições para estabelecer seus próprios negócios. A ideia levou dez anos para ser implantada.[4]

Membro do Partido Conservador, com a promulgação da Lei Saraiva, que estendeu a elegibilidade aos católicos e estrangeiros naturalizados com seis anos de permanência no país, foi eleito deputado provincial, na década de 1880.[5] Foi o primeiro presidente da SOGIPA, fundada em 6 de novembro de 1867, por sua iniciativa e de Alfred Schütt, com o nome de Deutscher Turnverein.[6]

Referências

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